28.4.13

Nothing Like Us- Capítulo 10



Aviso no fim do capítulo, leiam por favor!


Eu sei que é dificil
Acredite em mim
Nós podemos ir a qualquer lugar
A partir daqui, minha querida
Nós podemos ir a qualquer lugar
Me diga o que temos a temer
(...)
Enquanto você estiver comigo
Honestamente
Com a força do nosso amor
Nós podemos ir a qualquer lugar
Up - Justin Bieber


Narrador point of view
Alice olhou para Justin, que estava com lágrimas nos olhos e não expressava reação alguma, a não ser dó, largou o papel no chão e se ajoelhou no tapete macio e felpudo que havia no chão da sala.
Observou o nada em sua frente e sentiu algo quente escorrer por suas bochechas.
Tudo que se passava em sua cabeça agora era que ela iria morrer.
Morte, nunca pareceu uma palavra forte para a menina, algo com o qual ela deveria se preocupar. Ela sabia que seu dia ia chegar, mas não tão cedo.
Justin caminhou em passos calmos até Alice e se ajoelhou na frente dela, limpando com cautela as lágrimas que ainda escorriam sem ela perceber, e a abraçou, passando um conforto enorme a ela.
-Eu vou morrer Justin. –a garota falou afobada e abraçou o garoto com toda sua força.
-Shiu, claro que não vai Alice, vai dar tudo certo. –Justin murmurou e beijou a testa da garota.
“Vai dar tudo certo” Justin pensou consigo mesmo, tinha que dar tudo certo.
Tudo parecia dar tão certo para os dois agora, depois de meses eles tinham se acertado, Justin estava disposto a contar para seu pai e para a mãe de Alice que estavam juntos, ou que iam ficar juntos, que se amavam, e se seus pais não os aceitassem, estava disposto a fugir com Alice.
Então de repente, eles caíram do céu ao inferno, a volta da pessoa, que queria mais do que tudo separar Justin e Alice, e a doença da menina.
Justin pegou Alice no colo da forma mais delicada e cautelosa possível e a carregou para o andar de cima, aos seus olhos, ela estava mais frágil e desprotegida do que nunca. Ele deitou ela na cama enquanto ainda chorava e tremia freneticamente e se deitou ao lado dela, a abraçando e sussurrando coisas meigas e doces em ao seu ouvido, tentando acalmá-la.
Depois de certos minutos, Justin certificou-se de que a garota ao seu lado dormia e se pôs a pensar.
Justin point of view
Ao meu lado, ela dormia profundamente como um anjo e passei a observa-la melhor.
Seus olhos estavam com olheiras pelas noites mal dormidas, seu rosto estava completamente molhado devido às lágrimas e um tanto pálido, seus lábios estava secos, talvez pela falta de água, alguns fios de cabelo caiam sobre seu rosto, sendo levantados de segundo em segundo pela respiração calma dela.
Ela era perfeita.
Não, ela não podia morrer, meu coração doía só de pensar nisso, como seria viver sem o amor da minha vida, sem a única garota que tem o meu coração?
Certamente me mataria, para viver eternamente ao seu lado, parecia até uma boa ideia, já que talvez no céu não houvesse nada de ruim para nenhum de nós dois, nada para nos atrapalhar.
Mas eu queria viver, queria aproveitar cada segundo, mas com ela.
Como contaria isso a sua mãe?
Ta ai outro problema, acho que nessa hora ela deve estar em Paris com o papai, se divertindo, não posso atrapalhar a felicidade deles assim, então só contaria assim que eles chegassem de viagem, que pelos meus cálculos, seria daqui a uma semana.
Nossos amigos que ainda estão em Miami, como vão lidar com isso? E o Victor?
Também não poderia estragar as férias deles assim, então também só contarei assim que eles chegarem de viagem, daqui a algumas semanas.
Eu estava sozinho nessa com Alice, fato.
Teria que procurar um médico especializado nesse tipo de câncer e não me importava de pagar uma quantia alta para isso, era a vida dela em jogo.
Sai da cama e desci as escadas, assim que cheguei à sala procurei pelo meu notebook e entrei na internet, pesquisando pelo melhor médico para essa doença.
[...]
“Doutor Simon, Londres, especializado em todos os tipos de câncer.”
O nome do melhor doutor estava em destaque na tela do meu computador, mas cara, em Londres?
Bom, nossos pais acham que ainda estamos em Miami, já que não lhe avisamos nada sobre a volta repentina, então na minha mente poderíamos muito bem viajar para Londres e começar o tratamento, mas três semanas bastariam para isso?
Olhei o a tela mais uma vez e peguei o telefone fixo, discando o número que estava informado no site.
-Alô.
-Doutor Simon? –perguntei e ouvi alguém murmurar algo do outro lado da linha.
-Sim, sou eu, quem fala? –ele respondeu.
-Meu nome é Justin, Justin Bieber, gostaria de falar algo com o senhor.
-Oh sim senhor Bieber, pode falar. –ele respondeu simpático.
-Bom, a minha...hm... –minha mente deu um nó total, o que eu e Alice éramos afinal? Namorados? Não, as coisas não estava, sérias a esse ponto, quer dizer, eu ainda não a pedi em namoro. Amigos? Talvez, mas tenho certeza que amigos não se beijam e muito menos transam. – a minha namorada –disse mesmo sabendo que não éramos. –está foi examinada com câncer no estômago, e queria um tratamento adequado para ela, então pesquisei na internet algum médico bom nisso e achei o senhor. –disse.
-Claro! –ele exclamou. –Bom, primeiro preciso que me traga sua namorada para eu poder examina-la, afinal, não fui eu o médico que fez os exames na garota, preciso saber em qual fase a doença está e esses tipos de coisa, e ai sim podemos começar o tratamento. Pode trazer ela no hospital onde trabalho? –ele perguntou meio duvidoso.
-É o seguinte doutor, nós moramos no Canadá, mas podemos pegar um avião hoje mesmo para Londres e encontramos o senhor daqui a alguns dias, pode ser? –perguntei de volta enquanto digitava o site da companhia aérea para comprar passagens para Londres.
-Pode ser sim senhor Bieber. –ele responder e parecia sorrir. –Obrigada por ligar.
-Obrigada o senhor, doutor Simon. –disse e encerramos a ligação.
Terminei de comprar as passagens e subi correndo para o andar de cima.
Alice dormia no quanto de nossos pais, então pude entrar sem medo de fazer barulho no quarto dela.
Peguei a sua mala roxa que já estava vazia e comecei a arrumar algumas roupas dentro da mesma, roupas de frio já que iriamos para Londres.
Assim que terminei a dela fui ao meu quarto e arrumei a minha.
Tudo isso demorou cerca de uma hora e pouco, contando com o fato de que apenas joguei as coisas nas malas.
Tomei um banho rápido e me arrumei, nosso voo para Londres sairia as 21h00 e já era 18h00.
Caminhei até onde Alice estava e adentrei o quarto silenciosamente.
-Alice. –sussurrei sacudindo ela que ainda assim não acordou. –Ei, meu amor, acorda. –falei meigo e beijei rapidamente nossos lábios, fazendo ela sorrir ainda de olhos fechados.
Era bom vê-la sorrindo apesar de tudo.
-Que foi? –ela sussurrou meio rouca.
-Vai tomar um banho e se arruma, vamos viajar. –disse simples e Alice abriu os olhos arregalando os mesmos.
-Pra onde? –ela perguntou confusa.
-Bom... –disse e suspirei. –Vamos para Londres.
-Por quê? –ela soava mais confusa ainda.
-Ei meu amor. –disse abraçando ela. –Vamos para Londres consultar um médico especializado em câncer. –disse e senti Alice tremer em meus braços. -Ele é o melhor médico dessa área e vai cuidar bem de você.
-Justin, eu não quero. –ela falou manhosa e se aninhou a mim.
-Lice, é pro seu bem! Eu não vou suportar ver essa doença corroer você e muito menos te ver morrendo, então por nós, por mim, vamos fazer isso. Vamos. Eu e você, eu vou estar com você o tempo todo. –disse olhando em seus olhos que se encheram de lágrimas.
-Se você estiver comigo, eu faço qualquer coisa. –ela falou e me beijou. –Vou me arrumar. –ela falou e eu assenti dando um selinho nela.
Alice se levantou e caminhou até o banheiro de seu quarto e eu fui atrás dela, ela entrou no banheiro enquanto me deitei em sua cama mexendo no meu celular.
Mandei uma mensagem para Liam, avisando o que estava acontecendo.
“Liam, eu e Alice vamos para Londres, depois te conto o porque, mas preciso que você nos encoberte caso a mãe da Lice ou meu pai liguem ai, ta? xx- Justin”
“Ta bom cara, mas quero os detalhes depois. Claro, encoberto sim. A Lice ta melhor? Xx-Liam”
Não o respondi, Alice não estava bem e eu não queria mentir para ele, era um dos meus melhores amigos.
-Estou pronta, vamos que horas? –tirei minha atenção do celular e olhei para Alice em minha frente, toda arrumada e linda como sempre.
Levantei-me e fui até ela, a abraçando com toda minha força e ela gargalhou.
-O que foi? –ela perguntou se soltando de mim e acariciou meu rosto.
-Não sei, acho que passei tanto tempo longe de você que agora não quero mais me desgrudar. –disse e ri da minha frase clichê, Alice conseguiu me deixar assim.
-Não precisa mais ficar longe de mim, eu estou bem aqui com você, e espero ficar por muito tempo. –disse olhando nos meus olhos e sorriu fraco, eu sabia que ela estava se referindo a doença.
-Você vai ficar comigo por muito tempo, vai fazer o tratamento e vai melhorar logo, ai vamos poder ficar juntos por muitos e muitos anos. –disse e lhe dei um selinho.
-Mas Justin, sabe que ainda temos que conversar com nossos pais, não é? –ela falou enterrando seu rosto na curva do meu pescoço.
-Uma coisa de cada vez, primeiro vamos cuidar de você para depois cuidar de nós. –eu disse e ela assentiu.
[...]
-Bom senhor Bieber, devo dizer ao senhor sobre a situação da senhorita Morgan. A doença dela está na fase inicial, e isso é bom, já que assim podemos tratar o câncer melhor e as chances de cura são bem maiores também. –o doutor disse olhando o exame de Alice e um alivio tomou conta de mim.
-Ótimo saber isso, doutor. –disse e ele me olhou sorrindo.
-Certo, o tratamento senhor Bieber, não será barato, vou logo lhe dizendo.
-Pago o que for preciso doutor. –disse sério e ele assentiu abaixando um pouco seus óculos.
-Quantos anos você tem? –ele perguntou e o olhei confuso.
-Tenho 19 doutor Simon. –eu disse e ele assentiu.
-E ela? –disse se referindo a Alice.
-19 também.
-Vocês são tão novos, sinto muito que estejam passando por tudo isso. –ele disse e mel olhou.
-Acho que já passamos por coisas piores.
-É, temo que sim. –ele disse e sorriu. –Bom, começamos o tratamento amanhã então.
-Certo doutor. –disse e apertei sua mão, me levantando da cadeira.
-Ah, senhor Bieber- o doutor me chamou e me virei olhando para ele.
-Conversei com Alice e ela gosta bastante de você, acho que você ficar com ela durante todo o tratamento vai ajudar bastante, ela deve saber que tem alguém que se importa com ela. –ele disse sério e eu apenas concordei.
-Eu vou ficar com ela. –disse convicto.
A verdade é que eu sempre estarei com ela, eu daria minha vida por aquela garota, ela representa o mundo pra mim, e eu não posso deixar que meu mundo se desmorone com uma doença. 

