29.11.12

#IB - Blue Jeans: Capítulo 22

E garoto eu odeio o quanto eu te amo,.
Não suporto o quanto eu preciso de você
E garoto eu odeio o quanto eu te amo,.
Mas eu simplesmente não posso te deixar
E eu odeio te amar tanto assim
Hate that i love you , Rihanna

        Quando entrei no restaurante eu e Justin fomos pra uma parte reservada , onde pude enfim abraça-lo e deixar aquelas lágrimas caírem .

 Justin me abraçou forte por alguns segundos, e foi me soltando devagar, fazendo com que nosso rostos ficassem... próximos.

-Não chore Alice - disse enxugando minhas lágrimas, com aquela mão macia que raramente me tocava -

-Você ouviu  o que elas falaram de mim ? - ao poucos fui parando de chorar, me recompondo -

-Ouvi, mas vamos esclarecer as coisas, é que elas não sabem o que está acontecendo . Não te conhecem, não sabem como você é doce e incapaz de ser o que elas falaram . Mas por favor, pare de chorar, não aguento ver você assim, ainda mais sabendo que a culpa é minha . Não quero que sofra . Você é especial demais pra mim Alice... talvez você ainda não tenho percebido isso.


Fiquei sem fala, não sabia o que fazer,  falar, pensar, diante daquelas palavras , daquele olhar sobre mim .
Mas de duas coisas tinha certeza : Justin tem namorada e eu o amo .

-Justin ... - ele não me deixou terminar de falar -

-Não precisa dizer nada agora , sei que não esperava que essa situação acontecesse e que eu diria isso, sinto muito Ali - disse ele segurando minha mão e olhando em meus olhos como se estivéssemos sozinhos , fazendo-me arrepiar -

-Quem sente muito sou eu Justin, por te fazer passar por isso, por tantos gritos, fotógrafos. Nunca imaginei passar uma situação como essa, me desculpe .

-Pelo menos agora você sabe como é viver em meu mundo.

-Acho que não pertenço a ele Justin , e nunca irei pertencer ...

Um garçom se aproximou de nós perguntando se queríamos sentar fazer o pedido ,não me deixando falar mais nada. Como ainda estávamos em pés em um canto do restaurante nos sentamos .

Comemos em silêncio, os dois com vergonha até de encontrar os olhares , o que era quase inevitável . Depois de alguns minutos Justin tentou puxar assunto comigo .

-Então Ali ... - disse um pouco sem jeito - o que achou das fotos ?

-Ficaram boas, nós fomos bem profissionais .

- Eu só não gostei de terem mudado a cor de seu cabelo .

-Fiquei feia loira ? - disse com um sorriso de canto, acho que o primeiro desde que saímos da sessão de fotos -

-Não  é isso... você fica linda dos dois jeitos, mas prefiro morena .

Não respondi nada , não tinha vontade de falar nada . Estava ... nervosa demais .

-A propaganda sai essa semana mesmo . Scooter falou com você ?

-Ele apenas me avisou que precisávamos conversar, mas não adiantou o assunto . Algum problema ?-

-Problema nenhum, não sei se posso contar .

Ergui as sobrancelhas em sinal de que não estava nem um pouco a fim de saber, a única coisa que queria agora era mais problema.

Nunca comi sem tanta vontade , aquela comida descia como uma faca rasgando minha garganta. A única vontade que tinha era falar  ' Eu te amo ' para Justin, mas como sempre , não fui forte o suficiente .

Justin percebeu minha falta de interesse em conversar e depois de aproximadamente uma hora , quando  não tinham tantas garotas, agora apenas os  fotógrafos, ele se levantou da mesa :

-Já esta tarde Alice , temos que ir mesmo com esses caras lá fora .

- Tudo bem , não quero te atrapalhar .

-Não quis dizer isso , você nunca me atrapalha - abaixei o olhar quando percebi a besteira que tinha falado, estava sendo muito rude com Justin, porque faço isso com que mais amo ? -

-Eu sei Justin , mas Selena vai ficar brava se ficarmos até tarde juntos - tentei concertar o que tinha falado , me levantei e peguei minha bolsa enquanto Justin pagava a conta- Vamos ??

Justin assentiu com a cabeça colocou sua jaqueta de couro preta e passou o braço por mim tentando me proteger dos flashs, o que foi em vão . Fiquei muito tonta com as luzes e por segundo dei mau jeito com o pé e cai em cima de Justin . Ele me segurou firme e me levou até o carro .

- Você está bem ? Se machucou Ali ? - disse mexendo em meu cabelo, me olhando de cima a baixo, procurando algum hematoma.

- Estou bem Justin, só quero ir pra casa- disse olhando no fundo seus olhos castanhos -

-Hey Alice - disse colocando a mão em meu queixo - não quero que fique mau pelo o que aconteceu hoje, você não teve culpa .

