31.12.12

Feliz Ano Novo!

Heey Meninas! 

Bem, eu prometi escrever uma retrospectiva minha, mais por tentar refletir o que eu fiz no meu ano de 2012. Eu sei que muitas nem vão ler, mas eu prometo que aquelas que lerem, não vão se arrepender em conhecer a escritora pelo menos um pouco. Foram muitas decepções, mas muitas alegrias também. Eu me lembro de ter passado a virada do ano com o meu irmão, não tenho ideia de onde minha mãe foi, mas em casa ela não estava. Eu fiquei vendo os fogos de artifício com o pirralho e falando com uns amigos virtuais meus, o Pedro e a Marih. Outra longa história para contar.

Eu estava tão mal naquele dia. Sabia que o meu ano seria um dos piores, porque iria mudar da escola que eu estudei durante oito anos. Ficar sem os amigos que você sempre viu, todos os anos, todos os dias, era um pesadelo para mim. E eu fazia o maior drama, pois minha mãe quis me colocar em uma escola que, no meu ver, só havia meninos idiotas e meninas patricinhas.

Foi o cúmulo, de verdade. E sim, eu sou dramática. Kkk

No final de janeiro, sendo mais exata no dia 30, seria o meu último dia de férias. Uma bela segunda-feira. Eu fui acordada pela minha funcionária porque já eram quase dez horas – o que ela faz até hoje comigo, mas ela deixa até mais tarde agora – e o meu irmão também. E não demorou muito até a minha mãe chegar. Ela veio com minha madrinha e uma mulher que eu não tinha ideia de quem era. A minha madrinha não tinha muito contato com a minha mãe, ainda mais por ser de parte de pai, então eu estranhei de imediato.

Tinha alguma coisa errada acontecendo.

E as três estavam com os rostos inchados. Eu me lembro como se fosse ontem desse dia.
“Mãe... o que foi? Porque você tá chorando?”
“Filha... – ela estava trêmula, e começou a chorar. Eu olhava tudo aquilo um pouco preocupada. O meu irmão também. -... o papai morreu.”

Aquilo foi um baque.

“Como assim mãe? Mas... como?”

“Foi um acidente. Foi ele, a Carol e a sua tia Sandra.”

O meu irmão já estava chorando feito um doido. Várias cenas de acidentes de carro foram tomando a minha mente. Meu pai costumava ir para a fazenda dele sempre, para trabalhar e tomar conta dos peões. Eu imaginei ser isso. Eles estavam na estrada e, sei lá, a camionete dele bateu. Mas na minha cabeça eles poderiam ainda estar no hospital, em coma, mas ainda vivos. Lágrimas brotavam dos meus olhos e eu tentava não acreditar nas palavras dela.

“Isso é sério mesmo, mãe? – eu nem conseguia falar direito – Não tem como eles ainda estarem vivos? Em coma?”

“Não filha.”

Pronto. Essas duas palavras fizeram meu mundo desmoronar completamente em cima de mim. Eu não esperava isso, ainda mais por ter passado o natal uns dias antes com todos eles. Foi tudo tão rápido. Eu estava tão próxima do meu pai, depois de tantos anos passados com um pouco de raiva dele por ter se separado da minha mãe e das drogas, mas eu não entendia o porquê.

Nós nos trocamos e fomos para a casa da minha madrinha para esperar o corpo dele chegar para o enterro. Como ele morava em uma cidade diferente da minha, iria demorar um pouco. Eu estava sentada no sofá com a minha mãe e o meu irmão, todos chorando. A casa estava cheia de parentes tristes e chorosos. A casa estava um silêncio mortal. Toda hora, alguém olhava para mim e começava a chorar. Era tão... sei lá. Sem palavras. Era como se as pessoas tivessem pena por tudo isso ter acontecido e eu não ter mais aquele homem para poder chamar de pai.

Uma prima minha – que eu odeio muito -, começou a falar umas coisas para a minha mãe que eu não entendi na hora, mas fizeram muito sentido depois.

“Kléia (nome da minha mãe), por que você não fala logo para eles? – ela estava séria, mas com o rosto inchado pelo pranto – Vai ser melhor ouvir de você do que de outra pessoa.”

“Eu vou falar. Mas não quero dizer agora.”

Eu não me lembro do nome dela, mas a cara dela me enoja. Demais. Eu não entendi o sentido da conversa e nem liguei para isso na hora. Minha mãe tinha saído para ir buscar a minha avó materna, que mora em uma cidade vizinha a minha, para ir ao enterro também e a minha avó disse que queria conversar comigo e com o meu irmão.

Eu andava pelos corredores da casa da minha madrinha com uma sensação estranha. Muito estranha. De que algo ruim fosse acontecer. Ela quis falar primeiro comigo, não sei por que, mas quis. Eu entrei no quarto dela e lá estavam a minha madrinha e mais três mulheres. Não me recordo o nome delas também, só de uma, a Rosangela. Eu adoro essa mulher, ela é um amor. Mas, voltando, eu achei muito estranho elas estarem no quarto ali, praticamente me esperando.

Mandaram-me sentar na cama da minha tia e eu sentei. Uma delas começou a chorar do nada e a minha madrinha segurou forte na minha mão, olhando nos meus olhos e começando a chorar também. Eu estava em êxtase do choque, mas aquela atitude me deu medo. Eu estava tremendo.

“Como você acha que o seu pai morreu, Giovanna?”

Antes disso, no sofá, a minha mãe disse a mim que não tinha sido um acidente de carro, porque eu perguntei para ela se foi algo do tipo. E ela disse que foi um acidente em casa. Eu pensei que poderia ser um incêndio ou algo do tipo, mas quando a minha madrinha me perguntou, eu fiquei com medo de responder.  

“Bem... a mãe disse que foi um acidente em casa.”

Dentro de mim, uma voz, tipo aquelas de subconsciente, começava a falar “Perdoa-o, minha filha.” Eu tremia tanto que nem prestava atenção, mas depois que fui rever essa cena... morri de chorar.

“E ela está certa. Ela te contou com os mínimos detalhes?”

Que sensação estranha. Aquela voz não parava de ecoar na minha mente. Gritos infinitos se juntavam a ela e o meu medo me fazia morrer de chorar.

“Não.” – respondi com dificuldade e secando meu rosto.

“Então nós vamos te contar. Mas, quero que você seja forte, tudo bem?”

Era uma voz masculina. E os gritos eram de uma voz feminina. Ela ainda falava “Perdoa-o, minha filha, perdoa seu pai”, e eu não estava entendendo mais nada. Todas estavam chorando em volta de mim. Minha avó chorava alto. Eu respirei fundo, tentando acalmar meu coração.

Todas contavam um pedaço da história, tentando recriar a cena. Até hoje, eu não sei como foi de verdade. E isso permanece me assombrando, apesar de não querer mais nem pensar no assunto.  

No dia 29, os parentes da minha madrasta, quem eu sempre chamei de tia Sandra, foram lá para um churrasco que meu pai prometeu fazer. Até ai tudo bem. Comeram, beberam. Coisas normais de adultos. Depois que eles foram embora, já era de madrugada, e parece que minha tia brigou com meu pai. Eles viviam brigando, e eram aquelas brigas de gritos mesmo. Eu não tenho ideia do tema da briga deles, mas o meu pai ficou muito nervoso. O meu pai sempre foi muito agressivo com as palavras, grosso e bruto. Palavrões? De dez palavras em uma frase, sete eram eles.