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MEU DEUS DO CÉU SOCORRO EU TO PIRANDO!!!!!
COMO ASSIM 60 COMENTÁRIOS?????
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EU TIPO TIVE UM TROÇO AQUI
Vocês são lindas demais! Obrigada mesmo por todo esse carinho, li cada um dos comentários e chorei com alguns, vocês são incríveis.
Viu? não caiu a mãe comentar, e me deixou muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito feliz, por favor, peço que continuem comentando muito assim ta?
Amo demais vocês e obrigada por tudo!
Não vou demorar aqui, só queria agradecer mesmo vocês.
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25.4.13

Nothing Like Us- Capítulo 9




Recado no fim do capítulo, leiam por favor.

Every step I'm taking
Every move I make, feels
Lost, with no direction
(...)
Just gotta keep going
And I, I gotta be strong
The Climb - Miley Cyrus 

Narrador point of view
-Alice, deixa de besteira, anda logo. –Justin insistiu pela milésima vez.
-Justin, eu não preciso ir ao hospital, estou ótima! –Alice gritou e tossiu em seguida diversas vezes, correndo direto para o banheiro. A garota abriu rapidamente a tampa da privada e se ajoelhou na frente da mesma, colocando tudo para fora.
Justin correu até a garota, segurou seus cabelos para trás e acariciou suas costas.
-Estou vendo que você está bem. –Justin murmurou irônico.
Assim que a menina terminou, se sentou no chão e respirou fundo, Justin a observou e notou o quão mais pálida e magra Alice estava.
-Alice, vamos ao médico, por favor. –Justin pediu segurando a cintura da garota, que estava reclinada sobre a pia lavando sua boca.
-Se você prometer não ligar pra minha mãe, eu vou sim. –Alice disse se virando para Justin e sorriu fraco.
-Bem, não ligarei para ela, podemos ir agora? –ele perguntou.
-Sim, podemos. –ela respondeu e selou rapidamente o menino, saindo do banheiro e indo a sua mala para trocar de roupa.
Justin desceu as escadas e encontrou os amigos jogando pôquer na sala.
-Ei, galera. –Justin disse chamando a atenção dos amigos. –Vou levar a Alice num hospital aqui perto, tudo bem? –Justin perguntou e Victor se levantou desesperado.
-Ela não melhorou? –Victor perguntou a Justin e o mesmo negou com a cabeça.
-Acabou de vomitar, está morrendo de dor na barriga, além de continuar ardendo em febre. –Justin falou gesticulando com as mãos.
-Deixa que eu levo ela então, ai meu Deus, preciso ligar pra mamãe. –Victor disse tudo rapidamente e afobado.
-Cara, senta ai e relaxa, deixa que o Justin resolve isso. –Liam falou percebendo o estado do amigo.
-Ah, Alice só aceitou ir ao hospital se ninguém ligasse para a mãe dela, então acho melhor não ligar. –Justin disse a Victor, que balançou a cabeça positivamente.
-Certo, mas se ela piorar, eu ligo. –Victor disse e todos concordaram.
-Vamos? –Alice disse aparecendo na ponta da escada, Justin assentiu e acenou para os amigos, assim como Alice e seguiram para o carro.
[...]
-Bom senhorita Morgan, assim que sair os resultados do seu exame lhe ligaremos, tudo bem? Por enquanto irei te passar um remédio para enjoo e um para sua dor na barriga. Certo? – médico disse digitando algo em seu computador e Alice assentiu segurando firme a mão de Justin, que a olhou lhe mandando um olhar confortador.
-Tudo certo, doutor. –Justin disse após alguns minutos em silêncio, Alice, não conseguia dizer nada.
-Bom, é só isso, já está liberada senhorita Morgan, foi bom ver você. –o doutor se levantou e apertou gentilmente a mão de Alice e em seguida a de Justin.
Os dois deixaram a sala do médico e seguiram para fora do hospital, entrando em seguida do carro.
-Viu? Nada de assustador. –Justin disse olhando para Alice que revirou os olhos. –Ah, para com isso vai. –o menino disse manhoso e Alice sorriu fraco, dando um selinho nele.
-O que quer fazer agora? –Alice perguntou. –Não quero ir pra casa.
-Hm, podemos ir comer em algum lugar, o que acha? –Justin falou e Alice concordou sorrindo. –Aonde você quer ir?
-Quero McDonald's. –Alice disse com os olhos brilhando.
-Ok criancinha.- Justin falou rindo e Alice lhe deu língua.
Justin estacionou o carro em frente ao McDonald's, desceu do carro primeiro e abriu a porta para que Alice saísse.
Os dois caminharam juntos até o lado de dentro do estabelecimento e se direcionaram ao caixa para fazer os pedidos.
-Bom tarde, o que vão querer? –o atendente disse olhando para Justin e Alice.
-Eu vou querer um BigMac, e você linda? –Justin disse enquanto o homem digitava o pedido.
-Quero um Mc Lanche Feliz. –Alice disse batendo palminhas, Justin e o atendente lançaram olhares estranhos para Alice e a mesma deu de ombros.
-Tudo bem, o que vão querer beber?
-Quero uma coca cola e ela vai querer um suco de laranja. –Justin respondeu pelos dois.
-Ei, eu quero coca cola também. –Alice disse e cruzou os braços fazendo biquinho.
-Não senhora, o médico disse que você não podia beber refrigerante por pelo menos duas semanas. –Justin disse e Alice bufou se dando por vencida.
-Certo, qual brinde do Mc Lanche Feliz irão querer? –o atendente perguntou arqueando as sobrancelhas.
-Não vai ser necessár...
-EU QUERO O PÔNEI ROXO. –Alice praticamente gritou interrompendo Justin e o atendente os olhou achando graça daquela situação.
-Aqui. –o homem do caixa disse estendendo o pônei em direção a garota, que pegou o mesmo e começou a brincar. –Deu 28 dólares.
-Certo. –Justin disse entregando o dinheiro ao homem.
Os dois seguiram para a fila do lado, para esperar o lanche ficar pronto, e Justin observou a garota ao seu lado, que brincava distraidamente com a crina roxa de seu pequeno pônei.
-O que foi? –a garota disse ficando vermelha ao perceber Justin a olhando.
-Você, parece uma criança de cinco anos brincando com isso. –Justin disse gargalhando e a menina fez um biquinho.
Justin a segurou pela cintura a trazendo para mais perto dele, passou o dedão delicadamente sobre o rosto da menina e a selou rapidamente várias vezes seguidas.
Abriu os olhos enquanto beijava Alice e desejou mais do que nunca sair daquele lugar.
