31.5.13

Nothing Like Us- Capítulo 13 (parte 2)








Se você me deixar no seu mundo
Vai ser uma garota solitária a menos
Eu vi tantos rostos bonitos
Antes de ver você
Agora tudo que eu vejo é você.
One Less Lonely Girl - Justin Bieber

Narrador point of view  (Recado no final do capítulo, leiam por favor, é importante.)
ps: coloquem para carregar Over Again - One Direction (aqui)

-Shiu, só escuta ta bom? –Justin falou e Alice assentiu ainda chocada com aquilo.
Alice desviou os olhos do que Justin fazia para observar o local.
A sua frente havia um mini palco com um microfone e um violão na sua base, algumas mesas estavam espalhadas por ali, o que ela identificou como um restaurante.
Todas as mesas eram cobertas por toalhas brancas de seda, estavam vazias exceto pelas velas, que iluminavam todo o ambiente.
Em uma única mesa, mais no canto dali, tinha uma mesa montada, o que ela supôs ser seu jantar.
Olhou para frente e viu Justin sentado no banquinho do palco, ajeitando algumas cordas do violão e assim que acabou, olhou para Alice e sorriu.
-Pra você. –Justin disse no microfone e Alice se ajeitou na cadeira sorrindo fraco.
(deem play na música agora, por favor)

Said I’d never leave her
(Eu disse que nunca a deixaria)
Cause our hands fit like my T-shirt
(Porque nossas mãos se encaixam como a minha camiseta)
Tongue tied over three words, cursed
(Língua presa em três palavras, amaldiçoado)
Running over thoughts that made my feet hurt
(Correndo em pensamentos que fazem os meus pés doerem)
Body’s intertwined with her lips.
(Corpos entrelaçados com os lábios dela)

Now she’s feeling so low since she went solo
(Agora ela está se sentindo tão para baixo, desde que ficou sozinha)
Hole in the middle of my heart like a polo
(Há um buraco no meio do meu coração como um polo)
And it’s no joke to me
(E isso não é brincadeira para mim)
So can we do it all over again
(Então podemos fazer isso de novo)

If you’re pretending from the start like this,
(Se você está fingindo assim desde o começo,)
With a tight grip, then my kiss
(Com o coração apertado, então o meu beijo)
Can mend your broken heart
(Pode consertar o seu coração partido)
I might miss everything you said to me
(Eu posso esquecer tudo o que você disse para mim)
And I can lend you broken parts
(E posso te emprestar pedaços quebrados)
That might fit like this
(Que podem se encaixar assim)
And I will give you all my heart
(E vou te dar todo o meu coração)
So we can start it all over again
(Então podemos começar tudo de novo)

Can we take the same road two days in the same clothes
(Podemos pegar a mesma estrada por dois dias com as mesmas roupas)
And I know just what she’ll say if I make all this pain go
(E eu sei o que ela irá dizer se isso fizer toda a dor desaparecer)
Can we stop this for a minute
(Podemos parar isso por um minuto)
You know, I can tell that your heart isn’t in it or with it
(Sabe, posso dizer que seu coração não está nisso ou com isso)

Tell me with your mind, body and spirit
(Me diga com sua mente, corpo e espírito)
I can make your tears fall down like the showers that are British
(Posso fazer suas lágrimas caírem como os chuveiros britânicos)
Whether we’re together or apart
(Se estivermos juntos ou separados)
We can both remove the masks and admit we regret it from the start
(Podemos os dois remover as máscaras e admitir que nos arrependemos disso desde o começo)


If you’re pretending from the start like this,
(Se você está fingindo assim desde o começo,)
With a tight grip, then my kiss
(Com o coração apertado, então o meu beijo)
Can mend your broken heart
(Pode consertar o seu coração partido)
I might miss everything you said to me
(Eu posso esquecer tudo o que você disse para mim)
And I can lend you broken parts
(E posso te emprestar pedaços quebrados)
That might fit like this
(Que podem se encaixar assim)
And I will give you all my heart
(E vou te dar todo o meu coração)
So we can start it all over again
(Então podemos começar tudo de novo)


You’ll never know how to make it on your own
(Você nunca vai saber como fazer isso sozinha)
And you’ll never show weakness for letting go
(E você nunca vai mostrar fraqueza por deixar ir)
I guess you’re still hurt if this is over
(Acho que você continuará magoada se isso acabar)
But do you really want to be alone?
(Mas você realmente quer ficar sozinha?)


