30.9.11

#IB - The Skater Girl: 7° Parte

Não conseguia parar de chorar. Ele é um canalha, isso sim. Me beija, e sem permissão? E ainda tem a capacidade de falar que aquela dancinha é dele. Ah, vá se foder garoto. Vi uma cambada de meninos se aproximarem de mim e enxuguei meu rosto rapidamente.

- Chefinha, o que foi com você?
- Chefinha, quer ajuda?
- O que aconteceu?

Não conseguia dizer uma sequer palavra. Só neguei com a cabeça e eles se olharam confusos.

- O Charlie me disse que quando ela fica em silêncio é porque ela quer ficar sozinha, quer que a gente te leve pra casa, chefinha?
- É mesmo! Nós fazemos troninho e a levamos sem que ela ande!
- Isso!

Sorri meio sem graça. Eles juntaram seus braços fazendo uma cadeira de dois homens, os mais fortes deles e Derek, o menino que apostou com o Charlie pra eu fazer todas aquelas manobras, me pegou no colo e me colocou nos braços deles. Pegaram um boné e colocaram na minha cabeça e um skate e colocaram em meu colo. Eu fiquei sem entender nada. Dois meninos foram para trás de nós e dois para frente, e começaram a gritar “Chefinha da pista!” repetitivamente, comecei a rir deles e me levaram até em casa.

- Estamos chegando (Seu apelido), quero dizer, chefinha?
- Sim Josh... Ah, e me desculpa por ontem ok?
- Pelo o que?
- Por eu quase te matar!
Ele riu abafadamente e me olhou com um sorriso no rosto - Não foi nada Chefinha, você só queria mostrar o quanto você era forte, apesar de ser menina. Por isso te chamamos de chefinha, por que você mostrou ser corajosa e durona, não importa com quem fosse.
- Awn Josh. Mas, eu estava com raiva, por isso...
- Shh, não precisa explicar. Você é nossa chefe e ponto final.
- Ok então...

Rimos juntos e indiquei o caminho de casa. Deixaram-me na porta, pegaram o boné e o skate de volta e se despediram, todos com toques estranhos. Saíram rápido e entrei em casa. Minha mãe estava na cozinha, como sempre, e me chamou com os dedos. Fui até ela e me puxou para perto dela.

- O que quer mãe?
- Por que todos aqueles meninos te deixaram aqui na porta, sendo que você foi falar com a Melanie?
- Eles me encontraram no caminho e quiseram me levar até em casa, mesmo eu negando. Eles são meus amigos mãe, lembra de todos os meninos que estavam no hospital comigo? Então.  
- Hm. Lembro sim. Mas...
- Ah mãe, chega de “mas”. Vou subir.
- Aproveita e vá fazer suas tarefas.
- Tarefas? De que?
- Da escola né filha!
- Ah... Nem sei se eu tenho mãe, deixa pra lá.

Subi correndo. Abri a porta e vi a porta de vidro da minha sacada aberta. Eu tinha a fechado antes de sair... Fui até lá e vi Justin abraçado em seus joelhos e chorando. Como ele veio parar aqui?

- O que faz aqui Justen?
- (Seu apelido)!  

Ele levantou e me abraçou. Me soltei dele com lágrimas nos olhos e me afastei devagar.

- Por favor, não fuja! Quero falar com você.
- E quem disse que eu quero te ouvir?
- Sua mãe.
- Hã?
- Sua mãe me deixou entrar e disse para esperar aqui no seu quarto.
- E ela nem me disse nada?
- Pedi para ela não dizer.
- Veio aqui para me ver chorar? Não quero te ver Justin! Não percebeu que toda ver que te vejo choro, de raiva?
- Chora? Mas na primeira vez...
- Na primeira vez quando veio aqui, quando foi embora desabei a chorar, até o Charlie veio ver o que tinha acontecido comigo. Por favor, Justin, não quero te ver mais.
- Mas você vai me ouvir primeiro.

Foi para meu quarto e trancou a porta correndo, colocou a chave dentro de seu bolso e trancou a de vidro também. Estava sem saída, meu banheiro só tem uma micro janela, que nem um mini chihuahua passa nela. Respirava ofegante e deixava as lágrimas caírem em minha blusa. Ele se aproximava e me afastava, até que me encurralou na porta e colou nossos corpos.

- Pode me ouvir agora?
- Não, seu canalha.
- Para de ser marrenta (Seu apelido), tenta ser compreensiva pelo menos uma vez. Te juro que não vou mais te ver se me escutar agora. Só se quiser me ver, não vou te impedir de nada.

Concordei meio sentida e ele sorriu.

- (Seu apelido), desde quando te vi no carro, que o Kenny quase te atropelou, não consegui te tirar da cabeça. Ria toda hora de imaginar você mostrando a língua para ele.
- Ele que é seu tio?
- Bem, eu o considero como tio, ele me considera como sobrinho. Mas ele é meu segurança particular, entende?
- Sim.
- Então... Quando vi que você estudava na mesma escola que ficava na frente da gravadora do meu mentor, quis te seguir para ver onde era sua casa.
- Ah, então por isso me sentia estar sendo seguida. Seu sacana, por que não deu nem uma pista?
- Por que não queria ser visto, a sua amiga parecia ser louca por mim, e se me visse, ela iria me atacar.
Ri dele e concordei entre sorrisos. - É... Ela te atacaria com certeza. Ela é uma beliéber.
- Belieber, por favor.  
- Ah Justen, deixa pra lá, me fala logo, já enrolou demais.

