5.1.13

#IB - Little Angel: Capítulo 53

Aviso no final do capítulo.

Sábado. Acordei super bem, apesar de ontem não conseguir dormir por não parar de pensar nos Sparks. Minha mãe não me contou o que disse que contaria e isso é outra coisa que me preocupou mais ainda. Não tive vontade nem de ler aquele blog na internet. Dava-me arrepios só de pensar. Precisava fazer algo que me dispersasse desses pensamentos, e eu sei muito bem o que.

Tomei um banho relaxante e passei meu hidratante que o Justin tanto gosta. Queria estar com ele agora. Coloquei um vestido e prendi meu cabelo em um rabo alto e soltinho.


Desci as escadas e vi minha mãe na cozinha, tomando café e lendo seu livro. Sorri, mordendo os lábios e peguei uma xícara para mim e despejando café nela. O aroma forte me invadia as narinas. Adoro café. Sentei em uma das cadeiras e só assim ela me notou.

- Ah, bom dia filha.
- Bom dia mãe. Está tão bom assim? – perguntei, segurando o riso.
- Está sim. Contou ao Justin sobre o vestido?
- Contei. Ele ficou curioso.
- Imaginei que ficasse. – ela olhou para mim enquanto tomava meu café e ela ergueu uma das sobrancelhas. – Vai a casa dele?  
- Quem dera. Mas ele não estaria acordado à uma hora dessas em um sábado. Vou naquele hospital para crianças deficientes.
- Ah, tudo bem. Vai voltar para o almoço?
- Vou comer lá com eles. Faz bastante tempo que não vou lá, então vou passar à tarde para compensar.
- Ok. Se precisar de mim, é só ligar, você sabe. E quando chegar, vamos conversar sobre ontem.

Assenti, terminando de tomar meu café e subi para escovar os dentes e pegar meu celular. Despedi-me de minha mãe e fui a pé mesmo. É um pouco longe, mas quero andar pela cidade. Encontrei a Sra. Harold e falamos sobre suas roseiras impecáveis. Topei com uma amiga da minha mãe, a Lauren, e ela insistiu em me levar até o hospital, mas eu neguei. Precisava me distrair um pouco, pelo menos até a hora de conversar com a minha mãe.

Andava pela calçada e via as pessoas passando com suas sacolas de compras, rindo. Outras já estavam apressadas, estressadas. Crianças chorando e rindo no colo das mães. Homens bebendo no bar logo cedo. Garotas no salão e lendo revistas dos famosos e fofocando. Idosos fazendo suas compras do mercado. Dobrei a esquina, vendo um homem sentado no chão, com uma expressão de tristeza no rosto e com um cartaz de papelão escrito “um centavo ou um sorriso”. Suas roupas sujas e rasgadas falavam o tempo que passou ali. Parei na frente dele e sorri, procurando dinheiro na minha bolsa. Tinha vinte dólares. Peguei dez e dei para o homem, que sorriu em seguida.

- Você é muito gentil, mocinha.
- Imagina. Você deve estar com sede e com fome, não é?
- E muita. Há dias que não como.
- Vem, eu te pago pelo menos um lanche.
- Está falando sério?
- Por que eu brincaria? Anda, levanta. Eu conheço uma lanchonete aqui perto.

Ele me olhava estranhando, mas sorriu quando vi que não estava brincando. Levei-o até a lanchonete do Sr. Morris e pedi um misto quente e uma garrafa d’água. Já ajudei o Sr. Morris a limpar a sua lanchonete duas vezes na semana por dois meses. Ele estava sem funcionários para a limpeza e, até contratar um, decidi ajudá-lo.

Não demorou até o Sr. Morris me entregar o lanche e entreguei-o para o homem, que comeu com vontade. Entreguei a garrafa de água também e já paguei as duas coisas.

- Você gosta de crianças? – perguntei a ele, com uma ideia circulando em minha mente.
- Adoro. Se pudesse, teria filhos. Por quê?
- Bem, eu estou indo para um hospital de crianças deficientes e eles podem te abrigar se você ajudar a cuidar das crianças. Eu ajudo você a trabalhar lá, se quiser. Conheço o pessoal de lá há um bom tempo.

O homem me olhou com os olhos brilhando.

- Você não está brincando... não é? – ele perguntou com um sorriso no rosto.
- É sério. É a alguns minutos daqui, se quiser ir comigo, já podemos ir.

