28.6.13

#IB - Little Angel: Capítulo 79

Esse capítulo é dedicado à todas as meninas que fazem aniversário do dia 17/06 até dia 30/06. Parabéns para vocês girls <3 

Avisos muito importantes no final, por favor, leiam. 

Hm, e aquele aviso que muitas amam: esse capítulo contém cenas não indicadas para menores, você lê se quiser, está advertido(a). 

Boa leitura! Ah, e bem vindas, leitoras novas >.<
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- Capitã! Venha cá!

Fui correndo até George, e deixando Justin conversando com os caras. Ele me olhou com um sorriso no rosto e me abraçou.

- Como está nosso elemento surpresa? – perguntou ele, com brilho nos olhos.
- Está bem treinador, muito bem. – dei uma risadinha e sentei na arquibancada, me assustando com outro grito dele.
- Justin! Para de conversar e vai jogar! Como quer ganhar daqueles chifrudos conversando com o Chaz?

Segurei-me para não gargalhar ali mesmo. Sim, essa afirmação possui um belo duplo sentido – se não entendeu, alces têm chifres, mas vai saber se aqueles meninos são cornos? –, o que fez até os rapazes rirem. Eles partiram para a quadra depois dessa indireta do treinador e fui me trocar, já que tínhamos acabado de chegar. Vesti meu uniforme e voltei para a quadra, vendo as líderes de torcida me fuzilando com o olhar. Principalmente Selena e Carol.

Depois de que a indiquei a George para ocupar o lugar daquela garota que machucou o joelho, é claro que Carol aceitaria ser uma líder de torcida. Status mais alto, mais garotos. E ainda mais agora, que virou amiguinha da Selena depois de tanta rivalidade, por um motivo: estragar meu namoro com Justin.

Revirei os olhos e passei por elas, ficando ao lado do treinador e observando os rapazes jogarem. Lia os pensamentos de ambas, e não eram nada bons. Além de só pensarem em pegar mais garotos, status, suas unhas e cabelo; elas pensavam em mim. Estavam com raiva por eu ser tão... perfeita. Ergui uma sobrancelha, e me assustei logo em seguida com o barulho agudo do apito. Foi falta no jogo e cruzei as pernas, molhando os lábios e encontrando Justin, que arremessou após uma passada de Chaz e fez uma cesta.

Rapidamente, ele me olhou para ver se prestava atenção nele e sorri em resposta, recebendo uma piscadinha sexy de volta.

- Angela, precisamos falar sobre sua entrada despercebida no vestiário.
- Mas e o plano de “boa sorte amor!” com direito a beijos no vestiário? – perguntei, fazendo bico.

O plano inicial seria eu ir para o vestiário numa forma de dar “boa sorte” pro Justin na hora que fosse começar o jogo, agora os beijos partiriam de nós dois.

Ele riu e sentou do meu lado. – É claro que eles perceberiam que teria algo de errado se você não saísse de lá normalmente. Então, eu conversei com a professora das líderes de torcida e ela concordou em deixar você como uma “líder penetra” até a hora de você entrar no jogo.

- O que?! – perguntei, com o queixo lá no chão – Eu? Uma líder de torcida?
- Sim! Qual o problema?
- Você deve estar brincando comigo, George. Você sabe que eu...
- Não é brincadeira, capitã. É para um bem maior, bi-campeonato, você sendo uma lenda para a escola e servindo de exemplo para outras... Além disso, não é nada demais.
- Nada demais é fazer uma cesta de três pontos – disse, cruzando os braços, emburrada. – Poxa George, você quer que eu morra antes de começar o jogo ou o que? A Selena me odeia, e a Jepsen não vai mais com a minha cara. Vão querer me humilhar.
- Se humilharem, seja melhor. Pise em cima como se elas fossem duas baratas nojentas.