A pessoa estava ali, parada do lado de fora, observando os dois com um sorriso sínico nos lábios e Justin estremeceu com isso.
-Vamos embora Alice. –Justin disse puxando a garota pelo cotovelo para fora dali.
-Mas a gente nem comeu Justin. –Alice disse confusa.
-Comemos em casa. –Justin disse ríspido fazendo a garota bufar.
[...]
-Justin, não to entendo pra que tudo isso, e eu ainda temos que esperar o resultado dos exames. –Alice disse andando de um lado para o outro no quarto, enquanto Justin estava arrumando suas malas.
-Alice, depois eu te explico isso, só arruma sua mala, nosso voo sai daqui a duas horas. –Justin disse tudo rápido e se virou para a garota, que o encarava completamente confuso. –Eu que estou estragando suas férias, mas precisamos mesmo ir embora, confia em mim. –Justin segurou a garota pela cintura e lhe deu um beijo na testa.
-Certo,  vou me trocar. –Alice disse indo ao banheiro.
Justin e Alice voltariam para o Canadá ainda naquele dia.
Trocar novamente o sol pela neve, o calor pelo frio, pessoas de roupas de banho por pessoas de luvas e gorros, voltar à rotina normal.
Justin sabia que a pessoa saberia que eles estariam voltando para o Canadá, mas não se importava, lá com certeza era mais seguro do que ali em Miami.
Alice se vestiu rápido com uma (roupa) de frio, já que sabia que iria congelar no aeroporto do Canadá e desceu as escadas com sua enorme mala, havia a preparado para passar um mês ali, não uma semana.
Todos já estavam do lado de fora, perto do táxi que Justin tinha chamado minutos antes.
-Ah, ela chegou. –Zayn sorriu e ajudou sua amiga com a mala enorme, a garota o olhou sorrindo em forma de agradecimento e passou as mãos na calça, nervosa.
-Bom, vejo vocês daqui a algumas semanas. –Alice sorriu fraco e abraçou os amigos, seguindo em direção a Justin e entrando no táxi.
Alice deitou sua cabeça no ombro de Justin e o mesmo entrelaçou suas mãos, se virou para a garota e beijou seus cabelos macios, que de acordo com ele, cheiravam a morango.
-Prometo que um dia te explico. –Justin murmurou olhando as ruas agitadas e ensolaradas de Miami e ouviu Alice suspirar.
-Um dia? – Alice perguntou.
-Sim, melhor do que nada, não acha? –Justin brincou e a garota riu.
-Isso é verdade. –Alice concordou baixo.
-Ta com frio? –Justin perguntou a Alice, percebendo suas mãos geladas.
-Só um pouco. –ela falou e Justin passou os braços por ela, a trazendo para si.
[...]
3 dias depois.
-Justin, me dá isso agora! –Alice gritou correndo atrás de Justin, que obviamente era mais rápido que ela.
Eles haviam recebido agora a pouco o resultado do exame pelo correio, e Justin estava correndo feito louco pela casa com o papel na mão, enquanto Alice corria atrás dele tentando ler o que havia escrito no resultado.
-Não vai conseguir pegar agora. –Justin disse subindo no balcão da cozinha e riu descontroladamente do esforço de Alice para tentar alcançar a folha que estava em suas mãos.
-Ta Justin, lê logo isso e me diz o que ta ai. –Alice bufou se apoiando em uma perna só e cruzou os braços, observando o garoto começar a ler o papel com um sorriso nos lábios.
Alice estranhou assim que o sorriso de Justin desapareceu, dando lugar a uma feição pálida e preocupada.
-Justin, o que foi? –Alice perguntou cutucando o garoto, que a olhou e sorriu nervoso.
-Na-nada, aqui ta dizendo que você não tem nada. –Justin falou descendo do balcão.
-Deixe-me ver então. –Alice estendeu a mão pedindo a folha, mas Justin negou com a cabeça.
-Já disse que não tem nada, não precisa ler também se já vai saber o que está escrito. –o menino falou passando por Alice e escondendo o papel para si.
-Anda Justin, me dá isso aqui. –a garota passou na frente dele e arrancou a folha de suas mãos, correndo o máximo que pode para longe do garoto e começou a ler a folha.
Seus olhos passavam rapidamente por palavras desnecessárias e se direcionaram diretamente para o final da folha.
Seu coração parou por um momento, e voltou com toda força, pulsando o mais rápido que conseguia.
Suas mãos tremiam como nunca e suas pernas estavam trêmulas, a única coisa que seus olhos enxergavam naquele momento eram aquelas palavras.
Resultado final: foi detectado câncer de estômago no (a) paciente.

                                         ******************
Oi pra vocês, sim, eu demorei pra postar, mas não foi porque eu quis, foi porque demorou a chegar a 30 comentários.
Poxa, eu seu que não peço número de comentários, mas era só porque sempre passou dos 30 comentários e de uns tempos pra cá só vem diminuindo, eu não quero ser chata e ficar pedindo comentários todo capítulo, até porque não é só chato pra vocês, é pra mim também.
Nossa, eu to muito chateada com vocês, porque eu quase implorei comentários no grupo do facebook pra poder postar.
Se ta ruim, fala pra mim, aceito criticas numa boa como já disse, vou poder melhorar, mas se vocês não falarem nada, vai continuar uma bosta e vai ser ruim pra vocês e pra mim.
Eu fiz uma sinopse pra uma nova IB depois dessa, porque eu vou sim excluir TVD pq aquela foi a história mais bosta que já escrevi, e essa nova vai ser bem mais legal, o nome dela vai ser RED  e daqui a algum tempo vou postar ela no grupo do facebook.
Bom, se um dia eu chegar aqui e falar que não vou mais postar por falta de comentários, não vou querer saber de vocês reclamando ou algo do tipo.
Isso não é pra todos, já que muita gente aqui sempre comenta, então me desculpem vocês, mas é quase louco o capítulo ter mais de 1000 visualizações e não ter nem 30 comentários.
Enfim, é isso.
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20.4.13

Nothing Like Us- Capítulo 8








Você é meu sonho
Não há nada que eu não faria
Darei a minha vida por você
Pois você é o meu sonho 
(...)
Eu estarei lá quando você se sentir insegura,
E te dizer sempre que é linda.
Garota, porque você é tudo que eu tenho agora.
(...)
Um dia, quando o céu estiver desabando
Eu vou estar aqui ao seu lado,
Aqui, ao seu lado
Nada nunca ficará entre nós,
E eu vou estar aqui ao seu lado.
Next To You - Chris Brown feat. Justin Bieber.

