30.10.11

#IB - The Skater Girl: 27° Parte

Justin me puxou para perto de seu corpo, e delicadamente me colocou em seu colo, como praticamente sempre fazemos, tomando muito cuidado com meu braço, lógico. Ele segurava forte em minha cintura, pressionando seu corpo contra o meu, senti um leve volume em seu amigão, sabe como é. Parei de beijar-lo e olhei em seus olhos.

- O que foi amor?
- Quer mesmo continuar com isso, em pleno avião com toda a sua equipe e nossos pais?
- Preciso responder? - Disse Justin, com 'aquela' cara pervertida dele.
– Precisa!

Ele só continuou a me beijar, e dessa vez com mais fogo e ousadia. Eu estava com um dos meus micro-shorts, Justin não parava de apertar minhas coxas, isso me deixava louquinha! De vez em quando, ele parava de me beijar e falava besteirinhas ao pé de meu ouvido, me deixando arrepiada e muito, muito, muito e muito excitada.

Escutamos um pigarro e quem disse que Justin me soltou?

- Os mocinhos vão acabar comendo uns aos outros desse jeito!

Justin parou de me beijar sem graça e me virei, sentando em suas pernas. Quem pigarreou? Scooter.

- Desculpa Scott, é que não estava agüentando de saudades dela, se é que me entende.
- Entendo sim, mas sua mãe está aqui, tente ser mais discreto. - Isso que eu falei pra ele!

Dei um tapinha no braço de Justin e rimos juntos.

- Falando na minha mãe, você viu o que eu vi?
- Vi sim, já sabia que isso não passava de só uma amizade!
- É... Meu pai é safadinho mesmo, não liguem!
- Igualzinho a uma certa menina que eu conheço... - Disse Justin, me olhando pervertido novamente.
- Af, não me olha assim! Quer me matar?
- Matar? Por quê?

O olhei impaciente e Scooter riu.

- Ela está com vergonha Justin, não percebeu?
Ele suspirou surpreso e sorriu de canto de boca - Desculpa (Seu apelido).
- Desculpa nada, não sou safadinha u-ú.
- É sim, desculpa falar. - disse Scott, mordendo os lábios e com medo de mim. 

Rimos dele e Justin continuou.

- Viu? Todos te acham safadinha amor! Não precisa negar!
- Precisa! Rum >< 

Depois de horas conversando e rindo das palhaçadas de Biebs e Scott, Scooter diz que já estava na hora de voltarmos para o hotel. Desembarcamos. Ainda tinha algumas beliebers lá esperando-nos, Justin fez questão de tirar fotos com todas e eu fui para o hotel primeiro, ele ainda tinha uma coletiva de imprensa e tal, e como estava cansada, já fui com meu pai.

(...)

Finalmente no meu quarto, deitei na cama e suspirei. Logo em seguida, ouço batidas na porta.
- Af, é só eu deitar! – Revirei os olhos.

Levanto e abro a porta, em um golpe rápido, levo um tapa em meu rosto e caio no chão indefesa.

- OMG, que é isso? CHARLIE!? ENDOIDOU? BATENDO-ME?
- Como pôde? Sua vadia!
- Olha quem fala! Mas, o que eu fiz?
- Disse que nunca me abandonaria e que não ficaria do lado desse playboyzinho gay ai!
- Mas Charlie foi tudo mui... - Ele me pegou pelo pescoço e me levantou no ar. Não poderia agredi-lo de forma alguma, é meu amigo!
- Me-me solta! - disse, sem ar.
- Não! Enquanto você não me disser que é MINHA namorada, não te solto!

Quer saber? Ele já foi longe demais! Chutei seu estomago e ele me soltou, cai no chão de novo e corri para o banheiro. Tranquei a porta e escutei batidas fortes nela.

- ANDA (SEU NOME), NÃO VOU DESCANÇAR ATÉ VOCÊ DIZER QUE É M-I-N-H-A!
- Mas eu sou sua! Sua amiga! NADA ALÉM DISSO!
- Você vai ser minha namorada, querendo ou não!

De repente, vejo a mão dele atravessar a porta e a tentar abrir-la. Morrendo de desespero, procurei alguma forma de fugir de lá, ou então era capaz dele me matar!

- O QUE VOCÊ FAZ AQUI SEU RUIVO MALUCO? - Se eu reconheço essa voz? Não deu para ouvir quem era, estava muito atordoada com a pancada e ainda estava meio sem ar.
- ELA NUNCA SERÁ SUA! ELA É A MINHA MARRENTINHA, E NÃO SUA, SEU PLAYBOY!