E ele tinha problemas sérios com a bebida. Duas latinhas de cerveja e pronto. Já era o suficiente, e é claro que ele bebeu muito mais que isso. Só faltava o pavio da bomba começar a queimar para ele virar um outro homem. Além das drogas. Outra história que prefiro contar depois.

E, para ele ter ficado naquele estado, eu tenho certeza absoluta que ela falou algo muito baixo. Deve ter ameaçado demais. Bem, só sei que isso tudo resultou em desespero, já que ele, bêbado, sacou a arma do cofre e ameaçou atirar nela. Eu não tenho ideia, de verdade, o que aconteceu naquela noite para contar a vocês, pois não sobraram testemunhas. A minha irmã postiça – eu nunca a considerei postiça, era minha irmã mais velha, tinha só um ano de diferença, mas eu a chamava de maninha – Carol, entrou na frente e ela levou um tiro de raspão, no rosto. De acordo com a minha mãe, se alguém tivesse tomado providências ela estaria viva hoje. Mas com o rosto desfigurado. O tiro acertou as duas. Não sei em que lugar o tiro acertou na minha madrasta, mas elas duas morreram.

Antes de a Carol levar a falecer, ela ligou para os tios dela, os mesmos que foram na casa dela um pouco antes, avisando que eles estavam brigando feio e que ela estava com medo de algo ruim acontecer.

Mas eles chegaram atrasados. Meu pai, mesmo cometendo todos aqueles atos, voltou a si, porque o homem que as matou não era ele, pelo menos na minha mente aquele homem não era meu pai. E vendo tudo aquilo, a mulher dele, morta, e a arma na mão dele, ele se matou com um tiro no ouvido. Ainda levaram a minha maninha para o hospital, mas ela não conseguiu aguentar. Perdeu muito sangue.

E isso começou meu ano com chave de ouro. E que chave, hein? Depois que elas me contaram, é claro que eu entrei em desespero. O meu pai tinha as matado e se matado depois. Mas foi ai que aquela voz no meu subconsciente veio à tona.

“Perdoa-o, minha filha. Perdoa seu pai.”

Quando, pela última vez, essa voz ecoou na minha mente, eu não aguentei. Eu nunca chorei tanto na minha vida igual naquele dia, tirando mais alguns fatos que ainda vou citar aqui. Elas ainda me falaram que meu pai não teve culpa, que a bebida que causou isso, e mais um monte de coisa que eu não lembro pelo tamanho do choque. Mas eu sabia que aquela voz ali era do cara que eu mais amo hoje, acima de tudo e de todos. Eu entendi que o meu pai não teve culpa daquilo, tanto que ele percebeu a merda que fez e pagou com a vida dele pelo erro. É uma coisa que eu admiro nele.

E que sempre vou admirar, de verdade. Meu pai, mesmo com os infinitos problemas, sempre foi um herói para mim. Aquele que fez de tudo por mim. E eu não tenho medo de falar para quem que seja sobre ele, sobre os erros dele, porque Deus o perdoou.

Ainda teve o enterro, e as minhas amigas foram comigo para descontrair um pouco a minha dor. Até os pais delas foram. Todos morriam de chorar, mas eu cheguei a um ponto que não chorava mais. O único momento que eu chorei, depois de todo aquele alvoroço, foi quando a poeira abaixou e eu consegui ver o corpo do meu pai. Posso dizer uma coisa para vocês? Ele estava lindo, de verdade. É como se eu o visse agora, na minha frente, com aquela camisa azul bebê e com flores cobrindo suas orelhas pelo tiro levado.

Tinha tanta gente lá que eu tive que esperar quase duas horas para ver o meu pai. Foi tão louco. Alguns dias antes, ele havia prometido para mim que iria me ver nas férias de julho, porque nós só nos víamos nas férias e eu o vi ali, no caixão. Foi realmente mais rápido do que eu imaginei, mas eu o vi.

Tirando esse dia, que fechou meu janeiro, iniciaram as aulas. Eu odiei o simples fato de acordar cedo e ir para uma escola que eu não conhecia ninguém. Eu fiquei duas semanas chorando quando chegava da escola, porque queria mudar de volta, e minha mãe nunca deixava. Ela não tem culpa, ela só pensou no meu estudo e no meu futuro, mas que eles dias foram sofridos, foram.

Depois dessas duas semanas, eu conheci uma menina, a minha nee-san (termo usado no Japão para “irmã mais velha”), a Helo. Ela estava em São Paulo, e demorou duas semanas para ir à escola. E foi assim que o meu ano começou a melhorar. E eu conheci o Luiz, que eu chamo de Du – não liguem, o nome dele é Luiz Eduardo -, para completar o trio mais estranho da sala.

Eu conheci uma cultura nova, a do Japão, por influências deles. E olha que eu fui persistente e dizia que não queria assistir aos animes e ler os mangás deles. Mas eu acabei cedendo. É algo tão... diferente. Eu fico fascinada, sério.

E, em fevereiro, bem na semana no carnaval, foi quando teve um acampamento religioso, que a minha mãe me inscreveu e eu fui sorteada. Foi algo realmente surreal. Todos da minha igreja falar que é só Deus que escolhe os sorteados, porque são quase 400 adolescentes e só alguns são sorteados. São cerca de 100 adolescentes. Não tenho certeza. E adivinha de que time eu fiquei? Roxo! Cor das beliebers, haha!

Lá eu passei por experiências incríveis e conheci pessoas muito especiais para mim hoje. Eu não posso contá-las a vocês, porque eles nos proíbem de falar, mas são tão fortes e que causam impacto na vida da gente, de verdade. Desde as mais sombrias, que deus nos testa, até as mais fichinhas. Mas foi muito forte, pelo menos em mim. E muitos jovens aí, indo no mundo do pecado, porque não conheceram deus. Não tiveram contato com ele. Eu sei muito bem o que é certo e errado, ainda mais pela experiência que passei antes.

Deus é bom e ele muda a sua vida, para melhor. Eu sou outra pessoa, de verdade. Meu intelecto está melhor que antes, e eu sou melhor com as pessoas – principalmente com o meu irmão, que foi uma das promessas que fiz lá. Não foram mudanças drásticas, porque eu nunca fui de fazer coisas erradas. Quem me conhece sabe como eu sou, e muitos até me chamam de meiga ou coisa do tipo.

Eu vou admitir. Às vezes até eu me acho fofa. Só que não, né gih? haha     

E Deus mudou minha vida para melhor, e para você, que nunca teve um contato direto por meio da igreja, só conversa com deus. Vocês não viram a história da Pattie? Ela estava no fundo do poço, mas quando ela pediu ajuda para Deus, que ela nem acreditava que existia, puxou ela para cima e mostrou como era bom andar no caminho dele. Bom não, ótimo. Maravilhoso. Incrível.

Eu falei tanto e ainda estou em fevereiro. Meu deus. Me desculpem, vocês sabem como eu me empolgo quando quero escrever. Vou tentar ser mais breve.

Uma coisa que marcou meu 2012 foi eu ter emagrecido 10 quilos em quatro meses. Eu pesava 65kg, hoje estou com 55kg. Sou outra Gih, literalmente. Eu usava calças 42, 44. Hoje uso 40, 38. Uso praticamente as roupas da minha mãe, que não entravam nem na minha coxa. ‘-‘ Sim, eu tenho muita coxa e odeio isso. u.u  

E a receita para isso? Comer bem e exercícios. Não dá pra fugir da caminhada. Eu comecei caminhando com a minha mãe e trocando aqueles chocolates e sorvetes por coisas menos calóricas. Eu engordava um quilo por mês, de verdade. O meu problema não era muito os doces, e sim as massas. É claro que eu ainda como chocolate, mas não como antes. Eu aprendi a comer. Eu era exemplo para um monte de mulheres que a minha doutora atendia, porque eu não fazia academia. Eu pulava corda.