Narrador point of view
2 Semanas depois.
O sol naquela tarde brilhava como nunca, no céu não havia uma nuvem sequer e o barulho das ondas se quebrando na praia em frente á casa era reconfortante.
Nessas duas semanas, Justin e Alice estavam praticamente juntos, mas é claro, escondido de todos.
A cada brecha que os amigos davam, eles se beijavam, a cada momento em que alguém não os observava, davam sinais discretos ou sussurravam algo fofo e até mesmo pervertido.
Os dois estavam na piscina, mais um momento onde nenhum dos amigos podia vê-los, já que estavam dormindo.
-Justin, para. –a garota sussurrou rindo enquanto o garoto a roubava vários selinhos.
-Vem cá. –ele disse e colocou as mãos dentro da água, pegando nas coxas da garota e dando impulso para cima, indicando que ela deveria passar as pernas pela cintura dele, e assim que ela o fez ficando de frente para o garoto e ele sorriu satisfeito.
-É sério Justin, alguém pode acordar a qualquer momento e vir aqui atrás. –ela disse olhando para os lados, conferindo pela milésima vez naqueles minutos se alguém estava por ali.
-Ninguém vai vir aqui, eles chegaram da balada já eram 06h00, vão dormir até no mínimo umas 16h00, relaxa. –Justin disse acalmando a garota, que suspirou pesadamente e encostou sua cabeça no ombro de Justin, distribuindo vários beijinhos por ali, enquanto o garoto ria baixinho e acariciava as costas de Alice.
-Eu te amo, sabia? –Alice sussurrou no ouvido de Justin e logo depois soprou o local, fazendo Justin se arrepiar.
-Eu te amo. –ele murmurou no ouvido dela e lhe deu um selinho.
Alice abriu a boca para dar espaço suficiente para a língua de Justin a invadir, Justin apertou mais a garota contra si, fazendo arrepios percorrer por todo o seu corpo de uma forma inacreditável, a garota por si, passou os braços em volta do pescoço de Justin e permaneceu acariciando sua nuca.
O beijo era lento, e cada um aproveitava ao máximo o sabor que aquele beijo os proporcionava.
Uma mistura incrível do mel de Justin com o morango da garota.
Um gosto viciante.
-Justin, você sabe onde fica guardado o remédio pra dor de cab... OQUE É ISSO? –Zayn gritou ao ver Justin e Alice se beijando na piscina, e consequentemente os dois de afastaram completamente assustados.
Alice desceu do colo de Justin, o mesmo saiu da piscina com os olhos arregalados e andou até Zayn, que estava da mesma forma.
-Cara, para de gritar! –Justin murmurou nervoso e Zayn o olhou indignado.
-PARAR DE GRITAR? VOCÊ TA LOUCO BIEBER? –Zayn exclamou confuso.
-Cara, é sério, vamos conversar e eu te explico tudo. –Justin disse colocando a mão no ombro do amigo, que assentiu bufando.
-Quero todos os detalhes. –Zayn murmurou baixo e Justin concordou com a cabeça.
-Lice, entra e troca de roupa, vou conversar com o Zayn e depois apareço lá pelo quarto, certo? –Justin disse e Alice assentiu, ele sorriu e lhe deu um selinho, fazendo a menina sorrir fraco e Zayn ficar mais confuso ainda.
Alice caminhou em direção à porta de vidro, que dava acesso à parte de dentro na casa, mais exatamente na cozinha.
Parou na frente de Zayn e sorriu fraco para o garoto, o abraçando em seguida, Zayn a abraçou de volta e acariciou os cabelos da menina.
-Você vai entender tudo, me desculpe por não te contar. –a garota sussurrou docemente no ouvido do amigo e ele apenas assentiu com a cabeça e depositou um beijo na bochecha da mesma, que seguiu o seu caminho e entrou na casa.
Alice caminhou com passos curtos e lágrimas nos olhos até o quarto onde dormia com Justin, abriu a porta calmamente e foi em direção ao banheiro, com o propósito de tomar um banho.
E assim que o fez se deitou na cama e desabou em lágrimas.
O que estava pensando?
Que poderia esconder seu relacionamento com Justin de seus melhores amigos?
Ah sim, estava bastante enganada.
Afundou violentamente sua cabeça no travesseiro e chorou mais e mais.
A garota sentiu mãos macias acariciarem suas costas e se levantou assustada, vendo Justin a observar com um sorriso fraco.
Limpou suas lágrimas e se sentou rapidamente na cama, encarando o menino que não parecia nervoso.
-Como foi a conversa? –ela perguntou e fungou em seguida.
-Por que estava chorando? –ele mudou totalmente de assunto e a garota sorriu fraco, balançando a cabeça negativamente.
-Muita coisa pra uma pessoa só. –ela disse e deu de ombros, o garoto riu e a roubou um selinho, fazendo Alice ficar com as bochechas vermelhas.
-Escuta, não chora ta? Vai ficar tudo bem. –Justin disse e suspirou. –Eu conversei com Zayn e contei tudo a ele, e depois de minutos de suborno consegui fazer ele ficar de bico fechado. –Justin disse e Alice riu.
-Suborno? –a garota arqueou a sobrancelha e soltou um riso nasalado.
-Dar o telefone da Ashley pra ele e apresentar umas líderes de torcida. –Justin falou e Alice torceu o nariz.
-Ashley. –Alice rosnou o nome da loira e se deitou emburrada na cama, fazendo Justin revirou os olhos.
-Não fica assim por causa da Ashley, sabe que nunca gostei dela. –Justin disse se deitando ao lado da garota e começou a brincar com os cabelos dela, enrolando o mesmo em seus dedos.
-Sei mesmo? Não foi isso que pareceu quando você estava enfiando o dedo nela. –Alice bufou ao se lembrar da cena.
-Alice, para com isso, eu não sabia o que estava fazendo, a gente ainda meio que se “odiava” e eu só queria provocar você como você me provocava. Eu estava sensível em relação a mulheres e acabei me entregando, me desculpa. Eu te amo, não amo ninguém como eu te amo e jamais te trocaria pela Ashley e nem por qualquer outra garota no mundo. Está bom assim? –Justin disse tudo rápido e respirou fundo ao terminar de falar. Olhou a garota, que tinha um pequeno sorriso escondido no canto dos lábios e a viu negar com a cabeça.
Ele se declarou pra ela e ainda não estava bom?
-E agora? –ele disse beijando a bochecha dela.
-Está melhorando. –ela falou quase rindo e ele sorriu.
-E agora? –ele disse roçando seus lábios nos dela.
-Ainda pode melhorar. –ela sussurrou sorrindo fraco.
-Pode mesmo? –ele sussurrou também, balançando a cabeça de um lado para o outro, roçando ainda mais os seus lábios e a garota murmurou um “uhum”. Ele sorriu largamente e pressionou seus lábios nos da garota, que sorriu entre o selinho.
Eles se separam e deitaram juntos, a garota no peitoral dele e ele acariciando os cabelos sedosos dela.
-Justin? – Alice chamou pelo garoto, que ainda acariciava os cabelos dela.
-Oi. –ela disse simplesmente.
-Eu queria contar pra todo mundo. –ela falou e o garoto se virou mais pra ela, curioso com o assunto.
-Contar? –ele perguntou e ela assentiu. –Sobre a gente? –ele perguntou novamente e ela concordou sorrindo.
-Liam é meu melhor amigo e seu também, e Lucy é praticamente uma irmã pra mim, não gosto de esconder nada deles. E além do mais, não podemos nos beijar escondidos para sempre.
-Podemos contar amanhã? –Justin perguntou já aceitando a ideia.
-Podemos. –ela sorriu animada e selou rapidamente o garoto.
[...]
-Justin, você pode falar logo? Está me deixando louco. –Liam falou indignado e se mexeu incomodado no sofá.
Eram 17h00 de uma segunda feira, o tempo estava completamente diferente do dia anterior, apesar de estarem em Miami, o tempo estava nublado, não estava frio e muito menos chovia, o Sol apenas não aparecia ali.
Alice estava com uma febre terrível, dor de cabeça, realmente muito mal. Ela estava dormindo.
Todos os amigos agora estavam na sala, reunidos depois do pedido de Justin para o fazerem, era ali e agora, que ele contaria.