Ele me olhou entusiasmado e assentiu. Sorri para ele e deixamos a lanchonete do Sr. Morris, indo para o hospital.

- Por que está fazendo tudo isso comigo, mocinha? Você nem sabe meu nome!
- Eu gosto de ajudar as pessoas. Eu me sinto mal quando vejo alguém necessitando de ajuda e eu não poder fazer nada. E já que surgiu a oportunidade, estou te ajudando. Ah, e como é seu nome? – perguntei, sorrindo.
- Bryan. E o seu?
- Angela. Mas pode me chamar de Angel.
- Tudo bem, Angel. Obrigado por estar fazendo tudo isso. Quem diria que uma mocinha que tem idade para se minha filha me tirou da rua.
- Não há de que, Bryan. Só de saber que você não está mais vivendo daquele jeito... eu já vou dormir melhor.

Rimos e parei na frente de uma vitrine de uma livraria. E ela era enorme. Como eu não tinha visto ela antes? Conheço essa cidade de trás para frente. Deve ser nova.

- Hm, Bryan?
- Sim?
- Eu posso dar uma olhadinha nos livros?
- Menina, é você que está me levando. Eu vou fazer o que mandar!
Sorri, sem graça. – Então tá! Mas será rapidinho. Vem comigo.

Entramos na livraria e literalmente corri para a seção de romances. Olhava para os livros com uma cara abobada. E senti me cutucarem. Olhei para trás um pouco sem graça e sorri envergonhada. Uma mulher de cabelos longos e negros veio me atender.

- Posso ajudar, mocinha?
- Hm... pode sim. Vocês têm algum livro sobre ficção científica? Tipo, super poderes e tal?
- Vou dar uma olhada. Quer algum de romance também?
Sorri sem graça – Não, é que eu sempre faço isso quando venho em uma livraria. Neles eu só vou dar uma olhada.
- Ok. Já venho com os seus livros.

Assenti e Bryan veio até mim, olhando todos aqueles livros, boquiaberto.  

- Eu já li quase todos eles. – disse, tentando achar um que não tivesse lido ainda.
- Todos esses?! Você deve ser muito rica, então!
Ri dele e neguei. – Ao contrário de muitas meninas, que gastam sua mesada só com roupas e maquiagem, eu prefiro gastar a minha com livros. Conhecimento. Isso sim é algo de valor.
- Isso que você falou é verdade...
- Ah! Esse eu não li ainda! – disse, pegando o livro da enorme estante e olhando sua capa. – Desculpa, te interrompi. Pode falar, Bryan.
- Não, só iria dizer que o conhecimento vale mais que uma roupa de mil reais que você vai usar só uma vez.

Assenti, analisando a capa do livro. A vidente, de Hannah Howell. Que interessante.

- E é a mais pura das verdades. Esse livro parece ser legal. Droga, vou ter que decidir em qual levar agora.
- Aqui menina. – disse a mulher, me mostrando alguns livros – Esse fala de uma história de quatro clãs de humanos sobrenaturais. E esse aqui de um romance envolvendo super poderes com os personagens da história.

Peguei o livro que ela disse sobre os quatro clãs e entreguei o outro que estava na minha mão para Bryan, que olhou curioso para o livro que eu segurava. Ele era parecido com o da Sra. Stubin. Só que a capa era de um azul real, mas os detalhes em dourado e as letras de “contos de fadas” eram as mesmas.

- Livro dos sonhos... – li o título e senti um arrepio na espinha. Preciso desse livro. – Quando está? Acho que vou levar esse. Ah, e conta com esse aqui também – mostrando o livro que estava nas mãos de Bryan -, vou levar os dois.
- Tudo bem.

A mulher pegou os livros e os levou ao caixa. Andei até lá também e Bryan me seguiu. Paguei os livros e fomos embora. Voltamos ao caminho do hospital. Não faltava muito para chegarmos lá. Umas três quadras.

Preciso saber o que tem naquele livro. Preciso saber sobre os Sparks. Quero saber o que minha mãe tem a me falar de tão grave.

- Angela?

Olhei assustada para Bryan e sorri, voltando a mim.