If you’re pretending from the start like this,
(Se você está fingindo assim desde o começo,)
With a tight grip, then my kiss
(Com o coração apertado, então o meu beijo)
Can mend your broken heart
(Pode consertar o seu coração partido)
I might miss everything you said to me
(Eu posso esquecer tudo o que você disse para mim)
And I can lend you broken parts
(E posso te emprestar pedaços quebrados)
That might fit like this
(Que podem se encaixar assim)
And I will give you all my heart
(E vou te dar todo o meu coração)
So we can start it all over again
(Então podemos começar tudo de novo)

If you’re pretending from the start like this,
(Se você está fingindo assim desde o começo,)
With a tight grip, then my kiss
(Com o coração apertado, então o meu beijo)
Can mend your broken heart
(Pode consertar o seu coração partido)
I might miss everything you said to me
(Eu posso esquecer tudo o que você disse para mim)
And I can lend you broken parts
(E posso te emprestar pedaços quebrados)
That might fit like this
(Que podem se encaixar assim)
And I will give you all my heart
(E vou te dar todo o meu coração)
So we can start it all over again
(Então podemos começar tudo de novo)

-Justin eu... –a garota disse com os olhos cheios de lágrimas e se levantou rapidamente, correndo em direção ao garoto sentado ao banco, que se assustou assim que a garota se jogou em seus braços, chorando.
-Ei não chora. –Justin disse afagando os cabelos da menina.
-Justin, eu não sei o que falar. –ela disse se agarrando mais a ele.
-Não precisa falar nada. –ele falou e afastou a menina, mantendo ela de frente para ele.
-Claro que preciso, olha o que você acabou de fazer. –ela falou dando um selinho demorado no garoto de olhos claros. –Você é perfeito. –ela sussurrou.
-Você é perfeita demais para mim. –ele sussurrou de volta e encostou sua testa na da garota. –Ainda tem mais. –ele falou sorrindo.
-Mais? –ela perguntou confusa e ele assentiu.
-Vem comigo. –ele falou e selou a garota, se levantando em seguida e levando ela até uma portinha ao lado do palco. –Pronta? –ele perguntou e ela assentiu sorrindo.
Justin abriu a porta e caminhou até o meio daquela sala, se ajoelhando e olhando para Alice, que estava em pé com as mãos na boca incrédula com o que via.
O chão estava todo coberto de rosas brancas, e por cima delas, rosas vermelhas formavam as palavras “Quer namorar comigo?”

   (imaginem mais ou menos isso e ignorem o erro de potuguês da pessoa que escreveu "conmigo")

-Você não existe. –ela sussurrou e ele riu, tirando uma caixinha de veludo do bolso, onde continha o anel de Alice.
-O que me diz? –Justin perguntou.
-É claro que eu aceito. –ela sorriu e se Justin se levantou, andando até ela.
Ele sorriu parando na frente da menina e limpou uma lágrima que escorria ali, Alice fechou os olhos se deliciando com o toque de Justin e suspirou.
Justin pegou a mão delicada e magra da garota, devido a doença, e colocou em seu dedo anelar o anel que escolheu com tamanho carinho na joalheria alguns dias atrás.
Assim que o anel foi encaixado, Justin levou a mão da menina até a sua boca e beijou o anel carinhosamente, fazendo Alice abrir os olhos.
A garota segurou o rosto de Justin com as duas mãos e inclinou a cabeça pro lado, sorrindo.
-Prometo te fazer feliz e sempre estar com você, não importa o que aconteça. –Justin disse.
-Eu te perdi uma vez e não vou te perder de novo. –ela falou e sorriu, beijando os lábios macios de Justin.
[...]
-A NOITE FOI BOA. –Zayn gritou atraindo a atenção de todos assim que Alice e Justin passaram pela porta do quarto do hotel de mãos dadas.
-Calado Zayn. –Justin o reprovou com o olhar, vendo que Alice tinha corado.
-Ai amiga, como foi? Conta T U D O. –Lucy exclamou batendo palminhas e Alice riu.
-Foi perfeito. –ela falou sorrindo e Justin passou os braços pela cintura dela, depositando um leve beijo em seus lábios.
-Vocês são o casal mais gay que já conheci. –Victor disse revirando os olhos e recebeu um tapa de Lucy, fazendo Liam rir.
-Eles são fofos. –Lucy disse irritada.
-Justin? –Isabel entrou na sala chamando pelo menino.
-Sim? –Justin respondeu.
-Ontem a noite uma pessoa procurou por você e Alice aqui. –a mulher explicou.
-Quem? –Justin indagou com as sobrancelhas franzidas.
-Marta esteve aqui, ela perguntou sobre vocês e se demitiu, disse que precisava descansar porque já estava velha e se aposentou.
-Sério? –Alice perguntou e sentiu Justin tenso ao seu lado.
-O que essa vadia quer se demitindo? –Justin sussurrou para si mesmo e subiu as escadas com raiva, deixando todos na sala confusos.