Sim! Pulava corda. Meia hora por dia. Quem não gosta de pular corda? Reviver a infância um pouco e cantar “Qual é a letra do seu namorado” ou “Salada Saladinha” faz bem para a saúde e seu corpo agradece. Eu parei com a corda por um tempo, porque eu enjoo das coisas fácil e comecei a dançar. A minha prima, Maria, sabe muito bem como eu arraso no Just Dance. Eu até comprei um Kinect para começar a dançar em casa.

Eu estou me sentindo mais bonita e muito mais feliz comigo mesma. Eu odiava meu corpo e não me valorizava, só sabia falar que eu era feia e gorda. Hoje eu tenho orgulho de dizer que sou linda. Apesar de negar um pouquinho sobre a minha beleza, mas ok.

Outra coisa que marcou meu 2012 foi eu me apaixonar pelo meu melhor amigo. Porque nós somos tão burras em confundir amor de irmão com amor de namorado? Argh. Eu fiquei realmente mal, ainda mais por ele gostar da minha melhor amiga e eles estarem namorando hoje. Eles não têm culpa, e eu já superei também. Prefiro ficar só com o meu Jujubs.<3

Ah! E, para fechar o meu ano com estilo, o meu natal foi amazing. Foi o melhor dos natais. Além de ter ganhado o Someday, meu primo foi ser o “Papai Noel” para entregar os presentes para os 12 primos. Ou melhor, 11 primos e meu irmão. Dancei demais, como sempre faço, comi demais sem exagerar, porque ainda estou de dieta e chorei também. Como não se emocionar com a família toda reunida? E as risadas? Gente, morri de rir nesse natal. Principalmente com os meus tios super protetores.

“Eita Kassio (nome do meu tio), é melhor nós irmos preparando as espingardas.”

“Por que tio Rivian (outro tio meu)?” – perguntei a ele.

“Porque nenhum guri maldito vai tocar na minha princesinha.”

E eu lá, rindo deles. E falando da minha saia curta. Foi a primeira vez que usei uma saia mais curtinha e eles ficavam me tirando.

“Vamos ter que comprar uma saia para ela, porque isso aí é só a blusa!”

“O Papai Noel promete te trazer uma saia mais longa no ano que vem, tá bom?”

“Ei! Naquele presente dela deve estar o resto da saia!”

Legal isso né? Ainda bem que eu amo muito a minha família.

E em relação a blog, uma coisa que marcou o ano foi ele ter conseguido atingir 1 milhão de visualizações. Eu ficava contando os dias. “Ah, até sábado vai ter esse tanto, você vai ver”, “Nossa! Faltam só três dias para ter esse tanto!”. Sim, eu sou lesada ao extremo.

E também pela Gi Flório ter entrado no blog e fazer a alegria de vocês, hein?

Bem, acho que é só. Falei demais. Demais mesmo.

Obrigado pelo ano maravilhoso que vocês me deram, porque vocês fizeram bastante parte dele, apesar de não ter mencionado aqui. Conheci muitas Geliebers, e pretendo conhecer mais, hein! Quem sabe você não é a próxima? Believe (;

Espero que tenham gostado, apesar da minha melancolia excessiva. E, não sei se vou conseguir postar hoje, já que gastei a minha tarde fazendo isso. Mas prometo que vou começar o nosso 2013 com muitas surpresas.

Feliz ano novo, meninas!

Que todos os seus sonhos se realizem e que tudo de bom ocorra na vida de cada uma de vocês.


Beijos, da Gih! 

30.12.12

#IB - Little Angel: Capítulo 50

Mano, eu ando safada demais. Sério. Mas, lá vem aquele aviso: esse capítulo contém partes não indicadas para menores, ou seja, você lê se quiser, não irei te obrigar a nada.


Agradecimento no final

Estava no quarto, com a cabeça enterrada no travesseiro. As lágrimas eram mais fortes que eu. Os meus pensamentos turbulentos eram mais fortes. Sentia-me incapaz de continuar a “derrubar barreiras” só para conseguir amar e ser amada. Por que sempre tem algo que nos bloqueia? Sempre alguém para estragar nossos planos? Queria Justin aqui, me abraçando. O abraço dele me acalma.

E eu percebi que não conseguiria mais viver sem ele. Seria horrível ficar um dia sem vê-lo, imagine se acontecesse o pior? Pelo que lia nos pensamentos da Selena, ela me queria muito longe do Justin. Achei que ela havia entendido que ele não queria mais ficar com ela, mas já vi que não. Tenho que pedir desculpas a ela. Eu fui tão rude e insensível. É minha culpa tudo isso estar se iniciando.

- Angel?

Ergui minha cabeça e sorri fracamente, vendo minha mãe na porta e Justin atrás dela. Ele disse que queria passar o dia comigo, mas não sabia que seria tão cedo.

- O que foi princesa?

Enterrei minha cabeça outra vez no travesseiro e recomecei a chorar. Tenho que aprender a controlar meu choro. Escutei a porta se fechando e mãos tocando em minhas costas, acariciando-a de leve. Logo, Justin me ergueu e me colocou em seu colo e pude sentir o calor de seu abraço confortante. Fechei os olhos, me lembrando de todos aqueles pensamentos perversos e molhei os lábios, sentindo ele me apertar contra seu peito.

- Você não respondeu minha pergunta.

Ele parecia sério. Meus lábios tremiam e a garganta doía devido ao pranto excessivo. Só consegui me encolher mais e esconder meu rosto em sua camiseta de algodão, molhando-a pelas lágrimas.

- Angel...
- Só me deixa pensar, tá? – disse, interrompendo-o e respirei fundo.

Ele também respirou fundo e deitou sua cabeça na minha. Sabia que haveria o lado ruim da história, mas ele só estava demorando mais a chegar. O pior é pensar que não é apenas uma pessoa, são duas. Talvez três que querer me destruir emocionalmente e fisicamente. Queria entender o que está acontecendo a minha volta, o que estão planejando contra nós dois, contra o nosso amor.

O que há de errado em amar?

- Não pode me dizer o que aconteceu? – disse ele, dispersando-me de meus pensamentos.   
- Ser sonhadora te faz ouvir coisas que te destroem por dentro.

Ele ficou em silêncio. Sequei meu rosto, olhando nos olhos dele, apesar de estar enxergando tudo um pouco embaçado.

- Não queria que fosse assim. – disse, tossindo um pouco – Desculpe.
- Não foi nada. Mas, do que está falando?
- Eu sei que a vida não é um mar de rosas, tem seus espinhos, mas... não esperava que eles fossem aparecer logo agora.
- Está se referindo ao Liam?
- Não só nele. Na sua ex-namorada também.
- A Selena? O que ela tem a ver com isso?

Só consegui olhar nos olhos dele e colar nossas testas. As palavras não saiam. Ele me olhava com um ar preocupado, esperando uma resposta. Fechei os olhos, tentando achar as palavras certas.

- Ela quer nos separar, Justin. – disse, em um sussurro – Ela simplesmente odeia a ideia de te ver amando outra, o que, na verdade, nos pensamentos dela a palavra “amor”, não tem o mesmo sentido que a minha.
 - E quem disse que ela vai conseguir?

Olhei para ele com o cenho franzido e um sorriso se formou em seus lábios levemente avermelhados.