-Bom... –Justin enrolou olhando em volta, parou seus olhos em Zayn, que lhe lançou um olhar de conforto e sorriu fraco com isso. –Eu e Alice nos resolvemos.
Lucy, Victor e Liam se entreolharam espantados, olharam para Zayn que permanecia normal. Percebendo o olhar de todos sobre ele, Zayn apenas deu de ombros.
-Resolveram? Tipo, como? –Victor perguntou confuso.
-Resolvemos tipo... -Justin tossiu limpando sua garganta e olhou para o lado. –Estamos meio que juntos.
-JUNTOS? –Victor e Lucy gritaram espantados e Liam apenas cuspiu toda a água que havia colocado há segundos atrás em sua boca.
-Não exatamente juntos, não estamos namorando, apenas ficando. –Justin disse calmo e deu de ombros.
Liam totalmente inquieto se levantou e começou a passar as mãos no cabelo nervosamente.
-Eu sempre soube que vocês dois iam acabar se resolvendo, apoio totalmente. –Lucy disse e sorriu de lado, fazendo Justin agradecer e sorrir também.
-Cara, eu sempre apoiei vocês juntos apesar de não curtir muito seu pai com minha mãe, mas eu realmente estou feliz por vocês estarem resolvidos, minha irmã ama muito você, então espero que a trate bem e não faça besteiras novamente. –Victor falou sorrindo e deu tapinhas no ombro de Justin em sinal de aprovação.
-Eu a amo demais também, pode deixar, irei cuidar muito bem dela. –Justin respondeu sorrindo orgulhoso.
-EU NÃO ACREDITO QUE VOCÊS APROVAM ISSO. –Liam parou de andar e encarou os amigos incrédulo.
-Eles se amam, Liam, da mesma forma que eu te amo e você me ama, deixe-os. –Lucy disse com as sobrancelhas unidas furiosa.
-Ele já machucou ela demais Lucy, não vou deixar acontecer de novo. –Liam disse encarando a namorada com mais fúria ainda.
-Eu já perdi ela uma vez Liam, não quero perde-la de novo, vou fazer isso da certo. Poxa cara, você é um dos meus melhores amigos, o Zayn confiou em mim, a Lucy e até mesmo o irmão dela confiou em mim, você podia me dar um voto de confiança também? –Justin disse com lágrimas nos olhos, mas as segurou, não queria chorar ali na frente de todos.
Liam suspirou com as mãos na cintura, olhando para os lados e logo depois, olhou para Justin, que o olhava ansioso.
-Tudo bem. –Liam disse e Justin sorriu. –Mas se você fizer algo com ela, se considere morto, Bieber. –Liam apontou o dedo na cara de Justin, que riu e abraçou o amigo.
-Não vou fazer nada. –Justin disse.
-Acho bom mesmo, se você tem amor ao seu pênis. –Zayn disse e todos os amigos riram alto.
As risadas foram cessadas assim que escutaram um grito vindo do andar de cima.
-Alice. –Justin sussurrou olhando para os amigos e subiu as escadas correndo como nunca.
Abriu a porta branca do quarto da casa de praia e encontrou Alice deitada no chão com a mão na barriga, se contorcendo de dor e chorando sem parar.
-JUSTIN, ME AJUDA! –Alice gritou após perceber a presença do garoto ali.
Ele caminhou afobado até a garota e a pegou em seus braços, carregando-a até a cama e a deitando ali.
-Justin? Alice? Tá tudo bem? –Zayn entrou no quarto tão afobado quanto Justin.
-AH! –Alice gemeu de dor apertando forte a mão de Justin, tomando a atenção do mesmo para ela.
-Zayn, pede pra Lucy pegar um remédio pra dor de estômago rápido, por favor? –Justin pediu e Zayn assentiu, correndo escada a baixo fazendo o que Justin havia lhe pedido.
-Vai ficar tudo bem meu anjo. –Justin disse acariciando a barriga de Alice, que já estava mais calma, mas suava frio pela dor.
Justin pegou o termômetro em cima da mesa ao lado da cama e colocou em baixo do braço de Alice, que suspirou e se encolheu em Justin, com frio.
-Tô com frio. –ela sussurrou e Justin passou os braços em volta dela, a trazendo para perto dele e a aquecendo com seu abraço. –Bem melhor. –ela murmurou e ele sorriu.
Justin tirou o termômetro de Alice e constatou o que já sabia, a garota estava com pouco mais de 39 graus de febre.
-Você ainda está com febre. –Justin afirmou e Alice entortou o nariz. –Se sente muito mal? –ele perguntou e ela conformou com a cabeça.
-Aqui Justin. –Zayn disse dando o remédio nas mãos de Justin e lhe deu também um copo com água, para tomar junto do comprimido.
-Obrigada Zayn. –Justin agradeceu e Zayn sorriu, logo depois direcionou um olhar de dó para Alice e caminhou até ela, se esticando na cama e lhe dando um beijo na testa.
-Vou sair, Justin vai cuidar de você, certo? –Zayn disse e Alice assentiu sorrindo fraco. –Melhores pequena. –o garoto falou e Alice lhe deu um beijo na bochecha em agradecimento.
-Toma. –Justin falou entregando a menina os remédios.
Justin olhou a janela do quarto e percebeu alguns pingos de água escorrendo por ela, logo se tocou que estava chovendo.
Um trovão ecoou pela casa, fazendo Alice tremer da cabeça aos pés e se encolher contra si mesma.
-Calma. –Justin disse abraçando a menina e se deitando com ela. -Eu estou aqui. –ele falou e ela assentiu, se aninhando mais a ele. –Se sente melhor?
-Um pouco. –ela falou rouca e fungou. –Acho que estou muito gripada. –ela disse e Justin olhou para o nada confuso.
-Isso não explica sua dor de estômago. –Justin falou e Alice deu de ombros.
-Verdade. –ela suspirou. –Estou com sono. –ela falou e ele soltou um riso pelo nariz.
-Você acordou agora a pouco. –ele falou rindo.
-Eu sei, mas ainda sinto sono. –ela deu de ombros mais uma vez.
-Então durma. –ele falou simplesmente.
-Vai ficar aqui comigo, né? –ela perguntou entrelaçando suas mãos na dele.
-Vou sim. –ele sorriu e beijou a testa da garota, que fechou os olhos se preparando para adormecer.
Depois de certo tempo, Justin constatou que Alice já havia dormido e deitou a garota ao seu lado, ficando livre dela e relaxando seus músculos.
Encostou-se à cabeceira da cama e fechou os olhos, suspirando cansado.
Ouviu seu celular tocar na mesinha ao lado da cama e se esticou para pegar o mesmo.
Olhou no visor e bufou ao ver quem era.
Tocou o símbolo verde do celular, atendendo o mesmo e começou o diálogo aos sussurros, para não acordar Alice.
-Alô? –Justin sussurrou para a outra pessoa na linha.
-Alice está dormindo, não é? Você está sussurrando. – a voz que assombrava Justin murmurou e riu em seguida, fazendo o garoto se arrepiar.
-O que você quer? –Justin sussurrou seco.
-Quero o que te pedi há muito tempo, você me obedeceu, mas agora me desobedeceu e sabe que não gosto disso. –a voz disse furiosa.
-Eu sei, mas não tenho medo de você. –Justin disse mentindo, mas tentando convencer a si mesmo de que não poderia ter medo da pessoa.
-Pois deveria ter Bieber, sabe do que sou capaz. –a pessoa riu amargurada.
-Não vou me afastar dela de novo, eu amo ela demais e ela já sofreu o suficiente. –Justin falou indignado.
-Oh, doce e ingênuo Bieber. –a voz disse mansa e risonha. –Não me desafie, sabe o que posso fazer com você e com ela também. Você tem 1 mês para fazer o que te pedi, e o seu tempo começa a se esgotar a partir de agora. – Justin ia se pronunciar, mas a única coisa que ouvir foi à ligação sendo encerrada.
Justin colocou o celular em cima da cama e passou as mãos pelo cabelo, estava muito nervoso.
Olhou a garota que dormia como um anjo na cama e sorriu consigo mesmo.
Aproximou-se da mesma e depositou um beijo rápido em seus lábios, logo em seguida afagando os cabelos dela.
-Eu não vou deixar nada acontecer com você. –ele sussurrou para a garota, que sorriu mesmo desacordada.
Eles tinham uma ligação incrível, e ninguém podia negar aquilo.
Justin se lembrou  novamente da ligação, tinha 1 mês para fazer o que a pessoa havia lhe pedido, mas não iria machucar sua amada, não mesmo.
Ele estava com medo do que viria acontecer, sabia do que a pessoa era capaz e aquilo o assustava.
Seu maior pesadelo havia voltado.