Olhou para baixo e sorriu molhando os lábios. Aquilo me hipnotizava, não sei por que.

- E depois de saber a sua casa, fiquei no hotel e não parava de te tirar da cabeça, Scooter, meu empresário, me disse para sair e tomar um ar, por que não me concentrava em nada. Sai e te vi anotando alguma coisa no skate e riscando seu braço, o que era?

Me coração gelou, sentia meu corpo arrepiar inteiro, ele segurou em minha mão e sentiu que eu fiquei gelada também, me olhou preocupado e me abraçou. Meu deus, será que ele viu?

- (Seu apelido), está bem?
- Não. – Respirei fundo e fechei os olhos por um momento. Abri-os e vi que Justin me olhava mordendo os lábios.
- Quer que eu te deite?

Dei de ombros e ele me ajudou a deitar em minha cama.

- Mas, o que você estava anotando?

Senti um alívio tão grande em minha consciência, achei que ele perguntava do que eu tinha no braço, e não do que eu anotava.

- A placa da Ranger, achei que o homem que a pilotava era agente da CIA e tal, longa história.
Ele riu e sentou do meu lado. - Continuando, você saiu correndo e queria ver aonde ia, e vi que estava na pista de skate com um menino ruivo. Esse que é o Charlie?
- Sim, ele é meu ruivinho.
- Hm. – Disse, molhando os lábios e olhando para o teto. É impressão minha, ou ele também ficou desconfortável quando falei do Charlie?
- Está com ciúmes, Biebs? Éer, Justen?
Ele sorriu e negou. - Não (Seu apelido), imagine.
- Então tá...

Ficamos em silêncio por alguns segundos e ele disse, quebrando o gelo:

-... E quando você caiu, fiquei muito preocupado e fui para o hospital junto deles.    
- Hm, mas por que apostou 100 dólares em mim? Como sabia que eu conseguiria?
- Quando eu te vi mostrando as manobras para sua amiga, tive certeza que conseguiria fazer qualquer manobra. E você me deu todo o dinheiro, eu não me...
Coloquei meu dedo indicador em seus lábios. - Shh, merecia sim tá? Já falei, eu consegui fazer a manobra e você ganhou, pronto! – Ele ficou meio sem graça e vi eu suas bochechas coraram, tirei meu dedo e sentei encostada na cabeceira da cama.
- Já que diz... Até perdi o foco da conversa, onde estava?
Ri dele e mordi os lábios. - Você estava falando do hospital, de como estava preocupado, etc.
- Ah, me lembrei. E você me deu o dinheiro e descobri seu lindo nome, e sua mãe te deu uma bronca na frente e te deixou sem skate.
- É... Nem me lembre.
Ele riu e me olhou sorrindo. - E fui à sua casa, te liguei e você foi na sacada, me deixou entrar, mesmo eu negando, me convenceu né?
- Eu sei que convenço com jeitinho, baby.

Riu e mordeu de novo seus lábios. Tentava disfarçar, mas, ele tá me hipnotizando com isso.

- Para Justin!
- Parar? Com o que?
- De morder seus lábios.
- Ué, o que tem?
- Éer, tá me dando... Gastura de ver.
- Gastura?
- É! Gastura!
Ele me encarou com uma sobrancelha levantada e ri dele. - Então tá marrentinha, não vou mais morder meus lábios.
- Thank you.

Sorrimos e ele continuou a falar.

- E jogamos no seu Xbox, e você me perguntou se eu era o Justen Biéber. Você me pegou de jeito, (Seu apelido). Eu não sabia o que fazer, e você acabou me fazendo confessar.
- É. Não te dei chance. Mas antes, eu também fiquei meio confusa. Por isso perguntei.
- Como você sabia tudo aquilo sobre mim? Meu nome completo, o nome da minha irmã...

Fiquei em silêncio por uns minutos, agora foi ele que me pegou de jeito. Não consegui segurar e voltei a chorar outra vez. Ele, desesperado, me colocou em seu colo e me abraçava forte, como Charlie faz comigo. Senti-me segura, mas não parava de chorar. Segurou em meu queixo e me fez olhar em seus lindos olhos cor de mel. Não resisti e aproximei meu rosto do dele, e, já sentindo sua respiração quente em meu rosto, ele me beijou calmamente. Sentia-me nas nuvens. Ajeitei-me e acabei sentando em seu colo, segurei em sua nuca e ele em minha cintura. Não queria que aquela sensação de leveza acabasse nunca mais. Justin segurava forte em minha cintura e colava nossos corpos, sem deixar nenhum espaço entre eles. Senti que ele também queria isso, como eu. Separei-me dele e notei que estava sentada em seu colo, minhas bochechas coraram e ele sorriu sem graça.
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Heey Girls *-* 