- Sim?
- Você está bem? Ficou pálida do nada.
- Ah... não é nada. Só estou me lembrando de umas coisas.
- Hm. Posso pergunta uma coisa?
- Claro!
- Por que você ficou assustada quando viu aquele livro? Pareceu ver um fantasma.
Ri dele e mordi os lábios, tensa. – Lembrei-me de uma coisa do meu passado, só isso. Era como se já tivesse visto aquele livro em algum lugar, e acabei me lembrando de uma coisa que não deveria lembrar.
- Entendo. Trauma do passado?
- É até que recente, se quer saber. Muitas coisas mudaram na minha vida em tão pouco tempo...
- Na minha vida também. Eu sei que tenho idade para ser seu pai, mas fiz muitas coisas erradas e me arrependo disso. Fui parar na rua por não conseguir pagar meu aluguel, gastando meu dinheiro com a bebida. Vendi até meu carro, minhas roupas, mas não consegui. Vivo da bondade das pessoas.
- Vivia, não é? Agora, não mais. Você vai ser um trabalho seu e uma casa para morar. Aquelas crianças são perfeitas. Você vai adorar lá.
Ele sorriu orgulhoso e assentiu. – Obrigada mais uma vez, Angela. Você fez meu dia. Deu-me dinheiro, me pagou um lanche e ainda vai me levar para um lugar onde terei onde dormir bem e comer bem, ainda fazendo o que gosto? Você é um anjo!
Sorri sem graça. – Já disse que não foi nada. Ah, chegamos!

Parei na frente da porta do hospital, lembrando de tudo que passei ali e abri a porta, vendo Thomas. Ele sorriu para mim e entramos.

- Angel! As crianças vão amar saber que está aqui. E quem é esse senhor?
- É sobre ele que precisamos conversar. Enquanto isso... pode deixá-lo ver as crianças? Diga que é um amigo meu.
- É claro. Senhor, pode me acompanhar?

Bryan assentiu ansioso e sorri para ele, que foi junto de Thomas. Senti esbarrarem em minhas pernas e olhei para baixo, vendo um menino de cadeira de rodas. Sua pele morena e seus olhos inocentes me lembravam uma criança que ajudei há muito tempo aqui no hospital. Esse eu ainda não conhecia. Sorri para ele e abaixei, ficando da sua altura.

- Oi – disse ele, sorrindo.
- Olá. Como é seu nome?
- Johnny.
- Johnny! Que lindo nome! Quantos anos você tem, Johnny?
- Tenho seis.
- Seis? Que legal. Veio quando para cá?
- Tem alguns meses. Acho que três.
- Então é por isso que não te conhecia. Faz três meses que não venho aqui. Bem, agora que nos conhecemos... o que quer fazer?
- Te mostrar para a minha irmã.
- Tudo bem então. Vamos ver sua irmã. Quer que eu empurre sua cadeira ou você quer ir sozinho?
- Eu vou sozinho. Eu te levo lá.

Assenti, levantando e seguindo o garoto. Eu passava pelos corredores e via as crianças nas macas, tomando soro, e outras em salas de lazer e fisioterapia. Sorria a cada porta e janela aberta que via. Elas pareciam tão felizes, apesar de todos os problemas. Johnny entrou em uma sala de brinquedos e uma menina andava segurando um andador e com uma instrutora atrás da garota. Ela tinha os cabelos cacheados, e a pele morena como a do irmão. Sorri ao ver que ela parou de andar para nos ver e fui até ela, parando na frente do andador.

- Olá! Seu irmão disse que queria que eu fosse te ver. Como é seu nome, linda?
Ela sorriu de orelha a orelha. - Jessie. E o seu?
- Me chamo Angela. Por que queria me ver, Jessie?

Escutei um barulho de choro e olhei para a instrutora, vendo que ela tinha lágrimas nos olhos.

- Meu deus, o que aconteceu? – perguntei assustada.
- Ela nunca sorriu desde que veio aqui. Sempre ficou de cara fechada, mesmo que o irmão dela fizesse gracinhas e nós também. O que você fez para fazê-la sorrir?
- Ela é mágica, tia Katrina. – respondeu a menina, me abraçando com o andador entre nós. Sentia meus olhos lacrimejarem também.
- Não sorria? – respondi, sorrindo em meio à emoção.
- Não. Nunca a vi sorrindo. E olha que eu não desgrudo dessa menina por nada. Você é um anjo, Angela.

Não conseguia nem falar. A garota sorria para mim e funguei, tentando não morrer de chorar.

- Angel?