                                          

Pequeno, eu sei, mas como é uma continuação não podia ser grande, mas o próximo vai ser maior.
Olha, quero falar antes de tudo que eu to muito triste com vocês.
Eu disse no capítulo anterior que iria postar na segunda, e hoje é sexta, mas disse isso porque achei que chegaria a um número de comentários suficiente, e não chegou.
Eu já disse que não gosto de ficar enchendo o saco de vocês com essas coisa de comentários, mas poxa, as vezes precisa, é chato demais ter que ficar aqui praticamente  implorando pelos comentários de vocês, a gente gasta tempo escrevendo pra vocês, eu tenho uma vida social, tenho que estudar pra tirar notas boas e viajar pra Disney e pra Believe Tour em novembro e tenho academia e inglês ainda, mas as vezes deixo de fazer as coisas pra escrever e vocês não comentam, isso é realmente frustrante.
Poxa, eu to com louca pra terminar essa IB, já tenho uma nova pra vocês que conta uma história totalmente diferente e bem melhor do que as que já escrevi, realmente vai ser uma das melhores que já escrevi, to com vários capítulos prontos e mandei até fazer uma capa, mas desanima com a falta de comentários nessa história aqui.
Enfim, comenta quem quiser, mas to pensando seriamente em deixar o blog depois de Nothing Like Us e postar Red em um tumblr de uma amiga minha, porque é só dar like.
Não é nada sério, ainda estou pensando.
Enfim, espero que tenham gostado do pedido do Justin, foi super fofo, e to super viciadona nessa música da 1D, ela é perfeita.
No próximo capítulo eu divulgo e respondo comentários.
Até o próximo capítulo e blá blá.

Twitter > (aqui) < me sigam e peçam pra seguir de volta que sigo (:
Ask > (aqui) < perguntem que respondo qualquer coisa.
Instagram (aqui) < me sigam e peçam pra seguir de volta que sigo (:
Facebook (aqui) < me adicionem e falem comigo, sou um amor.
Grupo do Imagine no face (aqui) < participem lá!

Comentem muito, por favor.

Amo vocês demais <3

30.5.13

#IB - Little Angel: Capítulo 77

Esse capítulo é dedicado à todas as aniversariantes do dia 16/05 até amanhã, 31/05. E parabéns a nossa Jazmyn, princesinha, cunhadinha e afins. Cinco aninhos de pura fofura <3 

Bem vindas, novas leitoras!

Aviso importante no final.

enfim, bora pular pro capítulo antes que vocês me esquartejem (:
~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

Estava no meu quarto, certamente em uma posição delicada. Estava prestes a conversar com Christopher e minha mãe, como havíamos combinado horas atrás, na casa do Justin. Só de me lembrar dos nossos amassos de momentos atrás, fiquei morrendo de calor. Porém, tive que me conformar. Só iria vê-lo segunda, no colégio. E agora não é hora de pensar nisso. Ambos estavam sentados à minha frente, me esperando tomar uma posição.

- T-tudo bem – gaguejei, respirando fundo –, vamos começar. Por que você aparece nos sonhos da minha mãe? – perguntei, receosa.

Apesar de seu já ter lido isso na mente dele, ouvir da boca dele seria melhor para confirmar de fato o que eu li. E também fazer umas perguntas minuciosas ajudará e muito. Vamos iniciar o interrogatório.