                                           **********************
Gatas do meu coração!
Mais um capítulo para vocês, espero que gostem.
Desculpem a demora, além da falta de tempo o capítulo anterior não teve nem 30 comentários, mas eu entendo, ele ficou uma merda.
Esses capítulos agora vão ser meio bleh, pq a história de verdade vai começar lá pelo capítulo 10 ou 11, muahahahahahahhaha, ficarão curiosas sobre essa ligação até lá.
Bom, é só isso.
Beijos pra vocês e até o próximo capítulo!
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Aviso da Gih

Geliebers, aqui é a prima da Gih, ela não pode comunicar vocês, pois está no ensaio da banda.

Bem ela me falou que era para parar de denunciar a página Justin pegador, e ao invés de denunciar, ela vai tentar entrar em contato com a dona e exigir que coloquem os devidos créditos.

Ela me explicou que a menina se desculpou e falou que não queria que fizessem nada que prejudicasse a página, que estava fazendo isso porque gostava das #IBs.

É só isso ;)

19.4.13

Atenção!

Meninas, estão plagiando o blog! 

Isso mesmo que você leu! 

Eu e a Larissa estamos fazendo uma rebelião no Facebook, porque é uma página, a Justin Pegador, que está nos plagiando. Posta The Skater Girl, Blue Jeans e Nothing Like Us sem os devidos créditos e estamos tomando uma atitude: DENUNCIAR AQUELA MALDITA PÁGINA. Denunciem o máximo que puderem! Se não colocarem os créditos, vamos tirar ela do ar. É matar ou morrer. 

Ajudem, por favor. Se você tem amor ao blog e odeia plágio, estamos juntos nessa. Denunciem em "Acredito que não deveria estar no Facebook" e na segunda opção em "Spam ou fraude". Denunciem ao máximo, pressionem a página para colocar os créditos, façam o que puderem! Já estará ajudando! Divulgue isso no twitter, no tumblr, sei lá! Mas já será de grande ajuda. 

Obrigado, de verdade. Vocês não imaginam a raiva que eu estou. Vamos mostrar para eles o poder das Geliebers! 

17.4.13

#IB - Little Angel: Capítulo 74

JESUS CRISTO! OMG OMG OMG OMG *O* 

NÃO ACREDITO QUE ESTAMOS COM 2 MILHÕES DE VIEWS!!! D-O-I-S M-I-L-H-Õ-E-S, CARA! 

Quero agradecer a minha mãe por ser super de boa com o blog, ao Biebs Bieber por ser o divo desse blog maravilhoso e a todas as meninas e meninos  se houver algum, porque nunca nenhum se pronunciou, rs – que leem o blog. Vocês são demais! Amo vocês, suas divas!

Ah, e esse capítulo é para todas as meninas que fizeram aniversário até o dia 18/04. Não me recordo de todas, mas se sintam presenteadas! Inclusive a Thay, antiga dona do blog. Parabéns Thay! We love you! 

Agora vamos ao capítulo antes que algumas meninas me matem, rs.

Boa leitura! *-*

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

- Ela não morreu. Ela não morreu! – gritei, me jogando no chão, me encolhendo e chorando loucamente. – Eu nem pude dizer que a perdoava! Que eu era um anjo de verdade!
- Se acalme, filha. Por favor.
- Como quer que eu me acalme? Ela nem me esperou, mãe!
- Angel, eu...
- Eu nem disse a ela que a perdoava, mãe... Fui eu que dei a ela motivos para se matar.

Sinceramente, não sei como consegui falar. Minha garganta latejava e eu não conseguia ao menos respirar. Ela não pode ter me deixado. Eu não podia ter deixado isso tudo de lado.

- Fui eu mãe, fui eu... – sussurrei, soluçando em demasia e minhas lágrimas molhavam o piso. 

Cobri minha face com as mãos e senti me pegarem no colo, provavelmente Justin, e ele me deitou calmamente sobre a cama.

- Não foi você, Angel. Lembra do que Charlie te disse? Provavelmente era sobre isso, querida.
- Mas se eu não tivesse deixado-a de lado, ela não estaria morta!
- Talvez ela já tivesse planejado isso, Angel. – disse Justin, afagando meu rosto – Tanto que o Charlie te deu aquele aviso, não é? Mas não disse especificamente do que se tratava para não te assustar.
- Vocês não entendem! – lamentei, soluçando em seguida. – Ela era mais que uma avó pra mim, apesar das loucuras. Ela já foi minha segunda mãe, a quem eu recorria quando precisava... E eu nem pude deixá-la demonstrar esse amor de novo.
- Angela, querida... – minha mãe me abraçou, encaixando minha cabeça em seu ombro e acariciando minhas costas. – Vamos admitir que ela não era completamente feliz aqui depois que Charlie morreu. Ela não conseguiu seguir em frente, mesmo depois de quase três anos.
- Mas eu a deixava feliz! Eu a fazia sorrir! Eu a levava no mercado como Charlie fazia, eu ajudava ela com a casa como Charlie fazia...
- Não era o suficiente para ela. Tanto que ela sonhava todos os dias com ele, tendo um sonho parecido com aquele que invadi quando estava presa em sua casa, se lembra?
- Lembro sim. – sussurrei, me aconchegando ainda mais em seu abraço – Eu sempre achei que a fazia feliz. É claro que a saudade aperta, mas acabamos superando. Não imaginava que ela fosse tão paranoica.

Eles ficaram em silêncio e mamãe permaneceu a me abraçar. Só queria entender o porquê de ela ter feito aquilo. Tantas coisas se passavam na minha mente, tantas lembranças...

- E o corpo dela? Onde está?  perguntei, de repente.
- Não sei. Achei essa carta agora, embaixo da porta da frente.
- Então ela pode estar viva, mãe!

Levantei num salto e senti minha cabeça rodar. Tudo se embaçou de uma vez e cambaleei pra frente, sentindo Justin me segurar e soltei a respiração. Libertei-me de seus braços e andei correndo até as escadas, sentindo um cheiro forte de fumaça. Parei no fim da escada e Justin também, me encarando e provavelmente pensando o mesmo que eu.

E aí me caiu a ficha.

Corri até a porta e a abri desesperadamente, sentindo meu mundo desmoronar de uma vez só. O cheiro forte e sufocante de madeira queimada e aquela nebulosa fumaça negra me fazia tossir, e andei com dificuldade até a casa dela. Parei na porta, sentindo o calor da casa incandescente em minha pele. A porta caiu em cinzas e senti Justin segurar minha cintura. Olhei nos olhos dele, que com o brilho do fogo estavam perfeitamente cor de mel. Entrei na casa e vi seus móveis em chamas, assim como o sofá, que já se encontrava preto. Seus livros estavam praticamente intactos e as chamas estavam se alastrando ali, sua cadeira de balanço já havia virado cinzas e seus quadros também.

- Filha, pegue o livro.

Virei para trás, assustada e vi minha mãe, e em seguida ouvimos um grito doloroso vindo de dentro da casa. Ambos nos olhamos assustados e corri casa adentro, desviando das madeiras queimadas junto de Justin. Ouvimos o grito outra vez e senti um arrepio correr minha espinha, vendo o teto em cima de nós dois começar a despencar. Justin me empurrou e, notando o que ele iria fazer, segurei em sua mão, fazendo nós dois cairmos e a madeira despencou do teto, fazendo lascas fumegantes voar em diversas direções. Meu coração estava a mil.

- Angel! Justin! Vocês estão bem?
- Estamos sim mãe! – respondi num grito e levantei com dificuldade, procurando o quarto da senhora com os olhos.
- Vai nesse quarto que eu entro no outro. – disse Justin, segurando gentilmente no meu rosto e olhei em seus olhos aflitos – Se a encontrar, me grita.

Assenti e ele beijou minha testa. Nós dois fomos a direções opostas. Justin foi ao quarto de hóspedes e eu no dela. Entrei ali e notei um monte de roupas no chão, livros e mais livros também, e todos estavam em chamas. A cama também estava da mesma forma e o armário já estava em seu pior estado.

Andei pelo quarto, pulando um pedaço queimado do telhado e ouvi um gemido dolorido à minha esquerda, vendo o corpo da senhora completamente negro e suas roupas estavam do mesmo jeito. As lágrimas foram mais fortes que eu e ajoelhei ao lado dela, virando seu corpo e vendo metade de sua face completamente na carne viva e seus cabelos queimados. Boa parte de seu tronco e de suas pernas já estavam irrecuperáveis. Senti o desespero tomar conta de mim e sentia meu coração quebrar-se em milhões de pedaços. 