-Não tive culpa ? Claro que tive Justin ! Você e Selena brigaram por minha causa , e amanhã nós estaremos no jornais como uma casal , sabe disso ! E eu isso tudo aconteceu só por sermos ... amigos  . É melhor nos afastarmos, eu só causo problemas pra sua vida, sua imagem , seu namoro.

-Namoro ? Que namoro ? O que tenho com Selena não pode ser chamado de namoro a muito tempo . E não quero me afastar de você . Nunca.

Quando  Justin acabou de falar essa últimas palavras já estávamos na porta de minha casa .

-Mas eu só te atrapalho, e nós nos conhecemos a pouco tempo não será difícil me esquecer . E pare de falar que o que você tem com a Selena não é um  namoro porque é sim ! Enquanto um não terminar será um namoro ,e  eu não tenho nada haver com isso !

-Tem sim - Justin ficou me fitando por alguns segundos até voltar a falar - meu namoro não ia bem antes de te conhecer, isso não posso negar . Mas , quando te vi aquele dia na agência tudo mudou . Naquele dia, que talvez pra você não tenho sido tão importante quanto foi pra mim, eu percebi que não amava Selena, que a garota perfeita, a garota da minha vida ... é você Alice .

Fiquei alguns segundos paralisada, tentando entender , assimilar, oque ele tinha falado. Achei que estava sonhando, mas felizmente aquelas palavras eram reais e tinham saído da boca do garoto que amo .

-Justin - disse pausadamente respirando fundo - aquele dia também foi muito importante pra mim, assim como todos os dias que passei com você , como cada olhar que você lança sobre mim . Mas você tem namorada  , e isso não é um simples detalhe que podemos ignorar. Selena é uma garota com coração , sentimentos, e que merece ser respeitada . E EU ? Quem sou eu perto dela ? Uma menina de 17 anos que tenta ser modelo, brasileira, uma ninguém praticamente .

-Pra mim você não é ninguém ... é a garota que amo , e que nunca deixarei ir .

Tentei responder algo, mas fui impedida pelos macios lábios de Justin, que com  um simples toque me deixou encantada . Sabia que aquilo era errado, mas não conseguia parar. Justin pediu entrada com a língua e eu cedi .  Nossas línguas brincavam uma com a outra , de uma forma lenta e com muio sentimento . Justin colocou a mão em minha nuca , fazendo-me ficar mais presa ao seu beijo . Um beijo perfeito , assim como ele , o melhor de toda minha vida . Um beijo , que aparentemente , nenhum dos dois queria terminar .

Alguns segundos ou talvez minutos , não sei dizer exatamente , paramos o beijo com alguns selinhos . Depois que a  abri os olhos percebi o grande erro que tinha acabado de cometer:  fiz Justin trair Selena .

Justin me olhava com um lindo sorriso , um pouco envergonhado, e com um brilho no olhar . Não o deixei dizer nada , peguei minha bolsa e sai correndo do carro . Estava morrendo de vergonha de mim mesma, do que tinha feito , do que tinha feito Justin fazer .

-HEY ALICE ! ESPERE ! - ele gritava enquanto saia do seu fisker karma -

Subi as escadas que dão em direção a porta de entrada da minha casa e a fechei , antes pude ver Justin tentando me alcançar, mas foi em vão . Tranquei a porta e cai no chão em lágrimas . Coloquei a cabeça entre minhas pernas e chorei igual a uma criança. Estava com raiva de mim mesma, fui fraca novamente , mas agora foi diferente de como foi com Josh . Eu amo o Justin . Como nunca amei ninguém .

                                                                  ***

Oi Beliebers , obrigada pelos comentários do capítulo passado você são muito  fofas <3 Hahahaha E o Justin e a Ali em ? LINDOS , FOFOS DEMAIS lkaslaskalskasoa amosou eles . Quero muitos comentários viu ? Deem suas opiniões , sugestões ...

Não sei se comentei com vocês , mas eu troquei meu user do fc , agora é : @omyjusteen 

Obrigada , beijinhos ... Gi Flório


27.11.12

#IB - Little Angel: Capítulo 41

Mode Angel on*

Fui embora com minha mãe depois daquela cena épica e ela me contava o desespero de Pattie em saber que eu estava no hospital.

- Ela surtou, Angel. Ficou um tempo chocada e começou a chorar, pensando no pior. Eu disse a ela que poderia ser nada, porém ela parecia não me escutar.

Ri das palavras da minha mãe e imaginava como ela seria em meio ao desespero.

- E o louco é que ela age como se você fosse a filha dela. – disse minha mãe, rindo. – A Pattie te ama muito, filha. Não é aquele tipo de sogra que você abomina por ela ser uma pedra no seu sapato.
- Eu sei mãe. A Pattie é um amor.