- Por que você só pensa no pior?
- Você não ouviu os pensamentos dela. Eram cruéis.
- Eu não vou deixar isso acontecer. A Selena foi só curtição pra mim, mas chegou a um ponto que não conseguia nem aguentar a presença dela. Ela não queria que nós terminássemos, se bem que eu não conseguia chamar aquilo de namoro, porque ela tinha um status: A namorada do Bieber. Que garota não iria a invejar? Ela adora pisar em cima de todos.
- Era por isso que ela só pensava “não posso perder meu posto para uma nerd ridícula”.
- Esqueça as palavras dela, Angel. Você não é ridícula. O que tem de errado em estudar e se importar com os estudos?
Dei de ombros. – A maioria dos jovens acha isso desnecessário, então...

Molhei meus lábios. Conseguia sentir a respiração dele batendo em minha face um pouco inchada pelo pranto. Seus lábios doces tocaram os meus em um gesto de carinho e ternura. Enrosquei meus braços em seu pescoço, juntando mais nossos corpos e ele separou nossos lábios, me olhando aflito. Justin beijou minha testa e fechei os olhos, o abraçando em seguida, fortemente.

- Ninguém vai nos separar. – sussurrou ele, me deixando escapar um sorriso – Pode ter certeza disso, meu anjo.

Assenti em meio ao abraço e enterrei meu rosto em seu pescoço, inalando seu perfume estonteante. Deixei ali um beijinho rápido e ele ficou todo arrepiado. Ri da minha artimanha e voltei a olhá-lo nos olhos, sorrindo.

- Obrigado por me fazer sentir melhor. Se você não tivesse vindo, teria ficado chorando até anoitecer.

Ele sorriu sem mostrar os dentes e suas mãos foram parar em minha cintura, encaixando nossos corpos. Senti minhas bochechas corarem e sorri sem graça, vendo-o sorrir também.

- Posso fazer uma pergunta?
- Claro!
- Qual é o seu poder novo? Você disse que iria me contar e acabou não dizendo...

Ri dele e mordi os lábios. Ele não percebeu.

- Se eu te dissesse que consigo ser... uma outra Angel, uma que ninguém viu ou tem ideia que existe, você ficaria assustado?
- Como assim?
- Uma eu safada?

Ele ficou em silêncio, com o cenho franzido e sorri, esperando a resposta dele. - Você safada? E que poder é esse? Tipo, um clone seu e que consegue ser... safado?

Ri dele e levantei da cama. Andei de um lado para o outro, pensando em como demonstrar o meu poder.

Quero fazê-lo pensar.

Ou até provocá-lo.

- Vou te dar dicas, e quero que adivinhe o poder.
- O que eu disse antes não estava certo?
- Nem chegou perto. – ele fez uma carinha manhosa e ri dele – Vamos fazer o seguinte. Eu vou criar uma situação, não sei se vou conseguir fazê-la, mas é só um teste.
- Estou com medo de você, Angel.

A voz dele soou muito estranho. Ambos rimos e dei de ombros, indo para o banheiro. Olhei-me no espelho, lembrando do que ele gosta em mim. Meus blusões. Ainda estou com o suéter, mas ele é bem comprido, então vai servir. Tirei a calça jeans e prendi meu cabelo em um coque mais solto, bem improvisado mesmo. A regata que estava por baixo do suéter não caiu bem no meu papel de “sedutora” e a tirei, vestindo outra vez o suéter e sorri para o espelho, fazendo um olhar até que sexy.

Será que eu consigo?

Abri a porta e Justin me olhou dos pés a cabeça, um pouco surpreso.

“Por que ela tirou a calça? Talvez quisesse ficar mais solta. Ai. Olha a alça do sutiã ali. Ela tirou a blusa também. Meu deus. Sossega Justin.”

Tentei não rir dos pensamentos dele e me aproximei, sentando na cama ao lado dele. Eu sentei sobre as minhas pernas e Justin me olhou confuso, e sorri sem mostrar os dentes.

- Então você me acha sexy quando fico só de blusão?

Ele me olhou surpreso e ergui uma sobrancelha, sorrindo.

- Você de novo.
- Mas não fui agora que eu li. Ah! Então você também está achando que eu estou sexy.

Sorri convencida e ele me olhou envergonhado. Fiquei de quatro, aproximando nossos rostos e acariciei o dele, olhando em seus olhos.

- Pode admitir. Não vou ficar brava com você.

Ele parecia estar sem palavras. Ergui as sobrancelhas e Justin molhou seus lábios, respirando com dificuldade.

- É-é verda-de. – disse ele, gaguejando.
- Pode me dizer o que mais te excita?

Sorri maliciosa e o rodeei, ficando atrás dele e massageando seus ombros. É claro que eu sabia os pontos fracos dele. O meu predileto: seu pescoço. Mas nunca tive coragem o suficiente para “atacá-lo”. Agora que a ocasião permite, quero vê-lo dizer. Quero provocá-lo.

- E-eu gos-to de...

Escorei meus lábios em sua orelha, fazendo-o parar de falar.

- Pode dizer, amor. – sussurrei no ouvido dele, vendo seu corpo se arrepiar por completo.
-... bei-jos no pescoço, A-angel.

Mordi os lábios, sorrindo convencida.

- E você gostaria que eu fizesse isso com você, Justin?

Ele assentiu sem mais delongas e pousei meus lábios ali, o beijando lentamente.

“Ela quer me torturar. Eu vou morrer, cara. Meu deus. Vou gozar aqui.”

Sorri em meio ao beijo e alternava entre mordidas e beijinhos, ouvido seus gemidos baixos. Voltei a ficar de frente a ele, olhando para aquele caramelo cheio de luxúria.  

- Já sabe o poder ou quer mais?

“É claro que eu sei o poder. Sedução. Mas quem disse que eu quero que ela pare? Que delícia, cara.”

- Tenho mesmo que responder? – ele tinha um sorriso malicioso nos lábios.

Sorri de volta e o deitei na cama, ficando de quatro por cima dele.

- Tem sim.
- Mas você vai continuar?
- Quem sabe?

Ele me olhava com desejo. Aproximei nossos rostos e ele foi ao encontro de nossos lábios, porém coloquei meu dedo indicador entre eles, esperando a resposta.

- Até que para um anjo, você consegue seduzir muito bem, meu amor.
- É algo tão estratégico, Justin. E eu não vou continuar.

Saí de cima dele e Justin me olhou pidão. Só agora consegui ver o volume em sua calça. Meu deus.

- Por quê? Isso é tortura.
- Esqueceu que eu ainda sou a Angel?
Ele sorriu e me abraçou, beijando minha testa. – Claro que não, minha princesa. É que eu fiquei... empolgado. 

Ri dele e separei nossos corpos, indo até o guarda roupa e tirando um blusão da gaveta.

- Está um pouco calor, não acha?  
- Nossa. Muito. Ainda mais depois disso.

Ambos rimos e fui ao banheiro me trocar. Era um blusão com o símbolo do Lanterna Verde. Muito a cara do Sheldon, mas é legal. Voltei ao quarto e vi o Justin olhando a minha estante de livros, com os braços cruzados. Parei ao lado dele, fazendo-o virar e sorrir para mim.

- Você já leu todos esses livros?
- Já. Estou pensando em comprar mais. Ando muito preguiçosa.
- Meu deus. E eu não gosto de ler nem os livros da escola.

Ri dele e ele tirou Romeu e Julieta. Eu tinha a adaptação e o original. Custou uma nota, mas valeu a pena.

- Bem que você disse que gosta de Shakespeare.
- Esse é só um deles. A fileira de onde você tirou, é a fileira só das peças dele.
- Peças?
- Ele só escrevia peças.
- Ah sim. Bem... toda a fileira?
- Toda. De ponta a ponta.