- Justin! – gritei com toda a força que me restava e fechei os olhos, deitando meu corpo sobre o dela e chorando como nunca havia antes.
- Querida... – ouvi-a sussurrar, e ergui minha cabeça, encontrando seus olhos azuis no meio daquele laranja incessante. – Não imaginava que, ahm – gemeu ela e funguei, pegando em sua mão. – viesse ao meu encontro.
- Eu te perdoo, Sra. Stubin. Eu te perdoo! – disse, vendo um sorriso sereno tomar conta dos lábios enrugados dela.
- Angel?
- Estou aqui! – respondi ao ouvir a voz dele, e olhei nos olhos dela outra vez. – Por quê? Por que Sra. Stubin?
- Eu só te trazia sofrimento – sussurrou ela, apertando minha mão de volta -, e a única razão para que isso acabasse era... morrendo.

Senti uma lágrima cair em meus olhos e apertei a mão dela, soluçando.

- Não, a senhora não era o meu sofrimento. A senhora é a razão do meu sorriso, da minha vontade de ajudar os outros.
- Angela... você já tinha isso no sangue – sua voz estava mais fraca e ela fechou os olhos dolorosamente, apertando com mais força minha mão, e sorriu, molhando os lábios. -, e espero que continue, sendo o anjo que trouxe paz a esse mundo. Deixe-nos orgulhosa.

Sua mão perdeu a força e abri minha boca para dizer algo, porém não consegui. Ela já não estava mais aqui. Deitei minha cabeça em seu abdômen e recomecei meu choro descontrolado junto à tosse, agora sim sem saber o que fazer. Estava sem chão. Pegaram-me no colo de repente e esperneei, gritando mais ainda. Eram os bombeiros.

- Senhorita, você tem que se retirar, a casa vai desabar.
- Prefiro morrer junto dela! Me deixem aqui!

O homem grande me carregou para fora da casa e, assim que ele me colocou na grama, ouvimos o estrondoso barulho da madeira se chocando com o chão. Ajoelhei no chão, vendo todas as minhas memórias, todos os meus acordes tocados, todas às idas ao mercado, todas as risadas, todos os conselhos, todas as tardes que passei naquela casa amarela, queimarem junto às cinzas.

Uma parte de mim estava queimando naquela casa e nunca mais conseguiria recuperá-la.

Era uma daquelas cicatrizes que, por mais que o tempo passasse, nunca mais seriam as mesmas.

Eu nunca mais serei a mesma. 
[...] 


Havia se passado cinco dias desde que a casa dela pegou fogo. Como encontraram frascos de querosene jogados pela janela da casa, provavelmente ela quis queimar a casa, porém pedi para alegarem que foi apenas um acidente doméstico. Ninguém além de nós precisava saber que ela queria se matar. Os filhos, Karen e Drake, preferiram a cremação, já que o corpo dela estava todo desfigurado e irrecuperável. Seria em Jacksonville, mas eu não me senti confortável o suficiente para vê-la sendo levada junto com o vento. Já não bastava o que passei.

Era como se eu ainda a visse na minha frente, sentindo-a apertar minha mão e o calor do fogo em volta de nós estivesse presente até agora. A angústia tomou meu coração e mordi meus lábios, voltando àquela atmosfera suicida. Ainda não me entra na cabeça as razões de ela querer ter se matado por minha causa. Ou é amor demais ou...   

- Angel? Ouviu o que eu disse?

Franzi a testa e olhei para Justin, confusa. Tinha até me esquecido que estava com ele. Com eles, falemos assim. Estávamos no Junior’s depois de um treino bem sucedido. Faltavam duas semanas para o grande jogo, e é claro que George fez o favor de pegar super pesado nos treinos. Duas semanas para eu jogar na liga masculina. Nem sei como isso irá acontecer ou pelo menos dar certo, mas eu confio no meu treinador.

- Não Justin, desculpa.

Ele suspirou triste, deitando minha cabeça em seu ombro e suspirei em resposta. Ele sabia muito bem o que eu estava pensando. É o que tenho pensado desde quando li aquela carta. Mas que droga.

- Estávamos falando de como seria a cara dos Mooses ao verem você entrando.
- É! – disse Chaz, de boca cheia, comendo seu sagrado cheeseburguer. – Não duvido que tentem te expulsar da quadra, eles são muito baixos.
- Ah, eles vão ver a baixaria se tocarem um dedo em mim – resmunguei num tom ameaçador, roubando um pouco do milk shake de algum deles. É tão normal essa “partilha” de comida e bebida entre eles que até eu acabei aderindo.

Todos riram e sorri sem graça. Não era num sentido cômico, mas me rendeu alguns sorrisos. Acabei com o milk shake do Chris e roubei um pedaço do lanche do Chaz, que agora era nomeada como Kiara. Se ele ficou desesperado? Claro! E ainda se lembrou daquele dia que eu falei do lesbianismo por causa do brigadeiro. Isso sim me fez rir. Isso é o que dá falar sem pensar.

Já estávamos pagando a conta e depois fomos para a casa do Justin. Tomei um banho lá no quarto da Pattie, já que Justin não admitiu que eu tomasse banho no seu banheiro por questões masculinas e de hormônios à flor da pele dos caras. Já de banho tomado, estava voltando para o quarto do Justin quando ouço me chamarem. Era a voz do Jeremy. “Mas o que ele quer comigo?”, pensei, estranhando. 

Adivinha só quem estava com ele?

- Senhorita Bieber! – disse Barry, me abraçando. Fiquei com pena de ter tomado banho. O cara estava tão suado e fedido que meu estômago revirou. – Quando será o casamento?
- Casamento? – perguntei, sem graça e com nojo do meu corpo suado por causa do dele. Vou precisar de outro banho – Nós nem começamos a namorar direito, Barry.  
- Já fique sabendo que quero ser um dos padrinhos – disse ele, dando uma piscadinha.

Hm, o Chaz já está ocupando o lugar de padrinho retardado, pelo menos na minha concepção.

- Vou falar com Justin sobre isso – respondi, sorrindo.
- Angel! Socorro! – um grito abafado e milhões de risadas monstruosas seguiram o grito e ri baixinho, já imaginando o que eles poderiam estar fazendo.
- Se me derem licença... – disse, vendo Jeremy segurar o riso e ambos assentiram, me permitindo sair dali.

Fui até o quarto e vi todos eles em cima do Justin, fazendo purê do coitado. Os caras riam loucamente, enquanto Justin soltava gritos altamente agudos – super gays, na língua nada discreta do Chaz – e abafados, provavelmente sem ar. Parei na porta e fiquei encarando aquela cena, de braços cruzados e esperando pelo menos um deles notarem minha presença.

- Puta merda! – gritou Chris, assustado e empurrando Chaz, derrubando o amigo com tudo no chão e se encolhendo atrás do pufe.
- Tá louco cara? – disse Chaz, alterado, e ele alisou suas costas, logo notando que eu estava ali e seus olhos se arregalaram, tirando Ryan de cima do Justin e deixando-o respirar.
- Só assim para vocês voltarem a serem homens, hein? – disse, revirando os olhos e rindo.

Sentei ao lado de Justin, que estava de bruços sobre um dos pufes, literalmente esmagado e com uma carinha zonza. Acariciei seus cabelos e ele sorriu fraco, respirando fundo.

- Se fizerem isso de novo com ele juro que estouro os miolos de vocês.

Os três se entreolharam assustados e sorri maldosa, voltando a afagar os cabelos dele.

- Duvido que faria isso com a gente, Angel.
- Duvida? – perguntei, rindo – Agora que não preciso mais esconder meus poderes de vocês, já vão ter uma ideia de onde suas dores de cabeças inesperadas surgem, amigos.

Sorri cínica e Justin riu de mim. Obviamente, nunca faria isso com eles. Mas é legal colocar uma ordem de vez em quando. Ainda mais quando se trata desses... hm, doidos?

- Topam uma partida de Mortal Kombat? – perguntei, vendo que eles não paravam de me olhar de forma assustada.
- Opa, eu topo – disse Chris, sentando no pufe que estava atrás e encolhido. – Sou o Sub Zero e ninguém discute.