- Na verdade, é uma forma de me comunicar com ela. Somos amigos de anos atrás, e não gosto de passar vários dias sem falar com ela, nem que isso signifique invadir seus sonhos.
- É verdade, Angel. O Christopher e eu nos conhecemos quando você era criança, mas como ele nunca estava tão presente, acho que você não se lembra dele. E também, você nem sonhava em ter poderes oníricos nos seus quatro anos.
- É, de fato não queria ter esses poderes, mas tudo bem. Que tipo de sonhador você é? – franzi o cenho – Ou você nem é um sonhador, seria mais um oráculo.
- Isso, um oráculo. Os sonhadores mais experientes recorriam a mim para saber sobre seu futuro. A Martha sempre me recorria, a Lilian... Mas sobre você ser tão poderosa como é e ainda se tornará, nunca contei a ninguém. Apenas para sua mãe, naquele sonho que você sem querer se infiltrou.
- Você sabia que eu estava lá?
- Claro, eu sabia que você o invadiria. Quis usar as palavras que te deixaria curiosa ao ponto de me procurar. Só não sabia que iria te encontrar na casa do Jack. – ele franziu o cenho e sorriu maroto. – Eu sou oráculo dos sonhadores, não um tipo de cartomante.

Ri com o comentário dele e assenti, reconhecendo a burrice da minha pergunta. Belo humor. Mais um ponto para considerar no rascunho de “novo futuro namorado da mamãe”. 

- Quando você descobriu sobre... mim? – perguntei, depois de um tempo.
- Sendo específico, estava me aprofundando sobre a história do John Lennon para uma campanha publicitária que iria fazer e, de repente, todo o seu futuro tomou minha mente. Tudo, literalmente tudo. Você até me fez derrubar café em um livro da biblioteca particular da minha amiga, o que me custou uma graninha desembolsada de onde eu não deveria ter tirado, mas isso não vem ao caso. – ele mordeu os lábios depois de um sorriso galante, me olhando nos olhos – Você é muito mais perfeita do que nos meus pensamentos. Suas atitudes me surpreendem a casa milésimo de segundo, e com certeza Justin é o rapaz mais sortudo da galáxia.

Minhas bochechas coraram tão rápido que tive que esconder meu rosto com minhas mãos antes que eles percebessem, porém isso só piorou minha situação vergonhosa. Eles riram de mim e acabei caindo na deles, rindo junto. Elogios demais não são tão legais assim.

- Ahm, pode ser mais... específico? – franzi o cenho, sentindo a necessidade de a específica ser eu, e continuei – Eu entendi que eu sou extremamente especial e que todo o mau possível vai tentar me derrubar, como aquele episódio dos Sparks; que inclusive está super mal-resolvido. Também essa tentativa louca da Sra. Stubin de me usar nos seus planos psicopatas e no final dando tudo errado. – mordi meu lábio, me doendo no fundo e revendo aquelas cenas lentamente, me torturando. – Enfim... me dê exemplos. Eu preciso digerir tudo isso.

Christopher demorou um pouco para responder, pensativo. Fitei-o, preocupada, e sentindo o olhar de minha mãe sobre mim.

- Eu não quero usar exemplos de que irão acontecer em breve, vou te fazer visualizar com o que já aconteceu, para ficar mais fácil. Vamos primeiro com aquela garota cega. Não sei se você se recorda, mas quando estava conversando com sua mãe no sonho, você iria se concentrar apenas em ajudar as pessoas através dos sonhos, principalmente se elas sonharem com você ajudando-as. Aquela menina havia sonhado com você, dias antes de sua visita até lá, não foi?
- Sim. – respondi, me lembrando daquele dia. Foi maravilhoso.
- Como houve a possibilidade de vocês se encontrarem, você pôde curá-la ao entrar na mente dela, invadindo aquele sonho em que você a curava da cegueira. Você vai perceber, ao decorrer do tempo, que ficará bem mais fácil de curar essas pessoas pessoalmente e oniricamente. É só você se aperfeiçoar.
- Entendi. E no caso da Jessie e do Johnny? Vou conseguir curá-los?
- Você já os curou, Angel. Por meio dos sonhos, porém como você só foi ter conhecimento disso agora, não deve se lembrar de ter sonhado com aqueles meninos. Muito dos nossos sonhos não são lembrados com facilidade, ainda mais se forem seguidos de outros sonhos. Mas... de que forma pensou que iria curá-los?
- Trazendo os pais deles de volta.
- Isso você não vai poder fazer. Não se mexe com a vida e a morte, mas é possível apenas que os espíritos deles venham visitar os filhos, como já aconteceu com você. Seu pai já te visitou e o Charlie também. Porém, eles hão de ter um motivo realmente importante para visitar o mundo mortal, não podem simplesmente vir aqui e “atormentar” os humanos.