E nem era tão grande assim. Só o espaço para quarenta livros. Apesar de Shakespeare só ter feito 38 peças, as outras duas foram que eu comprei a adaptação, como a de Romeu e Julieta e Hamlet.

- Que menina intelectual.

Ri dele e ele enlaçou seus baços em minha cintura, tocando nossos lábios. Um selinho longo e suave. 

- Ei – disse ele, parando nosso selinho -, vamos à sorveteria? Me deu vontade de tomar sorvete.
- Agora que eu vesti meu blusão! Seu feio.
- Pode ir com ele, amor.
- Não quero ir.
- Por quê?

Franzi o cenho, fechando os olhos.

- Pressentimento ruim.
- Então vamos ficar. Mas, o que vamos fazer?

Ficamos pensativos. Não tenho ideia.

- Você tem vídeo-game aqui?  
- Não. Só meu computador.
- Que tal nós assistirmos a um filme?
- A Carly não vai deixar.
- Por quê?
- “Desenho de dia, desenho de tarde, desenho de noite, desenho para sempre.” Ela sempre fala isso.  
- Quem diz isso é o Jason, mas com os jogos dele.
- Mais alguma coisa em comum com esses garotos.
- É mesmo. Onde a sua mãe está?
- Provavelmente na cozinha ou no quarto dela, lendo Cinquenta Tons de Cinza.
- Ela lê esse livro?
- Já está no último e chorando porque não queria que acabasse.  

Ambos rimos e descemos para a cozinha. Minha mãe estava na cozinha, lendo o livro. Foi uma mistura das minhas possibilidades. Tentei não rir e pigarreei, tomando a atenção dela.

- Querem comer alguma coisa?
- Bem... tem sorvete?
- Tem sim, olha no freezer. 


Peguei o sorvete no freezer e duas taças, colocando o sorvete nelas enquanto Justin conversava com a minha mãe sobre o livro. Segurei o riso, colocando o sorvete de volta e entreguei uma das taças a ele, pedindo licença a minha mãe e subimos.

- Como você tem coragem de falar isso, Justin?
- Falar o que?
- Aquilo.
- Ah, sua mãe não iria levar na malícia.
- Claro que não – disse, debochando.
- Para Angel. – ele riu de mim e sentei na cama.
- Parar com o que? Pensar que a minha mãe iria levar na malícia?
- Que droga. Queria que eu ficasse quieto?
- Não precisava. Mas não precisava falar que você queria saber a história do livro. É obvia a história.
- Mas eu não sabia! Só sabia que a mulher se apaixona pelo Grey e começa a sacanagem.

Ri dele e terminei meu sorvete.

- Você leria esse livro, Justin?
- Depende – disse ele, dando de ombros -, se fosse uma aposta, eu leria. Mas iria demorar uns dois anos para ler um livro daquele tamanho.
- Todo esse tempo? Mesmo?
- Tá, um ano.
- Eu demoro três dias para ler um livro daqueles.
- Não brinca.
- É sério.
- Você é anormal.
- Igual você, bobinho. 
- Não sou anormal e nem bobinho. – ele fez bico e ri dele.

awn ;3

- É sim, o meu bobinho.
- E o anormal?
- Ah, o anormal também.   

Apertei a bochecha dele e rimos muito. O resto da tarde foi assim, muita risada e eu o pegando de surpresa enquanto conversávamos – “Ah Angel! Você prometeu me avisar quando iria ler meus pensamentos!” -, mas eu nunca me lembro disso. Ele foi embora depois do jantar, dizendo que queria que eu fosse ao treino com ele amanhã. É claro que eu aceitei. Ainda mais pelo George querer que eu vá também. Não tive escolha.


Fiquei com a louça e subi, tomando banho e indo estudar sobre os Sparks. Mas não consegui. O que eu fiz nessa tarde com ele não saia da minha cabeça. Principalmente aquela parte da tarde. Não sei se era o poder que me fazia me sentir assim, mas era prazeroso vê-lo daquele jeito, tão vulnerável a mim.

Um sorriso tomou meus lábios e uni minhas mãos, procurando sobre os Sparks. Não tenho certeza se vou conseguir encontrar sobre isso, mas não custa tentar. Procurei um pouco no Google e encontrei uma coisa que achei interessante.

A introdução falava dos sonhadores em si, nos descrevendo e da história da Amy e do Carter. Dos quatro clãs e dos poderes que cada clã poderia adquirir, dependendo da sua descendência.

Começou com os Stubin. Desde a Amy e o Carter até os últimos Stubin encontrados, a Sra. Stubin e o Charlie. E que eles poderiam ser extintos, por não conseguirem descendentes com o sobrenome. Dizia que eles eram, de fato, os mais poderosos. A manipulação de elementos era a prioridade deles. Alguns sonhadores desse clã tinham poderes inestimáveis, podiam mover montanhas e mudar paisagens intocadas, fazendo o que bem entender, além de serem os mais frios dos quatro. A telepatia e a tortura andavam juntas com aqueles sonhadores.

Collins. Foram criados com a traição do Carter com uma mera humana, dando vida ao primeiro sonhador com esse sobrenome: Rafael Collins. Mais tarde, ele se casou com outra humana, que deu a luz para os famosos gêmeos dos Collins. Um casal. Wendy e Ronald. Os dois eram invencíveis. O mais incrível de tudo era que eles conseguiam conectar-se em um só, compartilhar os poderes e os usá-los com a carga dobrada.

O maior desastre que já foi registrado por esses garotos foi a morte de trinta pessoas em um parque de diversões por estarem brincando o pai de serem telepatas, conseguindo fazer as pessoas ali em volta entrarem em coma profundo e morrerem com o tamanho dano cerebral.
Os poderes eram mais relacionados à mente e com as diversas formas de manipulação que eles usavam com os seres humanos. Desde o lado mais obscuro da manipulação até a mais inocente, usado para arrancar as memórias agonizantes e jogá-la contra a vítima. Ou também a telepatia, usada do mesmo jeito que os gêmeos, porém de forma mais passiva.

Parei de ler. Por que a autora só se referia no lado mau dos sonhadores? Será que eles eram a “desgraça”, idolatrando os seus criadores? Salvei a página como um dos favoritos para ler mais tarde. Não pretendia dormir na cadeira outra vez e já era tarde.

Deitei-me e me cobri, me aconchegando na coberta e tentando refletir o que li ali. Ainda faltavam mais dois clãs, e teria que ter muita cabeça para continuar lendo aquilo. Adormeci um tempo depois, tentando assimilar as coisas que aconteceram hoje ao mesmo tempo.

***
Hey Geliebers! Feliz ano novo!   


HMM, Biebergasm again. Vou tentar controlar o meu lado safado, ok? haha! Angel safadinha é muito provocante, fala sério. E o Justin nem tava gostando, imagina! E essa história da Selena? Argh. Eu sei que eu tenho leitoras Selenators, mas vocês sabem muito bem que eu não gosto dela. Mas, vejam pelo lado bom, o Liam é mais vilão que ela na história. Aquele vadio u.u. E os clãs? Que medo, mano. Ainda tem muita coisa a se esclarecer.


Só continuo com mais de 30 comentários! *-* 

Eu fiquei muito feliz com os comentários de vocês, sério. Podem ter certeza, se um dia eu escrever um livro, vou dedicar ele a vocês. Vocês são uns amores e isso, com certeza, fez fechar meu ano com swag. Adoro vocês, com todo meu coração. Obrigado por todo o carinho, por vocês estarem sempre comigo desde o começo e também para as novas, que fiquem por bastante tempo! Sem dúvida, cada uma de vocês fazem parte das pessoas que alegram meu dia, me fazem sorrir, chorar, rir... De verdade, obrigada por tudo. E que 2013 venha com tudo! 