Dei de ombros, já sabendo que iria ganhar dele. Depois de tantos anos jogando com meu pai e ele sempre era o Sub Zero ou o Scorpion, já sei os “pontos fracos” dos personagens, ou seja, moleza ganhar do Christian.

Acabamos passando o resto da noite jogando – contando que ganhei 25 das 30 partidas, nem sei como eles ainda jogavam contra mim – até Pattie nos chamar para jantar. Ela pediu pizza, e, bem na hora que descemos a campainha tocou. Eu e Justin fomos atender a porta enquanto os meninos foram obrigados a arrumar a mesa com Jason.   

Por coincidência, Dylan que veio entregar. Fazia tempo que não o via.

- Angel! – disse ele, depois de entregar a pizza para Justin. – Você sumiu! Aliás, quem sempre buscava as pizzas era sua irmã, então...
- Ah, sempre chego depois que você entrega. Se não eu te veria mais vezes! – sorrimos juntos e Justin revirou os olhos, enciumado, e nos deixando sozinhos. – Não liga pra ele, é sempre assim.
- Nunca esperei te ver na casa do Bieber. – disse Dylan, com a testa franzida.
- Isso se tornou muito mais normal do que aparenta, Dy. Todo dia estou aqui – sorri sem graça e fechei a porta, o acompanhando até sua moto.
- Imagino. Pelo o que o Liam fala, vocês não desgrudam.
- O Liam? – perguntei, me lembrando daquele dia desgraçadamente horrendo. Ele anda tão sumido que havia até me esquecido da existência desse ser.
- Quem mais seria? – perguntou ele, rindo, e se escorando em sua moto. – Aqueles papos de “A Angel ainda vai ser minha” nunca acabaram. Mas devido as umas porradas que ele levou há uns meses, diz ele que quis esquecer um pouco você, mas não consegue.
- Coitadinho. – disse, revirando os olhos e ouvindo a risada dele. – Ele te disse quem tinha batido nele? – perguntei, formando um sorriso malicioso nos lábios.
- Não.
- Fui eu, Dylan. – respondi, erguendo uma sobrancelha e ri da cara espantada dele.
- Porra, Angela! Você? Ele parecia mais ter apanhado de uma gangue de cinco homens!
- Eu sou muito mais forte do que pareço. – sorri fracamente e cruzei os braços, lembrando daquelas cenas. Realmente, foi ótimo vê-lo se jogando contra a parede, tendo espasmos, e tudo aquilo que fiz com ele. Só apanhando pra criar juízo, eu hein.
- Percebi! – disse ele, rindo. – Vou ter que ir, Angel. Tenho mais cinco pizzas para entregar em uma hora.
- Boa sorte então! – sorri para ele e o abracei, vendo-o subir na moto e ligá-la em seguida.
- Até mais, Angel.

Assenti em resposta e o ronco do motor dominou o silêncio da rua. Entrei de volta na casa do Justin e todos já estavam comendo, menos Pattie. Peguei um pedaço e notei que Justin estava emburrado, e mal comia. Ri baixinho, comendo em silêncio.

“Isso tudo é ciúmes?”

“Ai Angel, avisa quando for fazer isso!” – pensou ele, me fazendo rir do outro lado da mesa – “É sim.” – ele fez bico e o encarei, rindo.

“Não tem motivos para ciúmes, amor. E acabei de descobrir que o Liam parou de me perseguir porque dei umas porradas nele. Viu? Informações extras que não saberia se não tivesse falado com o Dylan.”

“Mesmo assim. Você até fechou a porta pra ter privacidade.” – o ‘privacidade’ soou super gay com a voz de pensamento dele.

Segurei o riso e mordi a pizza, vendo que ele me encarava com um meio sorriso.

“Seu bobo.”

O sorriso dele se alargou e mordi meus lábios, notando não apenas o olhar dele sobre mim. Chaz também me encarava, aliás, nos encarava. E, para variar, com um sorriso super malicioso. Chaz e seus infinitos pensamentos pervertidos.

Já não bastam os nomes femininos nas comidas, tem que ter uma mente tão poluída quanto à do meu namorado. Sem contar as vozes afeminadas. Pacote completo de amigo retardado.

Terminamos as pizzas e ajudei Pattie a arrumar a cozinha. Depois, me despedi de todos e fui para casa. Estava a fim de andar sobre à luz das estrelas e Justin me levou a pé, com seu braço em volta da minha cintura. Só quando parei na porta de casa que lembrei que hoje era sexta-feira. Eu tinha aulas de piano com ela nesse dia. Admirei a casa dela com uma expressão triste e Justin me abraçou, tentando me confortar.

Acho que nem milhões de abraços do Justin – por mais perfeitos que fossem – não me confortariam. Uma lágrima teimosa caiu de meu olho e a sequei rapidamente, me libertando dos braços aconchegantes dele e sendo impedida de ir com um selinho inesperado dele. Sorri ao sentir nossos lábios unidos e tive a liberdade de incrementar, partindo para um beijo mais profundo, mais necessitado. Separei nossos lábios e desgrudei meu corpo do dele, acenando com um sorriso sem graça e entrando em casa.

Nem sei mais o que pensar. Os momentos se misturam, a felicidade tenta encobrir a tristeza, mas quando a tristeza bate, não tem momento feliz que a encubra. Pode até aparentar que ela suma, entretanto quando você se sente no auge, já livre dela, ela volta e te engole. Leva você para o fundo do poço.

E era assim que eu me sentia agora. Completamente derrotada.

Francamente, não sei o que será de mim sem ela.

*** 
Hey Geliebers! 


Sim, esse capítulo ficou uma merda. Nem adiantem discutir, ficou sim. Eu ando tão estressada com as minhas notas baixas somadas com a correria da semana, ainda mais com as coisas da festa, que me sinto horrível. Tudo que eu faço fica horrível. Enfim, vamos deixar meu lado melancólico de lado e vamos pular para o capítulo. u.u

Achei tenso ela querer se matar. Créditos à minha prima pela ideia louca dessa velha morrer queimada. O problema é a Angel ficar nesse estado, né? Deprimida ao extremo. E o Liam realmente estava sumido, mas voltou vagamente. Será que ele vai mesmo seguir com essa ideia possessiva? Vamos esperar para ver. 

Continuo com mais de 40 comentários *-*

E, meninas, ainda estou com a ideia de fazer a 2º temporada de Little Angel. Não sei se repararam, mas eu coloquei uma enquete do lado esquerdo do blog, respondam lá e esclareçam minhas dúvidas. Só sei que, se for mesmo fazer a segunda temporada, vou terminar BIE primeiro  para o alívio das fãs da Lulu e do Biebs, haha  e fazer Runaway Love junto com Little Angel. O que acham? É só uma ideia, mas quero concretizá-la o mais rápido possível. 

Agora estamos fazendo parceria com a linda da @jbieberhorny, gente. É esse o blog dela. Ela é muito diva, pqp. Quem aí lê o blog dela? >.< 

E o concurso? Ninguém quer se candidatar? ): Vai ser legal, gente. Ter mais uma integrante, ainda mais uma gelieber, seria amazing! Não precisam ter medo, ninguém daqui morde. shauahshas Eu sei que a maioria quer postar uma IB aqui também, mas apenas se terminar Blue Jeans. E se também for boa escritora, é claro. (: 

Indicações: 

http://www.imagine-a-meezy.blogspot.com.br/ < para as fãs do Austin Mahone *-* 

Respostas aos comentários:

@anaclara_pn e blueandpink:

SUAS SUMIDAS SHAUISHAUISH finalmente hein. Tava com saudade de vocês ): agora fiquem forever comigo, ok? Amo vocês duas <3 kkk comentário gigante, ai nossa. 

Anony super meiga que disse que Little Angel não é clichê: 

Te adorei, sério. Vem logada, ou coloca seu nome, twitter, sei lá kkk. Valeu, de verdade. Ler uma crítica dessas quando se está pra baixo anima pra caramba o astral. Sinceramente, não sou de ler muitas IBs, leio apenas algumas. Também sou chata, digamos assim. Para mim tem que ser convincente, envolvente e super bem escrita, se não nem cola. Obrigada pela crítica boa, se isso foi uma. (: 

Para um fim de post decente, vou colocar uma frase para vocês. 


"Saudade. Saudade é frase pronta, não precisa de verbo e nem de objeto. Saudade é sujeito total. A saudade é o tudo."
 Caio Augusto Leite

Amo vocês! 
Beijos, da Gih.