Desculpa não ter postado ontem, mas estava ocupadíssima de tarde e nem deu tempo de escrever nada. Mas, em compensação, postei hoje e vou deixar vocês nas nuvens. haha. Só tenho uma má notícia, não sei se vou postar no fim de semana, mas, quem sabe? *-*' 
Indicações:

Gostaram? Me avisem. (: 

~~ 10 comentários ~~ 


- Giih

28.9.11

#IB - The Skater Girl: 6° Parte

- Ei, (Seu nome), acorda!
- Ahm... Oi? – Disse esfregando os olhos.
- Acorda menina! Já acabou a aula!
- Sério? Dormi tanto assim?
- Duas aulas inteiras. Eu não conseguiria.
- Mas eu consigo e consegui. Vamos?
- Sim, sim.

Mel me ajudou a levantar da cadeira e fomos para o portão. Não tirava da cabeça a mensagem que Justin tinha me mandado. Será que eu vou mesmo falar com ele? E se eu acabar chorando na frente dele? O que vou dizer? Melanie me cutucou e a olhei assustada.

- O que foi?
- Tá pensando no Will é?
- Só não vou te xingar porque não é adequado falar assim com uma dama.
- Nossa também te amo.
- Te amo mais Melanie. Agora, me ajuda.
- Com o que?
- Tipo... Um menino que eu conheci na pista de skate, quer conversar comigo agora, será que eu vou lá falar com ele?
- Você arrasa corações em (Seu nome)! Faz chover um pouco na minha horta também?
- Vá à merda menina. Arrasando corações, aham. É que eu briguei com ele e ele quer se desculpar, mesmo não tendo feito nada.
- Ué, então vai! Quem sabe ele não te traz algum presente, ou algo assim?
- Depois não me chama de interesseira hein!
- Nossa (seu apelido), foi a primeira coisa que me veio na cabeça.
- Tá, conta outra, essa não surtiu efeito.

Ela mostrou a língua para mim e ri dela. Fomos para casa e para a minha sorte encontrei com Will no caminho, ele insistiu em me deixar em casa, não queria que fosse sozinha. Porra, quem disse que preciso dele? Mesmo sendo uma gentileza, queria um tempo para pensar no que iria fazer com o Justin.

- Tchau (Seu apelido), toma mais cuidado da próxima vez viu?
- Cuidado Will? Pra que?
- Pra não cair do skate.
Ele sabe que eu caí ontem? Como? -... Você sabia?
- Sabia, Charlie me disse.
- Você tinha contato com aquela peste, e não comigo?
- É... Sim?
- Ah, então Tchau, menino ‘odeio a (seu nome)’.
- Eu não te o...

Bati a porta na cara dele e bufei de raiva. Minha mãe veio até a sala ver o porquê da batida e me vê de braços cruzados com o skate entre os pés.

- Saiu de skate, huh?
- Sai. Algum problema?
- Agora, três semanas sem skate.
- Foda-se mãe, eu estava atrasada, e quase que não entrei na escola, se não fosse o skate tá? Agora licença, que eu vou tomar um banho.

Subi com o skate na mão e nem a deixei responder. Entrei no meu quarto, joguei o skate no chão e tirei meu casaco na hora. Estava morrendo de calor. Joguei-me na cama e senti meu celular vibrar no meu bolso. Outra mensagem do Biebs. Quero dizer... Justin. “Por favor, fala que você vai, preciso te ver. Não consegui te tirar do pensamento depois que quase me expulsou da sua casa.” Isso me confundiu mais ainda.

Mandei uma mensagem de volta. “Ah Justin... Não sei. Não conseguiu me convencer de que eu deva ir. Gastar meu tempo falando “com você”? Não, obrigado.” Em questão de segundos ele me respondeu. “Vem aqui, por favor, minha marrentinha.” Ele me chamou de... Marrentinha? Sorri meio abobada e desliguei o celular. Tomei um banho frio e me troquei rapidamente.


Desci correndo e dei um beijo na minha mãe, ela ficou sem entender nada e fui correndo para a pista de skate.

- Aonde vai, mocinha?
- Ahm... Conversar.
- Com?
- A Mel. Mãe, to atrasada, tchau.

Sai correndo e fui até a pista de skate. Ele não estava lá. Abaixei a cabeça, sem acreditar, e alguém me abraça por trás, e beijando minha bochecha.

- Você veio!
- É... Eu vim. – sorri de cabeça baixa.
- Achei que me... deixaria esperando, e me daria um bolo.
- Eu ia, mas fiquei com pena e vim. Agora, o que quer de mim?
- Vem aqui primeiro.

Puxou-me para a pista de profissionais e sentou na borda e sentei ao seu lado, 
um pouco afastada.