Ah, e eu estava pensando em postar aqui uma retrospectiva do meu ano, se não se importam. Eu sei que muitas nem vão ler, mas é para quem quiser conhecer um pouquinho de mim. 

Indicações:
http://www.fanficworld7.blogspot.com.br/
http://fanfictionbd.blogspot.com.br/ 
http://bluelovespinkbieber.blogspot.com.br/
http://i-love-imagine-belieber.blogspot.com.br/
http://www.imaginando-jasonmccan.blogspot.com.br/

Gostaram? Comentem!


Para um fim de post, uma frase para vocês. 

"Eu sei que é difícil manter o coração aberto, quando até mesmo os amigos parecem te machucar." 

 Guns N’ Roses. 

Axl nem é foda *o*

Amo vocês meninas! 
Beijos, da Gih. 

29.12.12

#IB - Little Angel: Capítulo 49

Este capítulo contém partes não indicadas para menores, ou seja, você lê se quiser, não irei te obrigar a nada. 

Desabafo no final do capítulo.

Que constrangedor. Logo na enfermaria. Tenho que parar com esses beijos em lugares indevidos.

Angel sorriu sem graça e desceu do meu colo, ficando de pé e de cabeça baixa para enfermeira. 

- Desculpe, eu fui a culpada. 
- Mentira dela, ela acordou e já fui a agarrando Hannah, desculpe. 
- Tudo bem meninos. Relaxem. Mas na enfermaria não é lugar para isso. 

Ambos assentimos e levantei da maca, deixando Hannah dar umas últimas olhadas em Angel. Fiquei escorado à parede e ela me lançava olhares enquanto a enfermeira media sua pressão e via sua temperatura. 

- Está tudo bem agora, Angela. 
- Obrigada Hannah. Você sempre me examina quando tenho essas crises doidas. 

Angel sorriu para a mulher e levantou da maca com um salto e foi até mim, passando pela porta com um sorriso travesso. 

- Obrigado, viu? - disse a ela, saindo da enfermaria em seguida. 

Não vi sinal dela no corredor e caminhei por ele, procurando o bilhete de autorização no bolso do casaco. Senti duas mãos cobrirem meu rosto e passei as minhas sobre elas, sentindo o anel de anjo em seu dedo anelar e sorri, me virando e a surpreendendo com um beijo. Sua mão estava sobre meu peitoral e desceu até meu abdômen, parando ali e parando nosso beijo, me olhando com certa luxúria com aqueles olhos penetrantes e encantadores. Eles estavam de uma cor mais viva, mais... hipnótica. Mordi meus lábios e ela ergueu uma sobrancelha, separando seu corpo do meu e correndo pelo corredor. 

Angela ria enquanto se esquivava de mim no corredor. Paramos no ginásio e vi o treinador George dando aula para as meninas, junto com a treinadora Carrie. Elas davam seus saltos e nós dois correndo pelos cantos da quadra até ouvirmos um berro vindo do George. 

- BIEBER! 
 gritou ele.  VEM AQUI AGORA!

Angel parou de correr e me olhou com uma cara de preocupação e fui até lá, contornando as garotas. 

- Sim treinador?   
- Matando aula? 
- Tenho permissão da Jamie. Eu fui buscar a Angel da enfermaria, treinador. Quer ver? 
- Não, não precisa. Não discuto com a palavra da Jamie - sorri com as palavras dele e o treinador olhou para o outro lado da quadra. - Ei Angela! - gritou ele, tomando a atenção dela - Venha cá, garota!

Meu anjo veio correndo e parou ao meu lado, com uma expressão aflita no rosto. George riu dela e sentou em sua cadeira, bebendo um pouco de água da sua garrafa. 

- Por que foi parar na enfermaria? 
- Desmaiei, professor. Fiquei com enxaqueca. É normal...
- Como assim normal, Angel? Ter enxaqueca não é normal.
- É meio que de família. Nessa idade, a minha mãe tinha essas crises e a minha avó também. Não precisa se preocupar, é só uma fase. 

O treinador deu de ombros, nos mandando sentar na arquibancada.

- Por que faltou o treino ontem, Sr. Bieber? 

Puta merda. Nem me lembrava que teria treino. 

- Mas já tinham desocupado a escola para os treinos? 
- Já. Eu avisei que os treinos não seriam cancelados. 
- Foi por minha causa, George. Eu tive uma crise tão forte na segunda que fui parar no hospital. Apaguei por dois dias. E ele ficou lá, me esperando acordar. 
- Verdade. Quase morri do coração.
- E você fala para eu não me preocupar! - disse ele, erguendo os braços. 

Angel riu dele e sorriu para o treinador. Ergueu uma sobrancelha a ele e o homem sorriu em seguida. 

- Minha mãe prometeu que as fortes são mais raras. E a fase já está no final. Eu falei sério quando disse que não era para se preocupar. 
- Então tá. Acredito em você, Angel. Decidiu se vai entrar para o grupo das garotas? - ele apontou para as líderes de torcida e Angel sorriu, negando. 
- Elas não vão precisar de mim. Já estão muito bem sem a minha presença. Se eu me alistasse, iria ser o desastre. E também não gosto muito de ficar saltando, dançando e animando torcidas. Prefiro meus livros. 

Rimos dela e ficamos em silêncio. Olhei para Angela, que olhava para as garotas com certa admiração. Vi Selena ali e as amigas dela, que me olhavam todas com aquele olhar nojento. Principalmente a Selena. Revirei os olhos e Angel se virou para mim, me olhando aflita. 

- Você tem permissão para ficar fora da aula, mas eu não. Tenho que voltar, Justin.
- Com certeza o Turner deve ter avisado ao seu próximo professor, Angel. Não se preocupe. Qualquer coisa, eu peço para a Jamie pegar uma para você também.
- Ok. Podemos ir agora? Não queria perder muita aula. Já perdi um dia todo. 
- Podemos sim. Vai ter treino amanhã, treinador? 
- Vai sim. Esteja aqui às três. 
- Estarei sim. Até amanhã treinador. 
- Até. Estará aqui também, Angel?
- Ah, não sei ao certo. Se o senhor quiser que eu venha...
- É claro que adoraria sua companhia. Se puder, será bem vinda. 
- Obrigada treinador. 

Saímos da quadra de mãos dadas e a levei na sala de Jamie para pegar outro aviso com ela. Ao ver Angela, ela levantou de sua cadeira e abraçou a garota e elas conversavam sobre sua mãe e Carly. Cruzei os braços, vendo que fiquei excluído e pigarreei, fazendo Angel se virar e rir, andando até mim e beijando minha bochecha. 

- Desculpe. Faz um tempinho que não falava com a Jamie. 

Sorri fracamente a ela e Angel me abraçou, vendo meu ciúme. 

- Jamie, eu gostaria de saber se você...
- Pode deixar, eu faço sim.                                            

Ela abriu a boca para falar, mas fechou e cruzou os braços, se rendendo. Jamie sabia que nós viríamos. A mulher escreveu em um papel da mesma cor que o meu e o entregou para Angela, que sorriu agradecida. 

- Obrigada Jamie. 
- Não há de que, querida. E se alguém protestar...
- Só se for comigo, né? Porque com a Angel nenhum professor falaria isso.   