Sorri em seguida e abaixei minha cabeça, lembrando do primeiro dia que a vi. Ela foi tão gentil.

- Mudando de assunto – disse ela, cortando meus pensamentos -, o que aconteceu dessa vez? O que sentiu?
- Eu estava no parque com o Justin e nós demos de cara com o Liam, mãe. Foi horrível.
- Com o Liam? Mas ele não estava em Londres?
- Falou bem, estava. Não deveria nem ter saído de lá. – revirei os olhos, cruzando meus braços – Diz ele que terminou os estudos, mas é impossível terminar uma faculdade de medicina em dois anos.
- Concordo com você. Talvez ele nem estivesse estudando.
- É, vai saber.

Rachel colocou o carro na garagem e saímos. Carly assistia TV na sala e me olhou preocupada. Sorri fracamente a ela e a garota sorriu de volta.

- Não precisa se preocupar. Estou bem agora.

Carly assentiu e subi para o meu quarto. Minha mãe disse que falaria comigo assim que terminasse o jantar. Enquanto ela fazia o jantar, fui tomar um bom banho. Não gosto de hospitais quando é você que está na maca. Não sei como os médicos e os enfermeiros aguentam ficar dias e noites aqui.

Se bem que eu já ajudei muita gente no hospital. Só que eram os de crianças com necessidades especiais e um de câncer, e não um hospital normal.

Despi-me e entrei no Box, deixando a água quente cair sobre mim, aliviando a minha tensão. Era vivo o sentimento de tristeza no meu coração, no meu corpo, na minha alma.

Vê-lo depois de um ano inteiro, ainda me tratando como se nada tivesse acontecido, é muita covardia. E em tensão do momento, ainda conseguia sentir na pele o que eu passava no momento em que o vi novamente.

Perdi o chão.

E quando ele me abraçou, senti um nojo tão grande do meu corpo, mas estava tão assustada, tão angustiada com a ideia de ele estragar meu namoro que fiquei em estado de choque. Eu já esperava o encontrar, mas não precisava ser em um momento daqueles, justo com o que queria que ele evitasse saber e ver.

Sentir seu calor novamente, seu perfume, olhar nos seus olhos azulados como o céu depois de um tempo – que pareceu uma eternidade, me fez lembrar o tempo que o amei como hoje amo o Justin, e depois do sofrimento que tive após a traição e o tempo que fiquei para amenizar minha dor. E mesmo assim aquela maldita cena, naquela maldita cama com aqueles dois imbecis não saem da minha mente.

Antes mesmo de senti-lo chegar, uma sensação estranha tomou conta de mim. Eu sabia que algo ruim estava prestes a acontecer. E deu nisso.

As lágrimas se misturavam com a água do chuveiro e percebi que passei tempo demais ali. Desliguei-o e me sequei, passei meu hidratante e me envolvi em uma toalha, saindo do banheiro.

Vesti um blusão mais dark, sendo exata um do AC/DC. Era escrito o nome da banda de rock em vermelho e o blusão inteiro em preto. Meu pai era fã de muitas bandas de heavy metal. Por isso curto rock.

Sentei na cama, me escorando na cabeceira de madeira e deixando mais lágrimas caírem. Não sabia mais o que esperar. Aquele momento foi tão tenso e... marcante. Foi quanto tive minha segunda crise de “sonhadora”. Pareceu ser pior que a primeira. Eu me senti tão morta quando apaguei. Uma forte dor de cabeça me atingiu antes disso, tirando a minha concentração do momento e fiquei sem fala, me deixando levar pela escuridão.

E, mesmo apagada, conseguia sentir tudo o que fizeram comigo. Ouvia as vozes de todos. Do Justin, do idiota do Liam e do Chris. Depois as dos enfermeiros e das máquinas. O que eu via era o preto infinito, porém meus outros sentidos estavam mais atentos do que nunca. Foi algo incomum. Até parecia estar sonhando. E meu sonho acabou no momento em que tive uma convulsão.

Malditas convulsões. 

Depois aplicaram algo em meu braço. Senti a convencional dor de uma picada e imaginei o tamanho da agulha que eles usaram para me furar. Estremeci só de pensar. Após a agulhada, parecia estar em outro lugar.

Estava deitada na grama, eu acho. Abri os olhos lentamente e vi um parque deserto. Apesar das borboletas voando, os pássaros cantando e o vento esvoaçando meus cabelos, porém, não havia ninguém ali.

E cerrei meus olhos, vendo dois adultos caminhando e uma criança estava entre eles. Engoli em seco, reconhecendo a Sra. Stubin e o Charlie. E o garoto não deveria ter mais que dez anos. Seus cabelos castanhos contrastavam seu sorriso branco e seus olhos luminosos. Sorri ao perceber que se tratava de meu pai mais novo. Conheço aqueles olhos até nos meus sonhos.