- Por que não vem do meu lado? Eu não mordo. Só se pedir.
- Vá à merda Justen. O que você quer?
Ele me olhou sem graça e desviou o olhar para o céu. Suspirou e abraçou os joelhos. - Por quê você me odeia?
- Porque sim.
- Se não me falar, eu te dou um beijo.
- Eca! Tá, eu falo! Mas não quero beijar um gay, é estranho.
Olhou-me bravo e soltou seus braços dos joelhos. - Poxa, eu não sou gay!
- É sim.
- Não.
- Sim.
- Não!
- É.
- Não, não e não!
- Não!
- Sim! What? Não!
- HAHAHAH’ admitiu que é gayzinho, nana. – Levantei e comecei a dançar Teach me how to Dougie e ele mordeu os lábios.
- Não sabia que gostava da minha dança.
- Sua dança? Essa é a minha dança.
- Minha, sua marrenta.
- Não sou marrenta, e é minha, seu gay.
- Marrenta.
- Gay.
- Marrenta!
- Gay!
- Marrenta.
- Gay.
- Marrenta, nana.
- Gayzinho de quinta, lalá.  
- Linda.
- GAY! Hã? Me chamou de que?
- De linda, minha marrentinha.
- Não sou sua! E nem marrentinha, vá à merda Justin!
- Falou certo.
- Ah é? Que bom, agora vou indo.
- Não (Seu apelido), você nem me disse nada!
- E não vou.

Levantei brava e cruzei os braços. Sai andando chutando as pedras no caminho para a rua e ele não parava de chamar meu nome, me virei e ele segurou em minha cintura e me beijou. Meu coração acelerou a mil, estava com as pernas bambas e sentia borboletas em meu estômago. Eu o empurrei, senti uma lágrima gelada deslizar sobre meu rosto. Ele se aproximou e a secou gentilmente. O olhei assustada e sai correndo. Foi atrás de mim, mas parou de correr e me viu ir embora para casa. Não consegui segurar, ela caiu... Espontaneamente.

Estava bem longe da pista. Sentei na calçada e caí em lágrimas. Por que fui ver ele? (Seu nome), sua burra! Estúpida! Por que foi atrás desse garoto, lindo e perfeito? Hã? Eu o chamei de perfeito? Meu Deus. Enlouqueci!

- Tira ele da cabeça, tira, tira, tira! Argh. Justin, seu... Maldito! - Disse para mim mesma, sem palavras. Não parava de chorar, sentia meu corpo amolecer por inteiro. Por que ele me beijou? Por quê?
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Hey Girls *-* 

Olha eu aqui de novo! o/ -qnn kkk' 
Desculpa por postar meio tarde, só agora minha mãe me deu sossego, mas eu postei, não postei? (: 

Poxa, por que ela reagiu assim? quem tá curioso pra saber, comenta! com mais de 10 comentários eu continuo! ~samba~ 

Gostaram? Me avisem! 

- Giih.

#IB - The Skater Girl: 5° Parte

Ouvi alguém bater palmas e me virei, era Charlie.

- Por que está ai sozinha? Já era para estar dormindo!
- Você também né Charlie!
- Eu sou maior de idade (Seu nome), posso ficar fora de casa até a hora que quiser.
- Ai papai, para de se achar o maioral só por que tem 19 anos.
- E eu sou o maioral.
- Você bebeu?
- Só umas tequilas.
- Mereço um irmão bêbado?
- Estou brincando (Seu apelido), por que está chorando? Acha que não dá pra ouvir seus soluços?
- Acho!
- Mas dá pra ouvir, quer que eu te ajude ai?
- Não. Pode ir dormir, eu me viro.
- Só por que você me disse isso, eu subo ai.
- Seu teimoso.
- Sou mesmo.

Ele subiu na arvore e pulou na sacada, sentou no chão e me colocou em seu colo.

- Eu vi o Drew entrando aqui. É por causa dele que você tá chorando?
- Por que você me espiona hein?
- Quero ver esse garoto te machucar, ele vai se ver comigo.
- Não é ele Charlie! Que coisa, não implica com o Drew. Larga de ser ciumento, ele é só um amigo.
- Ele parece querer algo de você. Ele te olha de um jeito diferente, interesseiro.
- Se veio aqui pra falar dele pode ir saindo da minha sacada.
- Desculpa. Não resisti em falar. Se não é ele, por que está chorando então? É por causa da mesma coisa de hoje de tarde?

Neguei e encostei minha cabeça em seu peitoral, não conseguia falar. Não chorava, mas queria um momento de silêncio mesmo, ele sabe que quando me calo é meu momento de consolação. Só acariciava meus cabelos e me abraçava forte. Não sei por que, mas sinto que o Charlie me ama em todos os sentidos. Como pai, irmão, namorado e capacho. Eu às vezes trato ele como capacho, depende do meu humor do dia. Tem dias que eu queria que ele fosse responsável por mim, como meu pai seria mesmo, ou só me trata como se eu fosse a namorada dele, me dá flores, cartões de amor, atenção demais... Ele é tudo.

Levantei e pedi para que ele fosse embora, já estava tarde e eu tenho aula amanhã, se já não for hoje. Ele concordou e me abraçou.

- Eu já te disse isso mil vezes e vou dizer de novo. Sempre que precisar, terá um Charlie te esperando, ok?
- Ok ruivo, agora vai logo, to com sono.