Ri com a comparação dele e ouvi um berro, virando para onde surgiu o som e vendo Selena espatifada no chão. George me olhou preocupado e um “Ah! Quebrei minha unha!” me fez revirar os olhos, de novo. Que patético.

- Quer mesmo que eu fique perto de uma dessas aí? – disse, erguendo minha sobrancelha.
- Nem queria, mas é necessário. E vai ser apenas durante o primeiro e segundo tempo, não se preocupe.
- Ah, que droga – reclamei, colocando minhas mãos em meu rosto.

Ouvi a risada dele e senti-o tocar meu ombro depois de um tempo, percebendo que não gostei nadinha da ideia.

- Você acha que eu tenho que mudar algo no time?

Tirei minhas mãos do rosto e o olhei confusa.

- Como assim mudar? O time está perfeito, treinador. Não há com o que se preocupar.  
- É, você está certa. É que eu me sinto um adolescente ansioso, vendo esses meninos jogando e só de pensar que daqui três dias tudo tem que dar certo, me dá um frio na barriga!
Sorri, suspirando. – Relaxa George. Você sabe que, se eles não jogarem direito, vai ter a capitã aqui para mandar neles.

O homem gargalhou, levantando e apitando forte após olhar o cronômetro, indicando o intervalo dos rapazes. Quase fiquei surda, e não era brincadeira.

- Tinha que apitar tão alto perto de mim? – perguntei, mal ouvindo minha própria voz.
- Desculpe, mas hábitos são hábitos.

Dei de ombros e vi Justin andar até mim, sorrindo.

- Agora você vai jogar, né? – disse ele com uma voz manhosa, já sabendo da resposta.
- Claro, meu bobinho. Hm, tenho uma coisa constrangedora para te contar.
- O que?
- Espera. – disse, parando para pensar e andei até o treinador, cutucando seu ombro e ele me olhou com raiva e sorriu, notando que se tratava de mim.
- O que foi, capitã?
- Você conversou com as garotas sobre, hm, a minha entrada temporária?
- Não – disse ele, franzindo o cenho –, tinha que te avisar antes.
- E por que não fala? Espera que eu vá lá, me apresentar a elas e dizer “Ah, vou ter que me disfarçar de líder de torcida patricinha e nojenta para não descobrirem o plano do treinador” e depois ser apedrejada de palavras e olhares delas?
George sorriu e ergueu uma sobrancelha, pensativo. – Se bem que eu havia pensado nisso, mas já que você tem uns probleminhas com elas, vou te fazer companhia.
- Poxa treinador, você não tem compaixão?
- Do que estão falando?

Justin me abraçou por trás e beijou minha bochecha, olhando para o treinador, esperando uma resposta.

- Eu disse para você esperar, não disse?
- Você sabe que eu sou curioso, Angel. – ele fez um bico altamente mordível e ri dele, o selando e me libertando de seu abraço.
- Eu preciso ter certeza pra te dizer. Como vou te dar falsas expectativas?
- Então a coisa é séria?

Assenti e o treinador fez o mesmo. Justin deu de ombros, se dando por vencido.

- Então, o que me resta é esperar, não é?
- O que eu disse para fazer desde o início, Biebs. Mas você não me escuta.

Agora foi minha fez de fazer bico e ele riu, enlaçando seus braços em minha cintura e beijando minha testa.

- Ok, ok, vamos parar com essa coisa melosa e vamos resolver o problema. – disse George, nos fazendo rir – Venha Angel.

Concordei, sem um pingo de ânimo e segui o homem até a área das patricinhas. A professora delas analisava-as fazendo seus passos de animação e George a chamou, que se aproximou tirando a atenção das garotas. Senti o olhar de Selena queimar sobre mim outra vez.