Olhei para a porta e vi Thomas. Ele ficou boquiaberto e olhou para a instrutora.

- Não acredito.
- É isso que você está vendo, Thomas. A Jessie está sorrindo!

O rapaz me olhou espantado e sorri, me libertando dos braços da menina. Sequei meu rosto e olhei para ele, deixando mais algumas lágrimas escaparem.

- Como você fez isso? – a voz dele era vacilante. – Eu já tentei de todos os jeitos possíveis fazer essa menina sorrir!
- Eu só entrei aqui porque o Johnny me disse que a irmã dele queria me ver. E eu só perguntei o nome dela! – eu chorava feito um bebê.

Thomas também começou a chorar. Sentia minha pele arrepiar e olhei para a menina outra vez, que não parava de sorrir.

- Ela é um anjo, tio Thomas. Eu consigo ver as asas dela.
- Ai meu deus... – sussurrei, sentando no chão. – Thomas, eu preciso falar com você sobre o Bryan. É... Jessie, eu já volto, está bem? Fica aqui com o seu irmão, tá bom?
- Tudo bem. Vou te esperar.

Levantei do chão e sai da sala, atordoada. Eu não ouvi isso. Thomas me seguiu e sentei na primeira cadeira que vi, chorando mais e mais.

- Angela, você... o que você é?
- Nem eu sei mais, Thomas. – disse, levantando da cadeira.

Olhei para o rapaz e minha visão ficou toda borrada. E minha cabeça latejava.

- Ah, mas que merda. – disse, colocando a mão na cabeça.
- O que foi?
- Só me segura, tá? Porque eu vou desmaiar de novo.

Ele me olhou assustado e me abraçou, me levando para a sala dele, até que apaguei em seus braços.
[...] 

Sentia minha cabeça doer muito. Molhei os lábios, abrindo os olhos lentamente. Estava deitada em uma cama. Olhei o lugar que estava e vi Thomas, me olhando preocupado. Ele levantou e me abraçou fortemente, me fazendo estranhar o ato. Libertei-me de seu abraço e vi que o rapaz chorava. Sorri para ele e sequei seu rosto, colocando minhas mãos em meu colo logo em seguida.

- O Bryan me falou sobre o que quis fazer com ele. O quarto dele é ao lado do meu e ele está com as crianças.
- Ótimo. – suspirei, colocando minhas mãos em meu rosto, apoiando meus cotovelos em minhas pernas. – Eu disse que veria a Jessie, mas acabei desmaiando...
- Não se preocupe. Ela está dormindo agora. Ela e o Johnny.

Assenti, levantando da cama com dificuldade. Minhas pernas bambeavam. Não conseguia digerir o que ouvi da Jessie. As palavras dela ecoavam na minha mente.

- Pode responder a minha pergunta agora?

Virei para o rapaz, que tinha uma expressão agonizante no rosto. Sentei no chão mesmo, respirando fundo.

- Que droga – sussurrei para mim mesma. – É o seguinte, Thomas. Eu não sei o que está acontecendo comigo. Não sei se o que a Jessie disse é verdade ou só uma brincadeira de criança, mas humana eu não sou. Não mais.

Ele me olhava confuso.

- Sabe por que desmaio constantemente? Venho de uma linhagem de humanos que contêm super poderes. E os efeitos colaterais são esses. Enxaquecas, desmaios freqüentes. Até vomitei ontem, se quer saber. E é bom você ficar de boca calada sobre isso, ok? Nem iria te contar, mas confio em você.   
- Super poderes?
- Eu não voo, não sou super forte e nem tenho super agilidade. Só sou telepata. Mas a história de anjo eu não tenho ideia do que seja.

Thomas franziu o cenho, levantando da cama.

- Então é algo de família?
- Sim. Vamos dizer que só quatro famílias podem, ou não, designar poderes. Dependem dos seus descendentes. A minha pode.
- Entendo. Mas o que será que a Jessie associou às asas de anjo?
- Bem... o único que eu sei é que meu apelido é Angel. E ganhei um anel de compromisso com as asas.
- Você não tem mais poderes?
- Eu consigo te manipular por meio da sedução, se quiser. E tenho a aura equilibrada. Mas nunca entendi o que isso significa.
- Pelo o que eu sei sobre as auras, é que elas afetam até as pessoas à volta se forem muito fortes. Eles associam as auras com as cores. No caso, a equilibrada é a branca. A preta é a pior, que só passa negatividade para o outro, que a pessoa sente que a pessoa é maldosa ou não está bem.
- E o que o branco significa?
- É como se fosse a junção de todas as cores, tirando o lado negro da coisa, é claro. Alguns dizem que a pessoa que possui a aura branca tem o dom da cura, dependendo do grau de pureza da pessoa. É a melhor das auras Angel, que faz você se sentir bem ao estar com a pessoa. Só a presença da pessoa já muda o ar.