Uma lágrima escorreu lentamente em meu rosto e sorri levemente, me lembrando daquele momento. Escutei um pigarro e olhei para frente, vendo minha mãe parada ali. Não havia percebido sua presença. Minhas memórias estavam tão vivas. Parecia estar as vivendo novamente.

- Viu ele, não foi? Consigo sentir sua emoção e ver o sorriso dele, Angel.
- O papai era lindo quando criança.
- Realmente era. – disse ela, sorrindo – Nós precisamos ter uma conversa sobre isso. Deixei a Carly jantando enquanto nós conversamos.

Assenti, deixando-a sentar do meu lado.

- Angel, eu sei que você deve estar muito confusa em relação a isso. Eu também fiquei. Minha mãe só me disse que eu passaria por momentos difíceis devido a um problema de família e só depois que adquiri meus poderes que ela contou toda a história. Não quero que isso aconteça com você.
- Claro, mãe. Pode dizer.
- Tudo começou em 1926, antes da Grande Depressão. Foram imigrantes britânicos que vieram aos Estados Unidos por serem chamados de aberrações e foram expulsos do Reino Unido e deportados para cá. Era um casal, Amy Stubin e Carter Stubin. Foram eles que iniciaram com os nossos poderes de hoje. Amy conseguia adentrar nos pensamentos das pessoas e as torturar com suas memórias mais amargas. Carter havia uma rapidez incrível e matava sem dó. Ambos também conseguiam ver os sonhos das pessoas, praticando a Oneirocinese como bem entendesse, matando a vítima se fosse preciso. Mais um motivo para eles serem deportados.
- Eles usavam seus poderes para o mal?
- Exatamente. Roubavam, matavam e torturavam todos que diziam que eles eram incapazes de dominar o país. Dizem que eles trouxeram o caos para o Reino Unido durante a Batalha de Waterloo. Há vestígios de que foram eles que mataram Napoleão envenenado. Mas são apenas hipóteses.
- Que horror. E o que mais? O que eles fizeram ao chegar aqui?
- Estava começando a superprodução, certo? – assenti atentamente. – Quando ninguém mais conseguia nem ter dinheiro para nada, eles se juntaram a uns homens que vendiam almoço a preços altíssimos para os trabalhadores, praticamente extorquindo os pobres homens. Depois, foram se multiplicando pela América, pela Europa... Dando no que está vendo hoje. No total, foram quatro famílias que adquiriram poderes e foram os repassando para eternas gerações: os Stubin, os Hannagan, os Collins e os Sparks.
- E nós estamos ligados em duas delas.
Minha mãe assentiu, sorrindo. – Certamente. E, por ser uma das famílias iniciais, a Sra. Stubin foi lendária, Angel. Assim como o Charlie. O Peter, por ser uma mistura de duas famílias sonhadoras, tinha grandes chances de ter poderes maiores de que o Charlie e a vovó. Mas, como nenhum filho da Sra. Stubin teve poderes, acho que seria uma extinção dos Stubin.
Olhava para ela em meio a compreensão. - E qual era o poder do Charlie? – perguntei, curiosa.
- Ele dominava os elementos. Por que acha que ele pilotava tão bem? Seu pai também teve esse poder e por isso os dois não desgrudavam.
- Mas, se eles dominavam os elementos, porque não contiveram o fogo do avião e nem o pousaram para que não houvesse nada?
- Eu não sei. Eu me lembro de sentir o momento em que ele me fez pensar nele só para ver seus pensamentos. Ele estava sorrindo no momento em que viu a turbina explodir. Seu pai disse que queria que cuidasse de você e de sua irmã por ele e que nos amava muito.

Rachel estava com seus olhos marejados, assim como os meus e nos abraçamos. Ele deveria saber que aquele era o momento de partir. Mas eu não queria que ele partisse. Ninguém quer partir.

- Tudo bem, vamos parar de choradeira. Seu pai não iria gostar de te ver chorando por causa dele. Se essa foi a decisão dele, vamos respeitar.  
Concordei e sequei meu rosto. – O papai só tinha esses poderes? Dominar os elementos?
- Não. Além desse, ele era telepata, como eu.
- E o Charlie? Ele só tinha esse poder?
- O Charlie... Ele foi um sonhador especial, Angel. Eu não consigo te explicar, mas era tão incrível o que ele conseguia fazer. Eu ficava pasma.
Sorri, imaginando o que ele poderia fazer. – Pode pelo menos tentar me explicar? Descrever o que achou de mais louco que ele fez?
- Ele tinha um controle tão inexplicável de sua mente que ele conseguia fazer o que queria com qualquer tipo de matéria. Os poderes dele englobavam as duas Telecineses, dominando qualquer objeto com a mente. Ele conseguia fazer uma árvore muito grossa, muito grossa, se partir ao meio, como se fosse de borracha. E um amigo dele, o Turner, conseguia fazer as arvores voltarem a ser como eram antes. Eu ficava besta com isso.