Assenti, um pouco triste. Queria poder trazer a felicidade máxima a essas crianças. Porém, já fiz o que pude, mesmo querendo fazer isso por mais vezes.

- Que coisas acontecerão em breve, Christopher? – perguntei, me lembrando das palavras dele – São ruins?
- Não poderei te contar, Angel, apesar de você ser uma sonhadora. Só posso esclarecer suas dúvidas sobre os poderes e de que forma usá-los. Não tenho a permissão ancestral para isso, ainda.
- E quando terá?
- Quando completar vinte anos.
- Que sacanagem! – disse, cruzando os braços – Mal faço 17 e tenho que esperar mais três anos!

Eles riram de mim e cedi, rindo também. Mas, não deixa de ser verdade. Que falta de consideração comigo.   

- Infelizmente, não sou um quebra regras. E se quebrasse, meu cargo de oráculo iria pro saco. 
- Que coisa – resmunguei, fazendo cara feia. – Hm, mais alguma coisa a acrescentar? Pelo menos as minhas perguntas foram respondidas.
- Teremos que começar a treinar com seus poderes oníricos. Monitorá-los. Saber identificar se aquilo é uma forma de ajuda alguém ou apenas um sonho aleatório.
Assenti. – E como iremos fazer isso?
- Quero que você treine o seu potencial telepático relacionado à memória.

Franzi o cenho, fazendo cara de desentendida e Christopher riu. Eu sei que sou nerd, mas isso soou completamente estranho.

- Traduzindo: quero que você aprenda a se lembrar dos sonhos que teve. Por exemplo, teve um pesadelo e acordou no meio da noite. Você irá escrever em um caderno o sonho, com os detalhes que se recordar, as pessoas, com o que era relacionado e o que mais tiver sonhado. E também que os intitule. Nesse caso, seria Pesadelo com “o que você sonhou”. Entendeu?
- Entendi. E se eu tiver mais de um sonho? Vou intitular da mesma forma?
- Só escreva os sonhos, se forem para o lado bom, apenas Sonho e o tema; se seguirem por um lado ruim, escreva Pesadelo e o tema.

Assenti, unindo minhas mãos em meu colo.

- E como você vai saber os meus sonhos?
- Vou passar aqui pelo menos duas vezes na semana para ler seu caderno e discutirmos sobre os sonhos. Provavelmente em dias que deem certo intervalo, por exemplo, terça e sábado. São quatro dias de intervalo, o que rende bastantes sonhos.
- Tudo bem.

Eles se levantaram e quando estavam saindo, chamei minha mãe, que me olhou logo em seguida.

- Sim? – perguntou ela.
- Por que não me contou sobre o Christopher quando perguntei sobre ele hoje de manhã?
- Podemos falar disso amanhã?

Ergui minhas sobrancelhas em um tom autoritário e Chris a olhou aflito.

- Não é por querer te enrolar – disse ela, revirando os olhos – é porque eu estou cansada, filha. Eu juro. Amanhã, pode me perguntar e me cobrar que irei te responder.

Assenti nada satisfeita com a resposta dela e Christopher se despediu, saindo do quarto. Mas que droga. O que ela está escondendo? Ou melhor, o que eles estão escondendo?
Se bem que vou ter que pensar em muitas perguntas para ele responder. Levantei da cama e procurei em minha estante algum caderno velho que servisse para escrever os sonhos. Encontrei um de capa vermelha e arranquei as folhas usadas, mordiscando meu lábio inferior, intrigada. Queria muito saber sobre esse segredo deles.

Deixei o caderno sobre minha escrivaninha e me deitei, literalmente morta de cansaço. Foi um dia, hm, longo e dolorido. Meus dedos ainda doíam um pouco por se retorcerem tão fortemente. Não demorou muito até eu adormecer, tentando imaginar um motivo louco que minha mãe esconderia de mim.
[...]