Desceu da sacada e pulou em um galho. Escorregou sobre a árvore e caiu em pé no chão, ajeitou a camiseta e sorriu feliz. Ri dele e esperei ele chegar a sua casa, era só atravessar a rua para chegar a casa dele. Ele abriu o portão e acenou, acenei de volta e ele entrou, fechei a porta de vidro e desci a persiana. Arrumei minhas coisas, nem vi se tinha lição para fazer. Quem liga pra lição de casa? A Melanie, pelo jeito. E o Charlie também, meus nerds ruivos preferidos.

Troquei de roupa e coloquei minha blusa gigante, mais parecendo uma camisola.  Deitei e me cobri, olhei para o teto e lembrei-me de tudo que fiz hoje. Em só um dia consegui ir para o hospital, conhecer vários meninos, amigas, chorar demais, brigar com a minha mãe, ficar de castigo e me lembrar de meu pai. Ri de mim e adormeci.

(...)  

Acordei com o sol rebatendo nas persianas, droga, não quero ir para a aula hoje. Peguei meu uniforme e o vesti, coloquei meu moletom do forever alone, correndo após ver que só faltavam cinco minutos para a aula começar. Coloquei meu all star rapidamente e peguei meu skate.

Desci sentada escorregando no corrimão da escada, parei em pé e joguei minha mochila que estava na sala em cima do skate e engoli meu café com leite queimando na minha garganta. Quando minha mãe me viu, já estava na porta da sala, indo embora para a escola sem a deixar brigar comigo por causa do skate.

Corria como o vento. Senti meu celular vibrar no bolso de minha calça jeans e parei bruscamente. Tinha uma mensagem de Justin. “Você podia me falar por que me odeia, não é? Então, venha para a pista de skate depois da sua aula, queria falar contigo, (seu apelido).” Isso é um convite para um encontro? Ele não perde oportunidade. Coloquei meu celular de volta no bolso da calça e entrei na escola, faltando um minuto para que fechassem os portões. Guardei meu skate e sai correndo até a minha sala e trombei com alguém, cai no chão e me ajudou a levantar.

- Desculpa! Não te vi na minha frente!
- (Seu nome)?
- Sim?
- Não se lembra de mim?
- Não. – disse, sem graça. – Quem é?
- Will! – Disse ele, animado.
- Will... Will... Ahm... WIIIIIIIIIIILL! AAAAAAAH.

Pulei no colo dele e beijei sua bochecha, ele não parava de rir.

- Agora se lembrou, não é?
- Com certeza! Meu Deus. Como você tá gato, esses olhos, ui!
- E você mais ainda (Seu apelido)! 
- Eu? HAHAHA' Qual é a próxima piada?
- Para com isso, você sempre foi linda.
- Você que sempre foi lindo.
- Não muda de assunto, você é linda, ninguém pode dizer o contrário.
- Tem alguém que pode sim.
- Quem é então?
- Eu!
- Sem graça.
- Sou mesmo Will, agora vamos antes que o monitor de corredor brigue com a gente.
- É.

Segurou em minha cintura e fomos para a sala. Ele abriu a porta a todos nos olharam e gritaram “Huum” Revirei os olhos e sentei em uma carteira no fundo, onde Melanie estava sentada. Will sentou mais à frente, com uns garotos.

- Sabia que estava interessada nele.
- Para Mel! Sabia que ele é meu amigo de infância? Por isso perguntei!
- Ah, desculpa então! Mas que vocês têm um clima tem.
- Vá à merda Melanie! – Revirei os olhos e peguei meu livro de inglês e comecei a copiar a explicação.
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Heey lindas, como estão? *-*

É, eu postei uma merreca. Mas, se tiver mais de 10 comentários ainda hoje, eu continuo! Vão perder essa chance? LEGGO GIRLS. 

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Gostaram? Me avisem! 

- Giih

27.9.11

#IB - The Skater Girl: 4° Parte

Ele olhou para seu Iphone e o olhou com uma cara um tanto estranha. Ri dele e o olhei curiosa.

- O que foi Drew?
- Está tão tarde assim? O tempo passou voando! – Disse ele, surpreso.
- É mesmo... Posso te fazer uma pergunta... inusitada?
- Claro!
- Éeer... Você é o Biéber?
- Biéber? Não é Bieber?
- Foda-se, gosto de chamar de Biéber para irritar as beliébers. Você é ou não?
- É... Não! – Disse Drew, abaixando a cabeça e mordendo os lábios, apreensivo.
- Certeza? Você se parece demais com ele, esse cabelo, o visual! – Mordi os lábios e o olhei desconfiada.
- Todos dizem isso, mas sou só eu, Drew.
- Por incrível que pareça, o nome dele não é Justin Drew Bieber?
- Você falou certo!
- Falei?
- Falou...
- E por que ficou tão animado?
- Por que ele não gosta que o chamem assim.
- E como sabe disso?
- É que... Que... Minha irmãzinha o adora.
- Como é o nome da sua irmã?
- Jazmyn.
- Esse não é o nome da irmã dele?
- Eu disse Jazmyn? Quis dizer... Jasmine!
- Para de fingir Justin, eu sei que é você.
- Como sabe? Bem... Não, não! Eu não sou o Justin, ele é muito, sei lá, maluco e esquisito... Tá, como sabe que sou eu?