Ri dela e tentei visualizar uma árvore se rachando ao meio e voltando ao normal em seguida. Franzi o cenho e minha mãe riu de mim, me abraçando em seguida.

- Eu sou telepata e prevejo o futuro. Agora não sei que poderes você pode adquirir, querida. Você pode herdar os meus e os de seu pai, ou ter outros totalmente diferentes.
- Só posso ter dois poderes?
- Depende do sonhador. O Charlie tinha vários poderes que se resumiam em quatro. A Sra. Stubin também. Depende da sua força de vontade. Quanto mais você treinar, o seu poder vai melhorando e até desenvolvendo outros relacionados a esse.
- Que louco. Você conseguia ver o futuro de qualquer pessoa que batesse o olho ou conseguia controlar o poder?
- Eu controlava. Se eu me concentrasse em uma pessoa, conseguia ver até o momento de sua morte. Se me concentrasse na família, conseguia ver o destino de cada um de seus integrantes. Hoje, como estou mais velha, meus poderes não são tão bons como antes. Eu ainda consigo me concentrar em uma pessoa só e dizer apenas fragmentos do seu destino. Como o que eu faço com vocês.
- Você parecia saber cada passo que nós tomaríamos.
- E eu sei, praticamente. Como acha que eu sabia que iria namorar o Justin?
- Achava que você estava tirando onda.

Rimos juntas.

- Pois agora sabe o verdadeiro motivo, não é? E não fique pensando que eu sei cada passo que você dá. Eu sei apenas decisões importantes que vai tomar quando for adulta. Mas uma coisa que não consegui ver ainda foram os poderes que você terá. Não consigo os enxergar.
- Tudo bem mãe. Seria mais legal eu os descobrir sozinha. Posso perguntar mais uma coisa?
- Claro que pode.
- A Sra. Stubin era mais poderosa que o Charlie?
- Os dois eram iguais em termos de poderes. A Martha dominava muito bem a telepatia e a premonição, a super inteligência e a empatia. Nunca vi alguém que conseguisse se manter calmo em situações impossíveis como ela. Não sei se hoje ela permanece a controlar os seus poderes, mas é provável que não. Se eu já estou enfraquecendo...
- Ela também previa que eu ficaria com o Justin. E sabia que eu achava os modos de vocês duas agirem com o futuro muito sombrio. – disse, depois de um tempo – O QI influencia na música, mãe?
- As pessoas que tem a super inteligência têm a mente aberta para aprender qualquer tipo de coisa, desde que seja a música, no caso da Sra. Stubin.

Assenti, assimilando os fatos.

- Ainda tenho muita coisa para saber? – perguntei.
- Por quê?
- Estou com fome.

Minha mãe riu de mim e se ergueu, me levantando também.

- Vamos comer. Acho que você já soube o suficiente para tirar algumas dúvidas.
- Qualquer coisa eu te pergunto... Ah! – exclamei ao me lembrar de uma pergunta que queria fazer a ela – Lembrei-me de uma coisa.
- Pode dizer.
- Eu vou ter mais convulsões?

Rachel riu, revirando os olhos. Ela apenas desceu às escadas e me ignorou.

- Ei! Mãe! Não vai me dizer? – perguntei, descendo às escadas também e entrando na cozinha, observando-a se sentar à mesa.
- Os efeitos colaterais de ser um sonhador variam de pessoa para pessoa. Eu não posso falar que será daqui a duas semanas, porque você ficará esperando eles chegarem para se prevenir e os mesmos vêm antes do esperado, te atacando. Não quero que aconteça isso com você. Apenas viva como antes, como a mesma Angel de sempre.

Assenti sentando-me à mesa e pegando bastante macarrão e o colocando no meu prato. O cheiro estava divino. O sabor então... Inigualável. Como eu já disse antes, desculpe italianos, mas a minha mãe faz o melhor dos macarrões!

Morri de comer e fui me deitar. Estava cansada. Peguei meu celular para ver as horas e vi que tinha uma mensagem do Justin.

Angel, eu não sei se está dormindo agora, mas mesmo assim direi a ti que não quero que se preocupe com nada. Esqueça da parte do dia em que fez mal, só se lembre do começo da nossa tarde. Foi incrível, não foi? Foi a minha favorita, tirando as outras coisas. Espero te ver amanhã. O que acha de um piquenique aqui em casa? Foi ideia da minha mãe. Assim que puder me responda, meu anjo. Boa noite, durma bem e sonhe comigo.    