Gritos, uivos e mais barulho. Pessoas espremidas, me esmagando e depois me erguendo no ar. O lugar era borrado, os rostos deles eram borrados. Até que identifiquei o rosto de Justin e ele me olhou com um sorriso orgulhoso. Era o único com o rosto visível. Devolvi-o, olhando à frente e tentando decifrar para onde me levavam, encontrando aqueles olhos azuis no meio da multidão borrada. Frios e mortais. Um arrepio correu minha espinha e um sorriso diabólico tomou os lábios dele.  

Acordei num salto e olhei para os lados, assustada. Estava no meu quarto outra vez. Fechei os olhos, respirando fundo. Levantei da cama e cambaleei, pegando o caderno e uma caneta. Notei que já raiava o Sol e molhei os lábios, tocando a caneta no papel e deixando minhas mãos tomarem conta.

Pesadelo número 1. Liam.

Não sei ao certo onde estava, mas havia várias pessoas, e seus rostos estavam borrados. Encontrei Justin ali, e depois Liam. Ele me olhou de um jeito matador, digamos assim. Como se quisesse se vingar.

Fechei o caderno e deixei-o na escrivaninha outra vez. Agora necessito urgentemente da presença do Christopher. Porém, ele virá só amanhã. E, para variar, faltam apenas quatro dias para o jogo. Que lindo início de uma segunda-feira eu arranjei.

Fui tomar um bom banho, pensando em como meu domingo foi ruim. Mamãe não me contou sobre o segredo, passou o dia no hospital com Carly e Justin passou o dia com os avôs. Fiquei em casa sozinha, entediada. Limpei a casa, lavei louça, brinquei com o Stravinsky, li o livro dos sonhos... mas nada me tirava o tédio.

Ela não voltou para casa. Nem ela nem Carly. Justin não deu sinais de vida.

E sim, estou preocupada. Terminei de tomar banho, vesti uma calça jeans e uma blusa do Lanterna Verde, prendi meu cabelo num rabo de cavalo e peguei minhas coisas. Preparei minha torrada e meu café, ligando para Rachel. Caixa postal. Liguei outra vez, e caiu na caixa como antes. Mordi meus lábios e liguei para Justin.

- Bom dia princesa! – disse ele, me fazendo sorrir. – Estranho você ligar agora. Aconteceu alguma coisa?
- Minha mãe está no hospital com a Carly, e queria saber se...
- Passo aí em 20 minutos.
Sorri, mordendo minha torrada – Ok.
- Até depois.

Ele desligou e terminei de comer, coloquei ração para o Stravinsky e fiquei vendo TV enquanto ele não chegava. Meu celular começou a tocar e o atendi, aliviada por ser minha mãe.

- Mãe? Vocês estão bem?
- Eu estou sim. Desculpe não ter atendido, estava dormindo. Sua irmã vai receber alta só depois do almoço. Pode ir almoçar na casa do Justin?
- Tudo bem, eu falo com a Pattie. Até mais tarde.
- Até.

Desliguei, aliviada e ouvi uma buzina. Justin. Desliguei a TV e tranquei a casa, entrando na Range.

- Como foi na casa deles?
- Melhor impossível. Fazia bastante tempo que não os via, e comer os biscoitos da minha vó te faz ir ao céu e voltar.

Ri dele e Justin ligou a partida, indo ao West High.

- A Carly teve crises de novo?
- Teve. Ah, e minha mãe pediu para eu ir almoçar na sua casa, se pudesse. Ela só vai ter alta à tarde.
- Claro que pode, nem precisa pedir. Como foi o seu domingo?
- Uma droga. – disse, cruzando os braços. Justin estacionou o carro e me olhou aflito.
- Sabia que te levar seria uma boa ideia.
- Não to falando isso, não foi você. Foi a minha mãe. Ela me promete coisas e não cumpre.

Saí do carro e Justin também, o trancando e ele andou até mim, me abraçando de lado.

- O que ela prometeu?

O sinal tocou e nos olhamos assustados, e corremos para dentro do colégio.

- No intervalo te conto, tá?

Ele assentiu e cada um foi para sua sala. 
[...]

- Eu acho que minha mãe encontrou o que faltava na vida dela.
- O que, Angel?
- Um namorado.

Jenny e David me olharam sorrindo e Jenny pegou em minha mão, apertando-a carinhosamente.