Jamie sorriu e Angel me olhou com uma cara muito fofa. Mordi os lábios e a abracei, sorrindo. Deixamos a sala da Jamie e a deixei em sua sala. Ela teria aula de História agora. E eu de Física. Maldita Física. Despedi-me dela com um selinho e ela prometeu me encontrar no refeitório. 

Fui para a minha sala depois de ter ido à do Carter e pegado meus livros e explicando a ele a minha ausência. Estava feliz por ter "matado" algumas aulas hoje. Bati na porta e entrei com um sorriso amarelo para o professor Harper e ele me olhou bravo. 

- Professor, eu posso explicar a minha demora. Aqui a minha autorização. 

Sr. Harper leu o papelzinho e me olhou com as sobrancelhas erguidas. Jamie sempre assinava as suas autorizações e as carimbava para que os alunos não copiassem, apesar de alguns espertos fazerem o carimbo da Jamie, mas, nunca conseguem.

- Tudo bem, pode entrar.

Sentei em uma carteira vaga e fui copiando o que ele passava no quadro. Fiquei meio disperso, lembrando do beijo que Angel me deu e me senti excitado no mesmo segundo. E me lembrei daquele lingerie branco e daquele corpo e mordi os lábios com vontade, com sede de luxúria. Precisava sentir aquilo de novo, aquele calor que trocávamos na ficção de nossos corpos e aquele sabor indescritível de sua boca. Sentia meu amigão surtar embaixo da minha cueca e ergui a mão, olhando para o professor com uma cara simplesmente abobada.

- Posso ir ao banheiro? – perguntei, esperando que a resposta dele fosse um sim.
- Vá logo, Bieber.

Levantei e fui correndo ao banheiro. Respirava ofegante, precisava descarregar meus hormônios. Entrei em uma das cabines e tombei minha cabeça para trás, ainda com a respiração irregular. Deslizei minha mão em meu membro ereto ainda coberto pela calça jeans e mordi os lábios. Uma parte de mim falava sim e a outra não. Tipo aqueles anjos e os diabos que ficam no seu ombro, te dizendo o que fazer. Coloquei minha mão dentro da cueca e senti as veias saltadas dele, tocando levemente em seu início e o acariciando.

Mordi os lábios firmemente e comecei um vai e vem ligeiro com minha mão, imaginando cenas da Angel que nunca tinha antes. Maldito pecado. Malditos pensamentos. Que corpo, meu deus. Que olhar. Como ela consegue ser tão sexy e ser ingênua ao mesmo tempo? Revirei os olhos de prazer e uma explosão quente invadiu minha mão. Continuei os movimentos, porém mais devagar enquanto gozava. Que incrível.

Preciso repetir a dose.

Só falta a Angel me dar mais beijos quentes.

Saí da cabine e dei de cara com o Chaz ali. Olhamos uns para os outros desconfiados e ele olhou minhas mãos, que escondi no mesmo segundo. Chaz começou a rir feito um doido e revirei os olhos.

- Não acredito que saiu da aula pra isso!
- Era necessário. Você não entende o que eu passei, cara. Se você visse o beijo que a Angel me deu alguns minutos, você não riria de mim.

Chaz me olhou confuso enquanto lavava minhas mãos.

- Como assim? Vocês não deveriam estar na aula?
- Ela desmaiou de novo e eu fui à enfermaria vê-la. E lá foi a Angel me beijar assim que acordou. Que beijo, Chaz. Já estou ficando excitado de novo.

Mordi os lábios e fechei os olhos, suspirando. Ele me deu tapas nas costas e riu em seguida.

- Cara, por isso que eu sempre digo: nunca se sabe do que esperar das santas. Nunca. Na maioria, elas são tão safadas quanto às vadias. E excitam muito mais a gente.
- Verdade. Que louco. Enfim... tenho que voltar. Já perdi metade da aula do Harper.
- Então corre se não quiser ficar de castigo.
- Te vejo no refeitório.
- Ok.

Fui até a sala novamente e sentei no meu lugar. Esse foi o terceiro melhor dia da minha vida. Quem sabe ainda acontecem mais coisas para torná-lo especial. Sorri convencido e reiniciei a copiar as fórmulas do quarto e a fazer os malditos exercícios.

Mode Angel on*

Nunca me senti tão estranha quanto quando acordei. Sentia-me mais... sedutora, sei lá. O sonho que tive com a minha mãe foi tão curto, mas consegui captar a mensagem. E fiz o que ela mandou direitinho. O Justin ficou louco. Quem diria que a manipulação de pessoas era tão... fácil. Também, é fácil seduzir um homem.

Sedução: a habilidade de manipular/seduzir a pessoa apenas com o olhar ou com a voz.  

Dei de ombros e fui andando pelo corredor, entrando no refeitório. Peguei a fila para pegar o almoço e adivinha só quem estava do meu lado, me olhando com uma cara de nojo com as amigas ao lado.

Selena.

- Não sabia que estava com o Bieber. – disse ela, erguendo uma sobrancelha.
- É, estou sim. Já faz um mês. Estamos namorando.

Fui pegando as coisas naturalmente e rindo por dentro. Dava até dó da cara dela quando eu disse “estamos namorando”.

- Namorando? Mas, o Justin não namora. – ela disse em um tom sarcástico.

Mostrei minha mão a ela, com o anel de anjo e sorri de relance, saindo da fila. Mordi os lábios ao ver a cara dela com um misto de surpresa e tristeza, e das amiguinhas dela também. Nossa, eu fiz isso mesmo? Zombei de alguém? Olhei para baixo, um pouco aflita. Não deveria ter feito isso. Senti tocarem meu ombro e ergui a cabeça, vendo Jenny e David. Eles sorriam para mim e sorri de volta, fracamente.

- O que foi Angel? – perguntou Jenny – Parece preocupada.
- Eu preciso contar umas coisas para vocês, mas terão que prometer não contar isso a ninguém, ok?
- Nossa, é tão sério assim?
- É. Vamos achar uma mesa?
- Claro.

Achamos uma mesa e sentamos. Bebi um gole do meu suco e mordi os lábios, pensando em onde começar.

- Eu to namorando o Justin. Olhem.

Mostrei minha mão com o anel e Jenny me olhou histérica, sorrindo de orelha a orelha. David sorriu satisfeito e bebeu um pouco do seu suco também.

- Meu Deus, Angel! Que lindo! E quando foi isso?
- Domingo. Eu dormi na casa dele de tanto a Pattie insistir, mas era porque eles fizeram um acampamento no jardim, só para nós dois. Que fofo, né?
- Demais! Ah, e como foi?
- Ele fez uma serenata pra mim e me deu o anel. Quase morri de tanto chorar.

David riu baixinho e Jenny apertou minha mão, sorrindo.

- Nossa, que bom Angel!
- E eu achando que o Justin iria ser um canalha eterno. – disse David, mordendo seu sanduíche.
- Ei David! Não fala assim do namorado dela!
- Tá tudo bem Jenny. Esse Justin não existe mais. Agora ele é o Justin romântico.

Sorri sem graça e abaixei a cabeça, sentindo taparem meus olhos. Franzi o cenho e coloquei as minhas mãos sobre as que cobriam meu rosto. Como não reconhecer essas mãos? Sorri gentil e as tirei de meu rosto, virando e envolvendo sua cintura com meus braços.