Abaixei a cabeça e falei baixinho, ele não ouviu e levantou minha cabeça.

- Pode repetir, (Seu apelido)?
- Seus olhos cor de mel, Biebs. Éeer... Quero dizer, umas meninas me mostraram umas fotos suas hoje se manhã. São iguais a você, por isso.  – disse, sem graça. Ele sorriu e mordeu os lábios.
- Por que me chama de Biéber?
- Não gosto de você.
- Como assim? – disse confuso.
- Não sei, deveria saber.
- Me fala, por favor?
- Não.
- Ah vai, o que custa falar?
- Cinco dólares!
- Tá brincando não é?
- É... Estou.
- Por que não me fala?
- OMB... Quero dizer, OMG, minha mãe está vindo.
- Como sabe?
- Dá para ouvir o barulho do salto alto dela batendo contra a madeira né Justen, você vai ter que ir.
- Justin.
- Tanto faz, você tem que ir.
- Não está fugindo de mim, ou está?
- Lógico que não! Mas estou te safando de uma morte dolorida e sofrida.
- Ok, ok, já estou indo.

Levantou-se e foi até a sacada, o acompanhei. Ele me deu um beijo na bochecha e pulou até a árvore. Esperei ele descer e acenou com seu símbolo da Nike com a mão esquerda. Ri dele e correu até o hotel. Encostei-me à sacada e chorei até mandar parar. Por que ele? Podia ser o Timberlake, o Bruno Mars, um dos meninos do One Direction, mas não ele. Logo ele! Respirei fundo e minha mãe abriu a porta, olhou para a sacada e meu viu chorando, foi correndo até mim e me abraçou.

- Por que chora meu amor?
- Não vou te dizer, vai ficar brava comigo.
- É sobre seu pai?

Concordei e ela me abraçou. Mesmo mentindo, ainda estava pensando no meu pai sim, mas se falasse do Justin para ela, nunca mais me perdoaria por deixar um menino entrar no meu quarto sem a permissão dela, mas até parece que ela não me conhece! Sempre fiz isso e sempre vou fazer, vou fazer o que? É minha personalidade, não há ninguém que mude por mim.

- Para com isso filha, não é que eu odeie seu pai que não vou te apoiar.
- Mas você nem gosta que eu toque no assunto, ou fale o nome dele perto de você que já fica brava e me deixa de castigo.
- Não exagera, você me retruca e me responde, falando que seu pai não fez nada de errado e que eu que sou a errada da história. Eu me sinto culpada, sabia? Eu tento ao máximo te dar atenção e o que recebo são xingamentos e rebeldia de sua parte. O que fiz para merecer isso de você?
- Se separar dele! Estava tudo tão perfeito, e você estragou tudo!
- Não era com você que ele te tratava mal, ameaçava, e te chamava de vadia.
- Mãe, não importa isso agora ok? Não tá vendo que eu to morrendo de chorar e você fala do que ele te chamava? Por favor, né?
- Por favor nada, para com isso! Eu vim aqui para te consolar e você fica me dando ordens, (Seu nome)?
- Não foi eu te chamei aqui, você não me deixou de castigo Dona Watson? Vim ficar aqui te deixar em paz e você que me perturba.
- Eu ouvi vozes masculinas vindas do seu quarto, e não eram do Charlie.
- Vai começar?
- Vou!
- Quer saber? Tinha um menino aqui sim, ele quis me ver depois que sai do hospital e eu o deixei jogar no meu Xbox. Vai brigar comigo por ser gentil pelo menos uma vez? – olhei-a nervosa. - Pode se retirar do quarto, mãe? Desculpa por falar assim, mas não quero mais ver ninguém hoje ok? Eu sei que você veio aqui pra me ajudar e tal, mas quero ficar sozinha.
- Tudo bem, te respeitarei. Boa noite e não se esqueça de colocar seu despertador no modo ‘não quebrar quando me tacarem no chão outra vez’.
- Era pra rir? – Olhei irônica.
- Se não surtiu efeito era só não rir.
- E eu estou como? Chorando? É, eu estou chorando...
 - Sem comentários filha, agora com sua licença.
- Dada.


Ela beijou minha testa e saiu da sacada e fechou a porta de vidro que separava o quarto dela e se retirou. Sentei no chão da sacada e olhei para meu braço. Será que ele notou? Ele parece ser o único garoto na face da terra que me olha com outros olhos e eu não quero que me julgue, por favor, meu senhor. Fechei os olhos entre lágrimas e enxuguei meu rosto.
 
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Hey Gatas, como estão? 


É... é mesmo a segunda vez hoje, mas é por uma boa causa né? Matei a curiosidade gigante de vocês *-*' kkk' Então, quem tá curioso pra saber mais, levanta a mão! o/ ~Eu, inclusive. o/~ 


Gostaram? Me avisem! ~~ 10 comentários? ~~ 


- Giih.