Assenti assimilando as palavras dele e me levantei, andando de um lado para o outro com uma de minhas mãos em meu queixo.

- Eu posso ter entrado na sala e ela ter se sentido melhor consigo mesma e sorrido. Mas que sentido isso tem com as asas de anjo?
- Pode só ser uma brincadeira, Angela.
- Antes de você entrar, ela disse que eu era uma mágica, e depois que eu era um anjo e conseguia ver minhas “asas”. Eu não acho que foi brincadeira, Thomas. Eu preciso conversar com essa menina.
- Agora ela está dormindo, Angel.

Ficamos um bom tempo em silêncio.

- Eu dormi por quanto tempo?
- Você estava dormindo?
- Só responde Thomas.
- Duas horas e meia.
- Meu deus. Hm... sobre eu “dormir”, é que eu entro em um estado de dormência. E tenho sonhos relacionados aos poderes, ou às vezes com sonhadores mesmo.
- Sonhadores?
- Eu sou uma sonhadora. Eles deram esse nome pelo primeiro casal com poderes, que tinha o poder de se infiltrar nos sonhos das pessoas, contra sua vontade ou por vontade própria.
- E você tem esse poder?
- Até agora não. Mas minha mãe disse que depois da minha quase morte, os meus próximos desmaios indicavam os poderes que eu iria ganhar. Até agora foram quatro desmaios.  E só descobri os poderes que ganhei com dois deles.

Ele sorriu levemente e parei de andar. Parei na frente dele e o abracei com vontade. Sabe aqueles momentos que você precisa de um abraço? Então. Era isso que eu sentia no momento.

- Eu tenho que ir para casa – disse, me soltando dos braços dele. -, diga ao Bryan que vou começar a visitar aqui com mais frequência e peça desculpas às crianças. Queria ter as visto. Mas realmente não posso no momento.
- Não se preocupe, eu digo a eles. Quando pretende vir novamente?
- Não tenho ideia. Quando me sobrar um tempo eu volto. Mas prometo ser rápido.

Thomas assentiu e me levou até a porta do hospital. Despedi-me com um gesto de cabeça e ele fez o mesmo. Andei sem nem olhar para o caminho. Não estava com vontade de prestar atenção nas pessoas, como sempre faço.

Precisava entender toda essa história.

E conversar com minha mãe.

E ler meu livro sobre os sonhadores.

Quem sabe não descubro alguns poderes novos?

***
Hey Geliebers! 

Meu Deus, que confusão foi essa? A Angel é mesmo um anjo? O que essa menina quis dizer com isso? E a conversa que ela terá com Rachel? Só eu acho que vai ser muito tensa? Temos que esperar para ver. O que será que tem naquele livro azul? E o Bryan? Fiquei feliz por ele. Angel super solidária. 

Desculpem-me por ter postado meio tarde, é quase três da manhã, mas eu tive meus motivos. Uma amiguinha minha veio aqui em casa sem avisar, ou pelo menos avisou só para a minha mãe que vinha. E fui pega de surpresa. Eu ainda consegui rodar a baiana e escrever o final, mas postei! kkk

Só continuo com mais de 35 comentários *-* 

E meninas, eu tenho um aviso para dar a vocês. A minha funcionária vai entrar de férias segunda feira, e só volta daqui um mês. E minha mãe também está pensando em dispensá-la, ou seja, Gih ajudando na limpeza da casa nas férias e no resto dos dias. Que beleza u.u'. Eu vou tentar escrever o máximo que posso, já que não vou poder ficar até de madrugada para escrever. Sim, eu varo a noite escrevendo. Vício? Imagina, claro que não. *u* Se eu me ausentar, vocês sabem o motivo, não me culpem por isso. 

Indicações: 

Gostaram? Comentem!  

Para um fim de post, uma frase para vocês. 

"Sempre achamos que vamos ter mais tempo. E ai o tempo acaba."
 The Walking Dead. 