- E ai Jenny e David! – disse Justin, tocando com David e piscando para a Jenny.
- E ai Bieber! – os dois disseram em coro e ri deles.
- Melhorou amor? – sua voz soou suave que me deixou nas nuvens, sério.
- Estou melhorzinha.  respondi, ainda no céu.  O seu professor brigou com você?
- Não, ainda bem. A autorização da Jamie é infalível.
- Por que autorização da Jamie? – perguntou David.
- Ah, eu desmaiei de novo – disse, revirando os olhos -, igual àquela vez. E avisaram o Justin e ele teve que pegar a autorização para poder me ver durante a aula.
- Ah sim. Mas você já está melhor, não é?
- Claro. Melhor impossível. Tem notícias da Carol?
- Não. – disse Jenny.
- Ah, eu vi ela agorinha. – comentou David – Estava conversando com a Selena.
- Com a Sel? Por quê? – perguntou Justin.  
- Não sei. Elas só estavam conversando.
- A Carol não suporta a Selena de jeito nenhum. – disse Jenny – Isso é muito estranho.
- Merda. – sussurrei.

Conseguia ler os pensamentos da Selena só de pensar nela. Eram tão cruéis. Não devia ter feito aquilo com ela. É tudo culpa minha. Justin acariciou meu rosto com uma expressão aflita e respirei fundo, vendo outro obstáculo a ter que enfrentar para conseguir ser feliz.


***

Hey Geliebers! 

Meu deus. Biebergasm infinita. Justin super safado ;9. Se só com um beijo ele fica assim, imagina com mais? HMMM. Ando muito safada esses dias, hein? haha. 

E essa história de Selena e Carol? Já não basta o Liam! O que será que a Angel leu nos pensamentos da Sel? Ah, e um dos poderes novos da Angel é a Sedução, o que eu coloquei em itálico. É uma forma de manipulação de pessoas. E ainda tem muito mais poderes! Curiosas? (; 

Só continuo com mais de 30 comentários, hein? *-*

Resposta para a Ana, mais conhecida como Blueandpink. 

Vou te falar uma coisa, girl. Não sei porque, mas em todas as postagens minhas, sem exceção, eu espero o seu comentário. Sei lá, eu me identifico com ele e com você. Que estranho, não? Eu comecei a ler seu blog há um tempinho, mas só fui comentar agora '-' É legal a sua história >< Te acho tão culta por meio das palavras e isso me encanta um pouco.  Você tem um lugar especial no meu coração, Ana. Queria entrar em contanto mais com você, se pudesse. ^^ 

Ah, e obrigado! Também desejo a você muitas felicidades nesse ano que está vindo mais rápido que nunca. Te adoro, sério. O seu jeito de comentar me deixa fascinada. Você fala a sua opinião e ainda me elogia. Até sorrio depois que leio ele. LOL. Enfim... Continue assim, hein! 

Não que as outras não elogiem e não são especiais, cada uma tem um lugar no meu coração. Vamos comparar assim: 

Digamos que eu sou o sexy ft gostoso do Justin (nunca que eu conseguiria ser talentoso igual a ele, mas é só uma comparação) e vocês são as minhas beliebers. 

Igualzinho, cara. Eu tenho um amor tão grande por vocês que, eu sinto a necessidade de ajudar cada uma, com o que precisar. Algumas de vocês sabem o que eu já fiz, né? Não vou citar nomes. Mas vocês sabem que podem contar comigo. Na página de "Contato", tem praticamente todas as minha redes sociais, menos meu telefone porque a minha mãe não me deixaria colocar, mas é impossível não entrar em contato comigo. Já tem o blog, mais o Twitter, MSN, Tumblr, WeHeartIt, Facebook... Só não tenho ask porque tenho preguiça de criar e instagram criei tipo, há alguns dias atrás. Não coloquei ainda porque não sei mexer nessa coisa. 

Enfim... falei demais. shauhasius Espero que tenha entendido o meu recado, Ana. (:  

Resposta para a Layza:

Claro que eu posso esperar. Já esperei todo esse tempo tentando um milhão de vezes, posso esperar mais um pouco! haha. Já mandei o e-mail, viu? (: 

Beijo! 

Reposta para a Ourpridejb:

Girl, eu só sei que ela pagou 48,50 dólares no de 50 ml. Ela disse pra mim que, depois de ter comprado, foi em outra loja que eu não tenho ideia do nome, de um amigo do namorado dela, e tava 45,50 dólares o de 100 ml. Eu vou ver com ela o nome da loja, ok? Agora não dá porque ela foi para um rancho e lá não pega celular. Quando ela chegar, eu pergunto e te respondo na próxima postagem, pode ser? *-*

Resposta para a Fernanda e para Vitória. 

Meninas, vocês não tem ideia de como ouvir isso é muito bom. Eu me sinto tão bem, como se eu tivesse mesmo a capacidade de escrever um livro e conseguir vender bastante as minhas "obras". É um dos meus sonhos que entra na mesma lista que a de conhecer o Justin. Aquela que eu nunca vou deixar de acreditar para realizar. Quem sabe, ano que vem, isso aconteça? Um livro com uma das minhas histórias? Seria incrível. Mas também pode demorar. Eu só tenho 14 anos, para a Fernanda que perguntou. E sei lá, muitas pessoas a minha volta só falam para eu mergulhar de cabeça nos estudos, me qualificar. Eu sei que isso é importante, e é algo que eu vou fazer. Esses dias mesmo a minha madrinha me perguntou que faculdade que eu queria fazer, e eu disse que queria Letras, para melhorar meu português, entrar na área de literatura e ser escritora. É claro que eu não contei para ela sobre o meu ser escritor que tem dentro de mim e do blog, só disse que adorava escrever e pronto.  E ela simplesmente me jogou na cara. 

"Letras? Pra que? Você tem que fazer algo que te dê uma renda. Se for fazer Letras, só para se for para Línguas, né? Saber mais de três línguas é crucial hoje. Que tal Direito? Direito você consegue entrar em várias áreas e a renda é ótima." 

E a vontade de chorar que eu fiquei? Por que as pessoas só pensam no dinheiro? Mas que merda de Brasil é esse, gente? Eu só concordei com uma dor no coração. Eu quero fazer algo que me faça bem, não pelo dinheiro. Que eu more embaixo do viaduto, mas vou estar escrevendo em um caderninho! Nunca, na vida, vou parar com isso. É a minha vida e eu me vejo fazendo isso. Nem que eu use esse meu "dom" para outras áreas, como Jornalismo, colunista em revistas famosas, sei lá! Mas eu queria ser conhecida como os nossos escritores brasileiros, Machado e José de Alencar, apesar de ser mais fã do Nicholas. Eu já estou tentando fazer o meu livro, chamado The Skater Girl, como o nome da minha história. O problema é que a garota que me fez a proposta mora no Rio de Janeiro e eu aqui, no Mato Grosso. Legal isso, né? Eu sei que sonhos não tem barreiras quando você acredita, mas fica difícil quando ninguém da a mínima pra você. E isso dói muito. Bem, o que me resta é ter fé e não deixar de tentar, por que, do mesmo jeito que o meu 2012 foi marcante, o meu 2013 vai ser inesquecível. Falei demais de novo, masok.  

Notas: 


Vamos contar, até agora, os poderes da Angel? 

Telepatia:

- Leitura de pensamentos;
- Comunicação telepática.

Manipulação: 

- Sedução. 

Aura equilibrada ou aura de cor branca. 

Acho que é só isso, até agora. Ainda tem vários por vir, haha. Morram de curiosidade, muahahaha

Indicações:

Gostaram? Comentem!

Para um fim de post, uma frase para vocês. 

"Erros, erros. Às vezes parece que isso é tudo que sou capaz."
 A Menina que Roubava Livros 

True story :/

Amo vocês meninas! 
Beijos, da Gih.