#IB - The Skater Girl: 3° Parte

Acordei com todos os meninos em volta de mim e vibraram quando abri os olhos.

- Ahm... O que aconteceu? - Falei com dificuldade.

Todos me abraçaram, olhei ao fundo do quarto do hospital e vi o menino encostado na parede me olhando com um sorriso no rosto. Ele é tão misterioso, quem é afinal?

- Que bom que acordou!
- Uma salva de palmas para a grande chefinha da pista!
- Viva!
- Viva!
- Parem gente, vão me deixar sem graça.
- Não sabe como fiquei preocupado contigo (Seu apelido), queria me matar de susto?
- Para Charlie. Estou inteira ou não?  - Disse, revirando os olhos.

Vi uma bolada de dinheiro nas mãos do Derek, olhei aquilo e tomei tudo da mão dele e entreguei para o menino.

- Não mereço isso, perdi a aposta. – Recusou me entregando de volta o monte de dinheiro.
- Não perdeu não. Fiz a manobra pedida, só colidi com um obstáculo, mas eu fiz, é seu. – Sorri e entreguei-o de volta.
- Obrigado garota... Não sei seu nome, como é?
- (Seu nome), e o seu?
- Jus... Drew, meu nome é Drew.
- Te conheço de algum lugar, não é o mesmo menino que estava na frente da gravadora, ou era?
- Como me reconheceu?
- Pelo boné, é igual ao meu.
- Nossa. Sério?
- Sim...
- O papo tá ótimo, mas temos que ir (Seu apelido). – disse ele, me puxando para longe do Drew.
- Charlie seu grosso, dá licença? – Soltei meu braço e o olhei com descaso.
- Sabia que sua mãe tá vindo pra cá?
- WHAT?! Desculpa Drew, mas tenho que ir.
- Não, tudo bem. Até mais chefinha da pista.

Ri dele e beijei sua bochecha, Charlie me puxou e os meninos vieram atrás. Senti uma pontinha de ciúmes da parte do Charlie. Amor de irmão, aham. Ficamos na frente do hospital, já tinham me dado alta, só estavam eu esperando eu acordar mesmo. Nem tive seqüelas, nada. Só uns arranhões no braço direito. Uma sorte pra quem já quebrou mais de nove partes do corpo. E todas andando de skate.  

Vimos minha mãe chegando, já estou vendo. “(Seu nome completo), vai ficar de castigo por ter fugido de casa sem avisar mocinha, sem Xbox, sem Play 3 e sem Skate.” Mãe, fiquei sabendo que eu sou demais e você não é páreo para as minhas escapatórias fodásticas.

- Garota, está doida? Fugindo de casa assim?
- Ahm, eu sempre fui doida mãe, ainda não percebeu?
- Eu fui o responsável, Dona Watson. Eu que a chamei para andar de Skate, desculpa.
- Charlie, você sempre foi um doce de menino, mas dessa vez não vai conseguir salvar a (Seu nome). Já é a oitava vez esse mês.
- Foda-se, o meu recorde é de vinte em uma semana.
- Como em uma semana?
- Segredos não podem ser revelados babe.
- Mesmo assim, você está de castigo sem skate por duas semanas.
- Como eu vou para a escola então, Dona Watson?
- A pé, como seria?
- Ah, assim demora demais, se eu chegar atrasada todo dia, a culpa é sua viu?

Revirou os olhos e me puxou pelo braço, me colocou dentro do carro e todos acenaram para mim, só vi o Drew sorrindo mostrando um sinal da Nike com sua mão esquerda. Ri dele e minha mãe pisou fundo no acelerador.

(...)

Cheguei em casa e minha mãe me deu a bronca, nem ouvia nada, só pensava no Drew. Eu o conheço, é o menino do meu sonho mesmo. Mas... Eu já ouvi aquela voz, é muito familiar. O olhar marcante, o cabelo cortado. Voltava-me a memória das meninas da escola me mostrando umas fotos do Biéber. É muito parecido com o Drew. Calma. Não pode ser, pode? Minha mãe me sacudiu e olhei para ela.

- Está ouvindo o que te disse?
- Não né mãe, eu já sei que você me deixou de castigo, não precisa reforçar tudo o que disse lá na frente do hospital.
- Já que está me ignorando, vá dormir sem jantar.
- Quem disse que eu estou com fome?

Olhei a desafiando e subi de nariz empinado para o meu quarto. Tranquei a porta e a janela, desci as persianas e coloquei meu tênis no chão. Liguei meu ar condicionado e me joguei na cama.

Reparei em meu criado mudo e vi minha foto e de meu pai, estávamos abraçados e ele beijava minha bochecha. Sorri e peguei o porta retrato. 
Voltava-me a memória de eu e meu pai em Nebraska brincando na neve, um jogando bolas de neve no outro. Faz tantos anos que não o vejo. Cinco anos, sete meses e catorze dias. É tão duro saber que seu pai está tão perto de você e não poder ver-lo por questões judiciais. Meu pai estava certo, não minha mãe.