Amo vocês meninas!
Beijos, da Gih.

40 comentários:

  1. Angel é realmente um anjo haha adorei, continua tô amando :)

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  2. Woool segunda ! amando a little angel, ta muito perfeito. continua logo, morta para saber quais os outros poderes da angel!

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  3. ketlim07:41

    continua to amando

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  4. Anônimo10:58

    AAAAAAAAAAAAAAAAAH PERFEITO DEMAAAIS ! @IBBeginAgain ! Indica > http://imaginebelieberneversayneverever.blogspot.com.br/ obrigada

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  5. Eu sempre quis fazer isso com um morador de rua ! Sabe , dar um lugar pra ele morar. Ela é um anjo ! Cara , esse capítulo é absolutamente perfeito. Mas agora eu tô curiosa, mano :S Continua <3

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  6. Anônimo11:46

    A Angel é incrível! Lendo sobre ela me pergunto se existem pessoas assim, com essa bondade toda! Eu não parei de sorrir lendo esse capitulo, como pode existir pessoas que querem o mal dela? Quando ela ajudou o Bryan eu fiquei sem reação, na verdade eu fiquei feliz! Ela é realmente boa, um exemplo que todos devem seguir u.u
    A menininha tem razão ela é um anjo! Agora o das asas, talvez, seja a aura dela que provavelmente é branca tenha a forma de uma asa de tão pura que é, e dizem que as crianças conseguem ver mais que os adultos por que elas ainda não tem toda a malícia dos adultos ( isso foi você me fazendo pesquisar u.u ) e por isso elas conseguem ver coisas do tipo.
    Agora sobre as pessoas do mal, eu acho que a Sra. Stubin é má! Ela sabe o quanto a Angel ama o Justin e vice versa e mesmo assim chamou essa tal de Lilian, que provavelmente ela já sabia que essa cobrinha ai iria querer algo do tipo! Eu acho que o Liam é o sobrinho da Lilian, só que eu aposto que ele é mais fraco que a Angel! Ah e que a Angel nunca vai perdoar esse crapula! E a Lilian vai acabar morrendo tentando mesmo porque ele já fez muita M u.u

    Beijos e SWAG @anaclara_pn

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  7. Cara eu sempre acompanho sua ib e é a primeira vez que eu comento. Comentar pelo celular é horrivel e eu sempre leio pelo celular :c Mas eu amo de paixão e sua ib esta na minha barra de divulgação, cê lá :) Adoro tudo aqui e vê se posta logo uahsuah beijos :)

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  8. Anônimo12:04

    PERFEITO, EU AMEI A HISTORIA DAS ASAS,SERÁ QUE A ANGEL E UMA ANJA?
    EEEEEEEEEEEEEEEEUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU AAAAAAAAAAAAAAMMMMMMMMMMMMMMOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO SUA IB, É LINDA DE MAIS
    ESTOU SUPER ASIOSA PARA O PRÓXIMO CAPÍTULO
    CONTINUA PARA SEMPRE LINDA

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    1. Anônimo20:14

      Eu acho que a Angel é uma anja sim! E que vai criar outra linhagem de anjos

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  9. Anônimo14:45

    Tá muito bom mesmo eu to amando continua
    beijos julia

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  10. Amei o capitulo, ficou perfeito. Com certeza a Angel é um anjo, ou pelo menos tem a aura de um. Como o Thomas é um amor, espero que ele não mude completamente igual a sra. Stubin. Eu adoro ver o quanto a Angel se preocupa com as pessoas, ela nunca tinha visto aquele senhor na vida e do mesmo jeito resolveu ajudar. O Justin tem que ser muito forte para aturar o que está por vir, tenho certeza que muitas coisas tensas estão por vir. Tenso para descrever a conversa com a Rachel é pouco. Medo do que está escrito no livro, muitas coisas vão ser reveladas por esse livro, eu sinto isso. Eu achei tão lindo o momento com a Jessie, de uma certa forma me tocou. Estou ansiosa para o próximo.
    Fica tranquila, eu sei bem o que é ajudar nas tarefas de casa, aqui em casa não tem empregada e digamos que quando eu não estou em aula eu ajudo em casa, tenho que lavar o meu banheiro e tal. Eu te entendo, fica tranquila mesmo.

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  11. ficou perfeito o capitulo *-* continua :D

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  12. Anônimo16:43

    Amo, essa ib é muito perfeita!!