Sorria abobada. Fiquei admirando meu celular durante uns minutos, com aquele mesmo sorriso. Como ele consegue ser tão fofo? E pensar que ele já foi um mulherengo safado. É incrível o que o amor faz conosco.  

***


Hey Geliebers (:

Fiz um big de presente, estava inspirada ontem! :3 

A história dos sonhadores é mais complexa do que se imaginava. Ainda existem certos segredos, principalmente de certos sonhadores, que precisam ser desvendados, não acham? E os poderes da Angel? Alguém tem chutes? Podem me dizer! Eu já tenho uma ideia do que fazer com ela. E o idiota do Liam? Será que esse lesado vai estragar tudo? 

Vocês não sabem da maior. Estou de férias! Isso é muito foda. E, como estou sem o palerma do meu irmão para me atormentar, é claro que tem mais Gih para vocês. Porém, estou planejando uma viagem, mas é só no meio do mês que vêm. Então, não se preocupem. Vou tentar me dedicar ao máximo para vocês, ok? *-* 

Indicações: 

Gostaram? Comentem!

Para um fim de post, uma frase do livro Um amor para recordar, que eu amo de paixão. Já li e recomendo. 

"Há momentos em que desejo fazer o tempo voltar e apagar toda a tristeza, mas eu tenho a sensação de que, se o fizesse, também apagaria a alegria." 

Quem nunca se sentiu assim? ;(

Amo vocês meninas! 
Beijinhos, da Gih. 

26.11.12

#IB - Believe in Everything: 74º Parte

Esse capítulo contém partes inadequadas para menores, então, você lê se quiser. Não vou te impedir, mas não diga que não avisei! *u*

Conseguia sentir seu hálito quente em meu rosto e segurei em sua nuca, acariciando-a com meus dedos. Justin tomou meus lábios logo em seguida, traçando uma guerra quente entre nossas línguas.

Justin segurava firmemente em minha cintura, colando nossos corpos e não deixando nenhum espaço entre eles. Minhas mãos nadavam em seus cabelos. Rapidamente, ele colocou suas mãos dentro de minha blusa, deixando-as em minhas costas. Tirei sua camiseta – me lembrando que havia acabado de colocá-la nele, enfim, passei um sufoco por nada – e a joguei em qualquer canto do quarto e Justin sorriu em meio ao beijo, descendo sua boca para meu pescoço.

Arranhei suas costas em meio a um gemido meu quando ele me mordeu o lóbulo de minha orelha. Justin também gemeu, dizendo palavras volúpias ao pé de meu ouvido enquanto depositava beijos em meu pescoço, me deixando arrepiada. Senti-o sorrir e ele voltou a me olhar. Seus olhos exibiam um ar sensual que me prendera naquele olhar. Sentia-me quente.

O mar caramelo de seus olhos ansiava por mais.

- Tem certeza de que quer isso?

Sua voz soou tão sexy que mordi meus lábios em seguida. Eu me sentia pronta para me entregar a quem amo de verdade. Assenti ofegante e Justin sorriu, selando nossos lábios. Logo sua língua pediu passagem e cedi, recomeçando de onde havíamos parado. Suas mãos foram parar em meu short, segurando no seu elástico e mordi seu lábio inferior, o puxando para frente e sorrindo para ele.

Justin simplesmente arrancou meu short e fiz o mesmo com o dele, vendo aquele enorme volume em sua cueca. Ele segurava minha cintura fortemente enquanto me beijava, roçando nossas partes íntimas. O desejo nos consumia, de fato. Uma de suas mãos foi para dentro de minha blusa, tateando meus seios delicadamente, fazendo-me gemer e olhar em seus olhos. Eles esbanjavam confiança e sensualidade ao mesmo tempo. Respirei fundo já que estava sem ar há uns segundos atrás e tomei seus lábios outra vez.

Ele o apertava levemente, tirando gemidos baixos de mim. Sentia-os enrijecidos, mais pesados. Justin tirou minha blusa e me olhou ofegante enquanto suas mãos exploravam meus seios, os apertando. Tombei minha cabeça para trás e agarrei fortemente o cobertor quando seus lábios quentes tocaram um deles. Mordi meus lábios e sentia sua língua rodeá-lo lentamente. Arrepiei-me por completo. Ele queria me matar.

- Ju-justin – disse, gemendo em seguida.

Biebs me olhou enquanto o sugava e agarrei suas costas, o puxando para cima e tomando seus lábios. Senti-o sorrir em meio ao beijo e ele gemeu quando o arranhei com toda a malícia que sentia no momento. Minhas mãos desceram para o elástico de sua boxer e ele parou de me beijar, indo para o meu pescoço. Fui tirando o único pedaço de pano que me impedia de senti-lo inteiramente e Justin mordeu meu pescoço, me fazendo morder os lábios.