Escutava barulhos de socos e pancadas, vasos caindo e tudo se quebrando. Espiei pelo buraco que Charlie tinha feito e vi Justin e Charlie se matando, destranquei a porta e corri até eles, tentei separar a briga, bati no Charlie e tudo mais, porém ele me segura pelos cabelos e me joga bruscamente no chão, me deixando desacordada. A última coisa que vi foram eles dois brigando e com seus rostos banhados em sangue.

(...)

Abri os olhos atordoada e só vi preto e mais preto. Passei minha mão em minha cabeça e vi que tinha uma faixa amarrada tampando minha visão. Tentei a desamarrar, sem sucesso. De repente alguém me amordaça e começo a gritar feito louca.

- Se ficar quietinha eu te solto.

Reconheço essa voz de longe, Charlie McDonnell.

- Me solta seu canalha! – Disse baixo, pelo pano sujo tampando minha boca.
- Canalha não, namorado.
- NÃO SOU SUA NAMORADA!
- Depois de dar um jeitinho no playboyzinho, só me resta você ser MINHA.

Parei por um segundo. Meu deus, o que ele fez com Justin?

- O que você fez com ele? – Disse preocupada.

Ele não respondeu. Esperneei e fiquei me contorcendo igual a uma cobra, tentando me soltar dele. Tentativas em vão. Ele me amarrou em uma cadeira logo em seguida. Jogou-me bruscamente sobre ela e amarrou cordas ásperas em minhas mãos e pés, abdômen e ainda não tirou a venda de meus olhos. Só me tirou o pano imundo da boca.

- Porque está fazendo isso comigo Charlie?
- Só estou fazendo o que você merece!
- Eu mereço que você me seqüestre?
- Merece, e muito mais!
- Onde está aquele Charlie carinhoso e amigável que eu sempre conheci?
- Ele ERA amigável até esse playboy tomar conta de você.
- Pra que tudo isso? Eu disse que nunca te abandonaria! Mesmo tendo saído sem avisar, acha que eu perderia o contato com você? Esqueceria de te ligar e perguntar se está bem?
- Se ele te faz esquecer-se de mim, como agora, você iria me esquecer facilmente.
- Eu NUNCA faria uma coisa dessas com você! O Justin entenderia a minha necessidade de saber sobre você! Por favor, me solta daqui, você sabe que eu sou alérgica a essas cordas, por favor!
 - Só se me beijar.
- WHAT?!
- Isso que ouviu.

Fiquei em silêncio. Respirei fundo e senti as lágrimas quererem cair de meus olhos. Soluçava alto e respirava ofegante. Não conseguia parar de chorar. Senti ele soltar as cordas que me amarravam na cadeira e ele me pegou no colo após tirar as cordas que me envolviam na cadeira. Senti ser colocada sobre algo macio e ele acariciou meu rosto.

- Você é tão perfeita, sabia? Seu corpo, seu rosto, sua personalidade forte... Queria tanto ter alguém assim ao meu lado.
- Mas não vai ter! Me solta Charlie! Quem você pensa que é pra fazer isso?

Ele me segurou pelo pescoço, me tirando o ar.

- Tem certeza que vai falar nesse tom comigo?

Ele soltou um pouco sua mão, me deixando respirar novamente, mas ainda não havia removido ela de lá.

- Tenho. Você não tem autoridade sobre mim para me dizer o que fazer!

Ele deu um tapa em meu rosto e segurou forte em meu pescoço.

- JÁ DISSE QUE VOCÊ NÃO VAI FALAR NESSE TOM COMIGO!

Ele começa a me bater descontroladamente, gritava por socorro. Não tinha como bater de volta, estava com os membros amarrados. O que vou fazer?!
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OMFG O: Finalzão esse. kkk 

Heey Girls *-*

Geente, o que será que o Charlie vai fazer com ela? e o Justin, cadê? Quem vai salvá-la? 

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- Giiih

28.10.11

#IB - The Skater Girl: 26° Parte

Senti várias mordidas leves em minha orelha esquerda, me arrepiei inteira e abri os olhos segundos depois. Justin me olhava sorrindo de orelha a orelha, sorri de volta e esfreguei minhas mãos em meus olhos.

- Dormiu bem, minha pequena?
- Dormi, seu ombro é um ótimo travesseiro.

Rimos em conjunto. Todos estavam em seus assentos e reparei um minuto em meu pai. Ele conversava com Pattie desde que eu e Justin sentamos nos nossos bancos. Ri baixinho e Bieber me olhou sorrindo.