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  13. Quero muito saber quais são os outros poderes da Angel, que sobrinho misterioso é esse, como a menininha enxergou que a Angel é um anjo e quero saber o que tem escrito nesse livro. Só espero que nada nem ninguém separe o Justin e a Angel porque eles são perfeitos e merecem ficar juntos. Pelo jeito a Angel vai ser poderosa porque cada desmaio é um novo poder e ela já desmaiou quatro vezes *o* A Carly também vai ser uma sonhadora? Estou louca pelo próximo capítulo. Beijocas

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  14. Oi amor,sou leitora nova ! Sua história é incrível, comecei a ler ontem e terminei hoje , estou completamente viciada *O* Vou seguir o blog,poderia seguir o meu de volta ? : http://teamobieberimaginebelieber.blogspot.com.br/
    Agradeço e parabéns !

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  15. Brunna Breezy17:17

    continua

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  16. Anônimo18:26

    Continua, mas cara como você consegue ter uma cabeça assim, sei lá, falar de coisas que eu fico boiando e taus, você é uma sonhadora? kk'

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  17. Anônimo20:12

    Por favor continua:) eu gosto muito desta serie

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  18. Aaaaah, tipo, ainda to surtando com aquilo que vc falou. Tipo, eu posso ser sua fa #1!!!! AAAAH, ~pirei. Eno toooodos o dias, serio mesmo, todos os diss pra ler, eu sou apaixona por essa imagine, e vc pensa que so as pessoas que comentam leem? Que nada, eu tenho tres amigas wue leem essa imagine so que nao cimentam pq o pc ta mal, problemas de net da tim v.v Bom, eu ameeeei, mas eu preciiiso saber sobre os poderes da Angel, to super curiosa pra isso Gih. Nao acredito wue vc disse que eu posso ser uma Gelieber numero um. Ainda nao acredito, eu amo wuando vc me respondeeeee. Cara, to apaixonada por esse blog meu. Pirei. Continua amore

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  19. Oh deus. Fiquei impressionada com a garotinha que disse que podia ver as asas da Angel e disse que ela era mágica. *0* Adorei o jeito que ela ajudou o Bryan, fou realmente muito solidária. *---* Awn!!! E Obrigada por indicar o meu blog *-------* Beijps e continua logo!!!! ^^

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  20. Desculpa escrever de novo, mas, er... Deve ser suuuuuper chatou eu te pedir isso, mas sera que vc podia divulgar o meu blog? Se desse pra ler e comentar no ultimos capitulo que postei, ou seguir o blog, sei la, eu iria agradecer muuuuuuito, ainda mais que, tipo, eu te adoooooooro muuuuuuito! Seria mt legal que vc lesse ou divulgasse meu blog. Nunca tinha pedido pq achava que iria ficar chato, desculpa incomodar viu?

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    1. Fiquei me sentindo tao mal q esqueci de colocar o link fa aqui perfeita»»»» http://dreamonbelieber.blogspot.com.br/

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  21. Anônimo21:37

    ai caracas a cada dia eu me surpreendo mais com essa imagine meu deus como vc consegue que linda a Angel é um anjo que foda aa que legal :D

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  22. Anônimo21:58

    Sempre suspeitei que a Angela fosse um anjo, afinal o Apelido dela é Angel e Angel no Portugues é anjo. [avá]
    Continuaaaa

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  23. continua ta perfeito >.<

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  24. @nandasarraf23:20

    socorro ! será que ela é um anjo? *O*
    PERFEITO

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  25. Quer fazer parceria? Se sim, fala comigo pelo meu blog :)
    http://iimagine-beliieber.blogspot.com.br/

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  26. Anônimo14:07

    eu nao entendi, tipo, oque a Sr. Stubin quer na verdade ? kk

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  27. Anônimo14:10

    angel sempre boazinha kk

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  28. Anônimo17:28

    Oii Gih, será que eu posso colocar sua IB no animespirit? Mas com os creditos, claro!
    (Bia Leal)

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  29. Anônimo23:59

    Angel, muito solidária mesmo! Amo muito sua ib

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  30. Posta logo, que perfeito *---*, amo muito sua fic

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  31. Anônimo12:41

    Amo que amo, continua gatinha ;)

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  32. Anônimo23:23

    Ja tem mais de 35 comentarios continua!!!!!!!!!

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