- Mas ele é legal?
- É sim. São amigos de infância.
- Como é o nome dele?
- Christopher White. Canadense.
- Os canadenses são os melhores – disse Jenny, piscando pra mim. Dei de ombros e ela ergueu as sobrancelhas e me virei, vendo Justin atrás de mim.
- Posso tomar ela de vocês um pouco? – perguntou ele, rindo.
- Claro Bieber.
- Nos vemos na saída – disse, levantando e seguindo Justin.

Andamos até o ginásio e ele me deixou deitar em suas pernas, acariciando meus cabelos.

- Eu conversei com o Christopher ontem. Ele só quer me ajudar.
- Imagino. Ele é um cara bacana.
- Sim. Ele quer que eu comece a escrever meus sonhos num caderno. – disse, franzindo o cenho.
- Por quê?
- Porque eu posso curar as pessoas por meio dos sonhos. Eu só curei a Angelina naquele dia por ela ter sonhado comigo. Eu só fiz aqueles garotos sorrirem por eles terem sonhado comigo.
- Entendo. E a finalidade de escrever no caderno é...?
- Para me lembrar da maior quantidade de sonhos possíveis. E depois ele vai discutir comigo o significado de cada sonho, cada parte, cada imagem...
- Hm, parece divertido. Mas o que sua mãe tem a ver?
- Ela não me conta por que não me disse antes sobre o Christopher. Se ela sabia que ele iria me encontrar, porque não contou antes?
- Às vezes ela queria que você descobrisse sozinha.
- Mas ela me prometeu contar, Justin. E era para ela ter dito ontem, mas não falou.

Ele ficou em silêncio, respirando fundo.

- Você não disse que ela passou o dia no hospital com a Carly? Como ela te contaria se estava no hospital?
- Por telepatia? – perguntei, erguendo minhas sobrancelhas.
- É... – ele sorriu e negou com a cabeça – De vez em quando esqueço que você é poderosa.

Ambos sorrimos e ele me abraçou, me aconchegando em seu corpo. O carinho dele me conforta, o amor dele me acalma.

- E você sonhou com algo até agora? – perguntou ele, depois de um tempo.

Mordi meus lábios, assentindo. Justin me olhou com uma cara nada boa e me soltei de seus braços, olhando nos olhos dele.

- Eu sonhei com o Liam. E ele parecia querer se vingar.

Justin me olhou sem expressão e fechei os olhos, dolorida.  

- Mas... pode não ser nada, Justin. Não são todos os sonhos que se realizam.

O sinal tocou e Justin respirou fundo, levantando da arquibancada e me deu a mão, me levantando também.

- É, pode não ser nada. – ele sorriu fraco e me abraçou, beijando minha testa. – Vou te esperar na Range.
- Ok.

Andamos até os corredores de mãos dadas e cada um foi para sua sala. Eu não iria contar a ele, mas, não iria mentir. Pode não ser nada, e vai ser nada. Apenas um pesadelo.


***
Hey Geliebers! 
Nossa, demorei demais pra continuar né? Desculpem por isso. Só agora consegui terminar. Eram muitos trabalhos para fazer. Vou virar babá por uns dias pra cuidar da minha priminha, e como ela e meu lil bro saíram, vim terminar e deixar o feriado de vocês mais legal *o* 

Para o desânimo de algumas, eu não continuei a "parte hot". Até porque não era o momento certo e, vocês sabem né, safadezas virão mais tarde. A 2º Temporada vai ser melhor nesse aspecto. 

E falando na 2º temporada, para a alegria de algumas e tristeza de outras, está mais perto do que pensam. Vou acabar a primeira no capítulo 80, esclarecendo as dúvidas. E depois, termino BIE e começo a segunda junto de Runaway Love. Ansiosas? *-*

Falando desse capítulo, ficou uma droga. Era para eu ter feito mais coisas, mas desanimei. Desculpe se ficou lixo, uma merda. Vou melhorar no próximo. Ah, e o Christopher é bonzinho, nada de mais pessoas más, por enquanto. O que será que o sonho significa? Veremos no próximo capítulo. 


Continuo com mais de 40 comentários! *o*
E se não comentarem, o titio Slender vai pegar vocês 
MUAHAHAHA
Indicações: 
Amo vocês meninas! 
Beijinhos, da Gih.