- Do que ri?
Mordi os lábios e sorri para Justin. - De meu pai, ele não para de conversar com a Pattie.
- Eles eram bons amigos, você sabe disso.
- E namorados também...
- É. Vendo por esse ângulo... Você acha que...?
- Não acho, tenho certeza. Meu pai a olha diferente, com um brilho nos olhos.
- Igualzinho quando eu olho para você.

Sorri sem graça e ele me abraçou.

- Quando vamos chegar?
- Já chegamos!
- Então... O que ainda fazemos no avião?
- Esperando a poeira baixar um pouco lá fora.
- Tem muitos fãs?
- Tem milhares deles! Estou com medo de roubarem alguma coisa minha de novo.

Ri dele e coloquei uma mecha de cabelo atrás da orelha. Pensar que eu já fui uma delas é tão... Maluco. Olhei meu braço coberto pela manga longa até os pulsos e respirei fundo. Já vi que não vou conseguir esconder por tanto tempo.

- O que foi Shawty?

Olhei para ele e neguei, na tentativa de dizer um nada para que ele não se 
preocupasse, enquanto era ‘tudo’ que sempre me atormentou e que sempre atormentará.

- Seus olhos te entregam sabia? Você não está bem. É sério, o que aconteceu? – Disse Justin, preocupado e segurando em minha mão e, sem querer, a manga de meu braço vulnerável acabou encolhendo, mostrando um só N do meu corte. Ele me olhou como se perguntasse ‘É isso, meu amor?’ Olhei para baixo e escondi o corte, sentia as lágrimas geladas deslizarem sobre meu rosto, respondendo sua pergunta propriamente não dita.
- Não chore, por favor... – Disse, secando meu rosto e me olhando triste e culpado.
- Já disse que não foi sua culpa Justin, porque me olha desse jeito culpado?
- Porque, de certa forma, é minha culpa sim. – Olhou para baixo e respirou fundo, tentando achar as palavras certas para dizer. – Mas... Eu sou virgem, se quer saber.

Molhei os lábios e abracei os joelhos, chamando a atenção de Justin quando olhou em meu All Star, tinha ‘Bieber’ escrito na faixa branca do tênis. Esse, em especial, tinha a assinatura de todas as minhas amigas beliebers, e uma delas escreveu ‘Bieber’.  Tinha a assinatura da Angelina, Nathália, Marianna e Sabrina. Só falta a da Melanie para completar. Justin sorriu gratificante e beijou minha bochecha.

- De quem são essas assinaturas?
- Das minhas amigas beliebers.
- E desde quando eu virei ‘amiga’?

Ri dele e dei um soco de leve em seu ombro.

- Desde quando a Nathy escreveu “Bieber” no meu tênis.
- Me fala o nome de cada uma?
- Sim senhor Bieber.

Sorri fechando os olhos e várias imagens se passaram pela minha cabeça. Nós cinco éramos imbatíveis. Em todos os shows do Justin em NY nós tentávamos invadir o ônibus dele e tirar várias fotos, inclusive das cuecas dele. Loucura a parte!  Lembrei-me de quantos cartazes já fizemos, quantas fotos tiramos, quantos sorrimos deixamos escapar só de o ver sorrindo. Ver suas trapalhadas e pegadinhas, sua calça praticamente nas canelas, seu eterno Hair Flip, os supras de todos os jeitos e cores... Éramos louquinhas pelo Justin! Gritaria pura só de ver-lo na TV, no computador, em todos os tipos de redes sociais. Quantas roupas nós já personalizamos e compramos, só para ter mais alguma coisa do Biebs. Era incrível como eu era doente pela Bieber Fever. Hoje? Uma lembrança que vou levar no coração para sempre.

Justin me chacoalhou e voltei à realidade assustada e ri de mim.  

- (Seu nome)? Dormiu de olhos abertos?  
- Desculpa, eu fui para a lua e voltei, sabe como é.
Sorriu e mordeu os lábios. – Não ia me falar o nome das suas amigas?
- Isso! – Tirei meu all star e coloquei no meu colo. – Essa Angel é a Angelina, a minha anjinha, Marih é a Marianna, minha vadiazinha, Sabrinah é a Sabrina, a minha bruxinha, e por ultimo, a Nathy se chama Nathália, a minha lady da night.
- E o Bieber? Como ele é? – Disse Justin, como se não soubesse quem é. .-.