Uma lágrima caiu e escorreu pelo meu rosto e coloquei o porta retrato em seu lugar.  Na verdade, nem sei quem era o certo nessa história. Era tão nova e inocente, não sabia do que se tratava. Só tinha míseros seis anos, e com dez meus pais se divorciaram. Até hoje tenho o colar de ouro que ele me deu, uma metade tinha a inicial dele, e na outra, que está com ele, a minha inicial. As duas juntas formam um símbolo do infinito. Minha mãe me proibiu de usá-lo, aquela velha chata.  

Olhei no relógio, 22:35. Comecei a cantar Wish You Were Here – Avril Lavigne, mesmo sendo pop rock eu gosto. (Se quiserem ouvir pra entrar no clima... http://www.youtube.com/watch?v=VT1-sitWRtY) E cantei chorando lembrando-me de meu pai. De todos os nossos bons momentos, brincadeiras, discussões... Sempre amei demais meu pai, já xinguei ele muitas vezes, mas era por amor, e não ódio. Pensei no Charlie, no Drew e na Melanie. Queria alguém do meu lado agora para me abraçar e dizer que tudo iria passar. Meu celular começou a tocar, era um número não gravado na agenda, atendi.

- Alô?
- (Seu nome), é você?
- Sim, quem fala?
- Just... Drew!
- Ah, oi Drew. Como conseguiu meu número?
- Tenho meus contatos. Queria te perguntar, pode ir para a sua sacada, por favor?
- Ahm... Ok!

Levantei da cama e fui até a janela, subi a persiana, abri a janela e andei até o final da sacada. Drew acenava para mim e acenei de volta.

- O que faz aqui?
- Não sei! Vi o carro da sua mãe ali na frente e fui ver se aqui era mesmo sua casa, acho que acertei.
- É, acertou. Quer subir?
- Não posso, meu tio vai me matar.
- Um pouquinho de perigo não mata ninguém, pode vir.
- Como vou subir? É muito alto!
- Seu medroso, eu vou ter que descer e te buscar?
- Tá doida? Vai pular dessa altura?
- Como acha que fugi de casa?
-... Pela sua janela?
- Acertou outra vez! Um prêmio para o senhor Drew! – Disse irônica.
- Sarcástica você hein.
- Eu sei, agora sobe logo. Minha mãe não vai te matar, ela me trancou no quarto.
- Ok, eu subo.
- Aê, finalmente!

Ele riu e subiu a árvore, chegou ao topo e pulou para a minha sacada.

- Não era para estar dormindo?
- E você?
- Ah, sei lá. Você pelo menos tem aula amanhã, eu não.
- Como não?
- Estou só de passagem por aqui.
- Ah, por quê? Só agora que nos conhecemos e você já vai embora?
- Vou só daqui dois meses, vou terminar tudo o que tenho que fazer e embarcar para... Aonde eu ia mesmo?
- Não sei! Você que sabe!
- Não me lembro agora.
- Não tem problema. Pode ficar à vontade Drew, só não mexe no meu guarda roupa, vai ver um monstro lá dentro.
- Monstro de roupas?
- Como adivinhou?
- Também tenho um!
- Coincidência...

Olhou para minha estante, eu sei que não sou rica, mas quem vê, pensa. Tinha um compartimento para cada tipo de vídeo-game. Um para Xbox, outro para o Play 3, o Kinect, Wii, etc. e etc. Vidrado, não parava de olhar para o meu Xbox, e me olhava surpreso.   

- Meu Deus. Você tem Xbox?
- Tenho, quer jogar?
- Com certeza!
- Mas... Não tem “mas”. Ah, vamos jogar.

Liguei o Xbox e ele escolheu o CD, nem vi qual era, mas joguei mesmo assim. UFC. Beleza, era novo esse jogo, nunca o joguei ainda.

- Tinha que ser esse? Odeio de luta.
- Ah, agora vai (Seu apelido), tenta! Por mim?
- Tá, só por que pediu.

Sorriu e ficamos jogando. Ele acabou ganhando de mim duas vezes e eu ganhei só uma, de virada ainda. Divertimo-nos demais, ele é tão divertido e engraçado. Ficamos duas horas jogando e desisti. Ele é muito bom, realmente.

- Drew... Admito. Você é muito bom no UFC, mas se eu tivesse mais experiência ganharia de você.
- Convencida!
- Você também.
- Tá. Sou mesmo, mas você é mais.
- Não, você que é!
- Você.
- Não, você!
- Parou?
- Não!
- Tá bom, eu sou mais.
- Yeah, você é mais convencido que eu!
- Sou mesmo.


Rimos juntos e desliguei o Xbox. 

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Heey Girls, como estão?


Bem, eu quis postar mais cedo hoje para alegrar vocês! ~ Yeah Babe ~ 
Gente, o que será que vai acontecer hein? E esse Charlie com ciúme? Charlie Charlie... Quem tá curioso pra ver o que vai acontecer, levanta a mão! o/\o kkk' 


Gostaram? Me avisem! 


- Giih.