Virei, ficando por cima dele e sorri, abaixando e tirando sua cueca. Abri a boca lentamente ao ver aquela ereção. Fiquei tão vidrada que nem havia reparado que Justin estava por tirar minha calcinha e, quando dei por mim, ele deslizou seus dois dedos na minha extremidade encharcada. Olhei em seus olhos cor de mel e aproximei nossos rostos, deitando-me sobre ele e roçando nossas intimidades. Rocei nossos lábios, mordendo sua bochecha e depois o lóbulo de sua orelha, o fazendo gemer. Deitei ao seu lado e enlacei minha perna na dele. Uma de minhas mãos percorreu seu abdômen e toquei seu membro ereto, o fazendo abrir a boca e morder seus deliciosos lábios e sorri pervertida.

Fiz um movimento de vai e vem e via seu estado, crítico por sinal. Seus olhos estavam fechados e seu corpo tombava conforme meus movimentos. Eu sussurrava palavras que sempre quis dizer a ele e que só em um momento como esse poderia dizer. Justin parou minha mão e me olhou exausto, em busca de ar. Sorri fracamente e ele se ergueu, ficando em cima de mim e abriu minhas pernas em meio aos seus respiros. Conseguia ver seu ventre se movimentar enquanto ele respirava.

Justin apertou minhas coxas e me olhou um pouco pensativo. Desceu da cama e foi até seu criado mudo, tirando de lá uma camisinha e o olhei incrédula.

- Não sabia que tinha camisinhas guardadas.
- Vai saber quando vai se precisar delas.

Ri dele e Justin a colocou em seu membro, voltando à cama e segurando em minhas pernas. Fechei os olhos e senti-o encaixando seu corpo no meu. Era uma sensação estranha que se tornou prazer em segundos depois com o movimentar de seu quadril.

Justin deitou sobre mim sem colocar seu peso e colou nossas testas enquanto me penetrava. Não conseguia desviar seu olhar do meu, apesar dos gemidos e dos beijos. Logo, senti-o amolecer sobre mim e deixar seu corpo colar no meu e me olhar esgotado. Ele sorriu cansado e sorri de volta, selando nossos lábios.

- Te amo, meu amor. – sussurrou ele, me fazendo sorrir.
- Eu te amo mais – disse, mordendo meus lábios.

Biebs deitou ao meu lado e nos cobriu com o lençol. Aconcheguei-me em seu peitoral e adormeci ali, como a mulher mais feliz do mundo.

[...]

Mode Justin on*

Acordei com meu celular tocando e me estiquei até a cômoda para pegá-lo sem acordar Luísa. Era minha mãe. Belo momento para me ligar, dona Pattie.

- Alô? – atendi.
- Meu filho! Já é a quarta vez que ligo e você não me atendeu...
- Desculpe mãe, estava dormindo. – disse, sorrindo e acariciando os cabelos de meu anjo.
- Ah, queria avisar que estou indo aí daqui alguns minutos. Mais ou menos... uns dez. Já estou a caminho. Comprei umas coisas para vocês.
- Ótimo! – disse, percebendo minha situação e vendo-a esfregar suas mãos em seus olhos – Vou acordar a Lulu e avisá-la que você está vindo, tudo bem?
- Ok. Até daqui a pouco!
- Até mãe.
- Era a Pattie? – disse ela, com uma voz manhosa.
Deixei o telefone de lado e assenti, levantando da cama. – Era sim. Ela está vindo. Acho melhor se vestir.
- Ah, vou tomar um banho, é melhor.
- Então vamos juntos?
- Não!
- Por quê? Não tem nada ai que eu já não tenha visto.
- Não é isso. – disse ela, rindo. - Como vou conseguir relaxar se você vai ficar toda hora me beijando? Meio impossível.
- Never say never. – sorri malicioso e ela ergueu uma de suas sobrancelhas.
- Dessa vez eu digo never, ok?

Luísa mordeu seus lábios e saltou da cama, vestindo seu pijama – sim, ela ainda estava de pijama – e saindo do quarto. Eu sabia que não iria conseguir impedi-la, então só ignorei e entrei no banheiro, tomando o meu banho enquanto me lembrava de mais cedo. Foi perfeito.

Foi além do que eu esperava. E essa é só a primeira vez.

Sorri malicioso ao pensar isso e terminei meu banho, me secando e me enrolando em uma toalha. Saí do quarto e peguei minhas roupas espalhadas pelo quarto e escutei uma risada vinda da porta. Peguei minha camiseta e vi Scooter morrendo de rir.