O olhei com uma sobrancelha levantada e sorri sapeca.

- Sabe quem é esse Bieber? Ah, você não vai querer saber, é algo muito malicioso da parte da Nathy e minha. – Molhei os lábios, apreensiva e tensa, lógico que é fingimento, mas, vamos ver até aonde a curiosidade do Biebs vai.
- Ah não! Me conta! Por favor!
- A Nathy não iria querer que eu contasse, não posso Biebs!
- Pode, eu sei que pode!
- Se pudesse já tinha contado.
- Para de me enrolar!
- Não paro.
- Por favor?
- Não.
- Vai, por mim!
- Não.
- Que coisa! O que custa me dizer?

Pensei por um momento. Molhei os lábios e sorri.

- Pode ser mil pratas?
- (Seu nome), quer que eu te pague mil dólares?
- Se possível...

Ele riu de mim e acariciou meu rosto.

- Pode ser um beijo bem demorado cheio de amassos, para eu matar a saudade que estava de você? – Disse Justin, malicioso como sempre!  
- Depende.
- Depende de que?
- Se você me der um beijo, eu vou querer mais um, e você também, e eu também vou querer outro, e nós dois vamos morrer sem ar para respirar. Além disso, nossos pais e toda a sua equipe estão aqui, vão achar que você é um carnívoro nato e que vai me devorar!
- Ah meu amor, dá pra ver no seu olhar que você quer, não adianta me enrolar.
- Duvida?
- Não!
- Esqueceu que sempre meu pai dá um jeito de nos interromper? Quantas vezes ele já nos flagrou só pelos cantos?
Justin olhou para sua mãe e meu pai e olhou para mim. - Verdade. Mas, minha mãe e seu pai estão se beijando agora, nem vão no... Eu vi mesmo isso?

Nós dois viramos indiscretamente para vê-los e vimos os dois se agarrando.

- Oh my God! – Disse eu baixinho, e colocando minha mão enfaixada na boca.
- Depois eles falam de nós.

Rimos baixo e voltamos a nos encostar nos bancos. Meu pai é um beijador bem safado, meu deus. Já vi porque ele era pegador quando era mais novo. Ri de meu pensamento e fui surpreendida por Justin, que me roubou um beijo, vamos dizer que ‘caliente’.
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Hey Girls *--*' 


Tá, eu sei que devo milhões de explicações, mas primeiro, desculpem-me por não ter postado o resto da semana, eu estava em semana de prova e não tinha tempo nem de mexer direito no computador, quem diria escrever! Espero que me entendam. ):


meu deus, o que será que tá rolando entre o Marcos e a Pattie? /safadinhos 66'\ E esse beijo caliente da (seu nome) e do Biebs? No que vai dar? Só no próximo capítulo shawties (; 


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- Giiih.  

21.10.11

#IB - The Skater Girl: 25° Parte

- Filha, eu tenho certeza absoluta que ele quer se aproveitar de você.
- Aproveitar como?
- Tirando alguma coisa de você. Não tenho idéia do que seja, mas fique atenta, por favor.
- Ok paizinho.

Senti minha barriga roncar. Que horror, nem estou com tanta fome assim.

- Está com fome?
- Você ouviu? – O olhei incrédula.
- Sim.
- Fuck. É... Eu estou com fome sim, problem?

Meu pai riu e pegou seu celular.

- Posso pedir uma pizza?
- À vontade!

Rimos e ele pediu a pizza. Ele foi até a locadora e pegou uns DVDs de terror, – mesmo eu odiando terror – e fizemos a bagunça em casa. Comemos a pizza, cantamos muito GnR, morri de medo nos filmes...  Enfim, fazia mais de anos que não fazia isso com meu pai. Acho que dormi em um dos colchões que colocamos na sala, mas eu acordei na minha cama, então...

Dois dias depois

Já eram duas da tarde. Estava lendo um livro que encontrei nas coisas de minha mãe. Ele se chama ‘A Ultima Música. ’ Já estava na pagina 90 quando escuto um dedilhar de dedos em um violão lá fora.  Fechei o livro e sai na sacada. Vi Justin com um violão em seus braços e tinha um buque de rosas vermelhas em cima de minha cadeira.

Peguei o buque e um turbilhão de pensamentos me veio à mente. Ele cantava Favorite Girl. Uma lágrima caiu em meu pijama – não tinha tirado ainda, é – e escorei meus braços nas barras de ferro. Cantei junto com ele, cheirei as rosas, eram perfumadas e lindas. Ele terminou de cantar e o olhei molhando os lábios.

- Gostou shawty? – Disse ele, com um sorriso lindo no rosto.
- Eu amei Justin. Mas se você acha que vai me reconquistar de volta, está enganado.
Seu sorriso desapareceu na hora. - Espera. Você se lembra, agora?
- Lembro. Por que veio aqui sendo que a sua namoradinha tá lá no hotel te esperando? Justin cai na real, eu já sei a verdade. Eu pedi para não me procurar! Que coisa Justin!
- Para de ser marrenta (Seu nome)! A Selena nem está mais aqui! Eu briguei com ela feio ontem. Eu já te disse, eu NÃO estava namorando ela por mensagens! Ela só me aturava todo dia! “Ah Justin, larga essa putinha e volta pra mim! Eu sei que você não a ama de verdade!” Meu amor, acha que eu ficaria com você todos esses dias se não te amasse? Eu te amo incondicionalmente e nunca vou deixar de te amar!
- Tá, vou fingir que acreditei nesse discurso ensaiado. Ah, pega aqui as suas rosas de volta. Acabou Justin, acabou!

Joguei o buque na grama e o olhei com desprezo.

- Sequer terminar tudo bem, só vim dizer adeus mesmo.

Ele saiu com seu violão nas costas enxugando lágrimas entre lágrimas. Revirei os olhos e voltei a ler o livro. Comecei a chorar lembrando-me de nossos momentos felizes juntos. Como fui idiota. Como pude acreditar nele? Eu só era um contratempo. Ouvi batidas na porta e abaixei o livro que cobria meu rosto.

- O que aconteceu filha?

Joguei o livro no chão e abracei meu pai.

- Me lembrei dele pai. De tudo. Justin acabou de vir aqui e fez uma serenata para mim.
- E vocês voltaram?
- Me respeita pai! Eu sou mulher de ficar vadiando com um menino arrogante e mentiroso?
- O Justin não é assim. Ele é humilde e generoso. Adora ver todos sorrindo. Ele só veio aqui na esperança de você se lembrar e o perdoar. Filha, você é tão ignorante e marrenta que não percebeu que ele veio aqui como um gesto de carinho. – Revirei os olhos secando meu rosto. -Ele me contou tudo o que aconteceu. Até dos seus cortes. Afinal de contas, olhando por outro lado, foram por causa deles que isso tudo aconteceu, não é?

Senti-me gelada por uns segundos. Até ele sabe.

- Esses cortes? Eu só falei de um para ele. Os outros três eu não...
- Mas ele viu. E de todo jeito o magoou por você não ter contado.
- E ele me magoou mais ainda por ter me traído!
- (Seu nome completo), você já está me irritando garota!
- Foda-se! Ninguém me agüenta mesmo.
- A única pessoa que te agüentava de verdade você deixou ir embora.
- Como assim?

Ele saiu do quarto e me olhou sem expressão alguma no rosto. Bateu a porta e sentei no chão. O que ele quis dizer com isso? Argh. Peguei o livro de volta e voltei a ler.

(...)

Acordei de manhã e estava muito frio. Tinha esquecido a porta de vidro aberta. Fui até lá e vi o buque de rosas ainda no chão.

- Devia ter jogado no lixo. – Pensei.

Desci cuidadosamente pela árvore por causa de meu braço e pego o buque. Tinha uma carta dentro dele. Retirei a carta e a abri.

“NY, 20 de outubro de 2011.

(Seu nome),

Eu sei que a essa altura do campeonato você já deve ter se lembrado de mim e deve estar me xingando agora. Só quero que saiba que as próximas palavras que você ler são a mais pura verdade.

No dia que saí de sua casa depois que fique sabendo do seu acidente, vi Selena usando o anel que havia te dado. Tudo se encaixou perfeitamente. Esperei para ver se ela me contaria alguma coisa, mas não disse nada. Então, hoje, eu briguei com ela. Fiz de tudo para que ela me falasse o que fez realmente para que você desse o anel para ela. Sabe o que ela realmente armou? Nos separar.

Aproveitando que eu estava desacordado e te deixando indefesa, inventou essa história de que eu era namorado dela e que só estava com você por ‘Diversão’. É mentira. Quando vim para NY já tinha terminado com ela. Mas, como a Selena é teimosa, ficou me enchendo todos os dias por celular. Mandando mensagens, DMs, ligações, tudo! Porém, eu só tinha olhos para a minha marrentinha. Não te tirava da minha cabeça por nada...