- O que foi cara? – perguntei, pegando o resto das roupas.
- Não acredito que fez isso com ela.
- Qual o problema? Ela é minha namorada.
- Sabia que da sala passaria para o quarto. O Alfredo me deve dez dólares.
- Vocês são muito babacas. – revirei os olhos e joguei as roupas no cesto - Minha mãe já chegou? – perguntei, secando meu cabelo com outra toalha.
- Ainda não. – Scooter fechou a porta e continuei a olhar para lá, ouvindo seus gritos.
- Fredo! Eu ganhei a aposta! Cadê o meu dinheiro, hein?
- Idiotas – disse, vestindo uma roupa qualquer.

Escutei batidas na porta e mandei entrar. Eram as suas mulheres mais importantes da minha vida. Elas riam e minha mãe segurava várias sacolas nas mãos, as colocando sobre minha cama.

- Nossa mãe, precisava de tudo isso?
- Claro que sim! Aqui Luísa, esses são seus. – disse ela, entregando alguns deles para a minha Lulu – Os outros são seus, filho.
- Obrigada Pattie. – disse Luísa, tirando o conteúdo das sacolas e sentando na cama para vê-los.

Peguei os meus e vi um relógio super swaggy em uma delas. Já o tirei da sacola e fiquei boquiaberto. Um Rolex dourado. Sorri radiante e abracei minha mãe, que sorriu em seguida.

- É perfeito, mãe! – disse, o tirando da caixa e colocando no meu pulso. – Adorei.
- Que bom que gostou.
- Pattie! – disse Luísa, olhando para minha mãe e depois para a caixa – São lindos! Ai meu deus.

Ela tirou os sapatos da caixa e os colocou no pé, andando pelo quarto em seguida.

- Amei! E são confortáveis! Muito obrigada, de verdade!       


- Não foi nada, querida. Achei-os a sua cara! E tem mais, pode olhar.

Deixei os meus pacotes de lado e fui prestar atenção nos dela. Ela tinha tirado tantas roupas das sacolas que fiquei pensando se ela se importou mais com a Lulu do que comigo. Eu só tinha quatro sacolas e ela cinco. Fiquei com ciúmes agora, cara. Da minha própria mãe.

Por último, tinha uma carta no fundo da sacola. Ela tirou a carta e sentou na cama, abrindo-a e a lendo atentamente. Vi lágrimas se formarem em seus olhos e ela fungou, rindo em seguida. Pattie a olhava com um sorriso terno nos lábios e queria saber o que dizia na carta.

Olhei para minha mãe e nossos olhares se encontraram. Ela sussurrou um “pai” e assentiu, entendendo agora. Talvez ele tivesse pedido para entregar para Lulu e minha mãe fez o que mandou. Luísa me olhou sorrindo com o rosto cintilando devido às lágrimas e a abracei, sorrindo e beijando o topo de sua cabeça.

- Ele me deixou morar aqui novamente – disse ela, olhando nos meus olhos – só para ficar com você!
- Sério? E sua mãe?
- Ela também deixou. É claro que eles vão ter que transferir os meus estudos e tal, mas, eu nem preciso voltar para casa!

Sorri abobado e olhei para minha mãe, que sorria também. Ela parecia saber de tudo.

- Então temos que montar um quarto só para você, meu amor.
- Mas não preciso disso, eu moro com o meu pai...
- Eu quero que more comigo. Nós iremos visitá-lo assim que puder. E o resto de suas roupas?
- Minha mãe vai mandá-las junto com o resto das coisas.

Ela fez uma cara triste e olhei-a preocupado.

- O que foi?

Uma lágrima caiu de seus olhos e a sequei, beijando sua testa.

- Eu nem voltei direito para os meus amigos e já estou indo embora outra vez. E prometi não ir embora mais.
- Eu também tive que sacrificar algo para poder ter a vida que tenho hoje. A vida é assim.

Luísa me olhou nos olhos e assentiu sentida. Minha mãe não estava mais no quarto. Mordi a bochecha dela fazendo-a rir e peguei os meus presentes, os vendo com ela. Depois, ela provou as roupas e todas ficaram ótimas e lindas nela.

Passamos o final da tarde assim, rindo dos “desfiles” dela e cantando também. Não teria como ser melhor.
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Hey Geliebers! 

Finally! Vocês nem morreram né? hahah ~biebergasm. 

Fazia tempos que não dava umas esquentadas então me perdoem se estiver ridículo. Adorei a ideia de a Lulu morar com o Justin! Bye bye distância, já vai tarde. Agora sim, que o romance comece!

E muito obrigada pelos 36 comentários, meninas! Viu como comentar não dói o dedo? hahah. Posso pedir mais 20 para o próximo? *-* 

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Para um fim de post, uma frase do livro 50 tons de cinza. Só eu quero muito ler esse livro e não posso? /chorei

"Às vezes parece que eu não me importo, mas pode acreditar, só parece" 

True Story ;c

Amo vocês meninas! 
Beijos, da Gih.