Eu sei que errei em não ter te contado, mas é que eu te amo demais e não queria te ver triste por causa dela me enchendo. Desculpe-me se te magoei, fiz chorar. Tudo aconteceu em dobro comigo. Eu errei com você e te peço perdão. Espero que reconheça e me perdoe (seu nome). Vou sentir muito a sua falta, não sei quando vou voltar para NY de novo, então, é um adeus. Mas a distância não vai mudar em nada o amor que sinto por você. Vou me lembrar com carinho de todas as nossas palhaçadas juntos, dos beijos, dos bons momentos. Com lágrimas nos olhos agora lhe digo Adeus, meu amor.

Com amor,
Justin Bieber.”

Chorava sem parar. Minhas lágrimas molhavam a carta, borrando a caneta que ele tinha escrito. Subi correndo e troquei de roupa.



Nem tomei café e já fui correndo para o hotel.

(...)

- Senhor, você pode me informar se o Justin Bieber ainda está no hotel?
- Ele saiu faz uma hora mocinha.
- É... Você sabe para onde ele foi?
- Para o aeroporto.
- WHAT?! OMG. Preciso ir. Obrigada pela informação!
- Não há de que!

Sai correndo e voltei para casa. Quase atropelei meu pai, trombamos um no outro e cai no chão, ele me levantou preocupado.

- O que aconteceu? Aonde você foi?
- Vou atrás da única pessoa que me agüenta pai! Me leva no aeroporto?

Ele sorriu e concordou. Fomos para a BMW e saímos em disparada para o aeroporto.

(...)

Estávamos correndo entre as plataformas e paramos.
- Em que vôo o Justin deve estar?
- Aquele que está cheio de meninas rodeadas?

Olhei para o portão ao nosso lado e vi Justin entrando no avião.

- AH PAI! EU PRECISO IR LÁ! Distrai o povo!
- Como?
- Não sei! Inventa!

Saímos correndo. Meu pai pegou uma guitarra e um amplificador de som de um dos passageiros e o ligou. Começou a fazer um solo de guitarra e todos olharam para ele, vi que Justin tinha parado de subir a escada e parou para olhar também. Aproveitei e corri até ele. Ultrapassei a multidão e os seguranças, as meninas me xingavam, é. Subi a escada e parei na frente dele. Me olhou surpreso e sorri.

- Como...
- Não importa, não vou te deixar ir embora enquanto não ouvir o que tenho a dizer. Desculpa por ser idiota e não ver que você estava certo. Eu li a carta hoje de manhã e percebi o erro que cometi com você. Não sabe como eu e meu pai corremos nessa cidade para chegar aqui a tempo de te ver.
- E eu iria até o fim do mundo por você.

Sorrimos e ele me beijou calmamente. Ouvimos os aplausos das Beliebers e paramos de nos beijar. Alguém chamou o Justin no avião e vi Pattie e Scooter sorrindo.

- Mãe, agora eu sei que ela é a minha pequena.
- E eu sei que ele é o meu gayzinho lindo.

Ele me olhou rindo e me selou. Todos gritaram e vi meu pai passar pela multidão, ele segurava algumas malas nas mãos e me entregou.

- Vai com ele. Eu já falei com sua mãe, ela deixou você entrar em turnê com o Justin.
- Sério?
- Sério. Cuida bem dela Justin. – Meu pai deu um tapinha no ombro dele e rimos.
- Pode deixar Senhor Marcos, quer dizer, Marcos. Vou fazer dela a mulher mais feliz do universo.

Justin beijou minha testa e abracei meu pai. Não queria deixá-lo outra vez.

- Vou sentir sua falta pai.
- Quem disse que é pra sentir falta? Eu vou com você!
- AAAH PAI, TE AMO! ♥

Rimos e entramos no avião. Sentei ao lado de Justin e encostei minha cabeça 
em seu ombro.

- Sabia que me perdoaria. Você não é tãao marrenta quanto aparenta ser.
- Tá, admito, eu sou muito sensível tá?

Ele sorriu e mordeu os lábios. Segurou em minha mão e beijou minha testa. Adormeci em seu ombro em questão de minutos.
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Heey Girls *-* 

Gente, desculpa mesmo por não ter postado ontem. Eu não parei em casa! Mas, postei hoje e esperam que tenham gostado. (: 

Aw gentix, ela lembrou e ainda perdoou! Bem, só no final né, mas beleza. Tem muito mais por ai! 

Gostaram? Me avisem pls! *-* 
~~ 10 comentários? ~~ 

- Giih