- Queen, lembra sobre o que falamos aquele dia, da capitã e tal?
- Lembro sim. Quem apresentar as meninas a ela?
- Exatamente. Ah, e a Angela é um pouco tímida – disse ele, me olhando com um sorriso simpático no rosto -, mas logo se solta.
- Preciso admitir – disse, engolindo saliva – que não sei nada desses saltos e gritos de guerra, muito menos como animar torcidas.
- Tudo bem, nós daremos um jeito, não se preocupe. Tudo pelos Wolves.
- Isso aí, Queen! – disse George, piscando para mim e o olhei estranhando o ato, e rimos juntos.

A mulher foi chamar suas garotas e cutuquei George, que fitava a professora com malícia.

- Por que Queen?
- O apelido?
- É – respondi, franzindo o cenho.
- As líderes a chamam assim, os meus meninos também, eu chamo... Por ela ser a rainha das líderes, digamos assim.
- Hm – respondi, mordendo meu lábio -, e você gosta dela?

Ele ficou todo sem graça e negou rapidamente, me fazendo rir.

- Poxa, se não gosta, disfarça seu jeito pervertido de olhar para ela, treinador. Até uma formiga pensaria “ele está amarradão nela” pelo jeito que a olhou.
Rimos juntos e ele deu de ombros. – Tudo bem, tentarei ser discreto na próxima vez.
- Podem vir até aqui? – perguntou Queen, e assentimos, andando até ela. – Meninas, o capitão quer dar uma notícia a vocês.

Ele pigarreou, olhando para mim e olhou para as garotas. Elas estavam agrupadas e me olhavam torto, cheias de inveja. E todas com o mesmo pensamento: “a namoradinha do Bieber” e blá blá blá.

- Vocês já devem saber, mas irei repetir. A Angela é a nova capitã do time, junto com o Bieber, e além disse será o elemento surpresa para nos ajudar a vencer os Mooses. Porém, é claro que desconfiariam se ela entrasse no vestiário masculino e saísse com o uniforme do time. Por isso, preciso da ajuda de vocês. Eu e a Queen concordamos em deixá-la disfarçada de líder de torcida até o segundo tempo, que seria a hora que ela entraria no jogo.
- E o que nós temos a ver? Ela só vai ficar no meio de nós e pronto – disse Selena, cruzando os braços com os pompons nas mãos.
- Ela terá que saber a coreografia – disse ele, tomando um tom ríspido –, e você – ele apontou para a garota, que ergueu a sobrancelha com nojo – sendo a capitã das líderes, deve ensiná-la para que não desconfiem. E é uma ordem.

Deixei meus ombros caírem em um tom derrotado. Ela? Ensinando a mim todos esses pulinhos e gritinhos? Não poderia ser pior?

- Todas de acordo? – perguntou a professora, o que fez as garotas concordar com a cabeça – Tudo bem. Agora voltem aos saltos.

Elas se afastaram como se nada tivesse acontecido, porém Selena ainda me encarava com aquela expressão que me enojava. E logo Carol fez o mesmo. Sim, pode muito bem ficar pior.

- E é claro que já nós providenciamos seu uniforme, Angel. Pode começar a treinar com elas depois do segundo tempo, tudo bem? 
- Se eu morrer lá – disse, apontando para elas –, que fique claro que a culpa é sua. Eu podia muito bem me disfarçar de homem.
Ele riu de mim e deu de ombros. – Se conseguisse esconder seus seios e seu cabelo e colocar pelos na cara, braços e pernas, te daria o direito de mandar e desmandar nesses rapazes.
- Mandar e desmandar? – perguntei, olhando maliciosa para a quadra cheia de jogadores e George sorriu, voltando à sua mesinha situada no meio da quadra, ao lado da arquibancada.
- Não foi tão ruim assim, foi? – perguntou ele, assoviando e chamando a atenção dos rapazes.
- Foi sim. Era como se eu conseguisse ler os pensamentos delas, e elas estavam com nojo e inveja de mim.
- Claro que teriam isso. Você é a namorada do Bieber, o troféu que elas adorariam exibir pelos corredores da escola, assim como para as amigas num shopping. E não só por isso, você ainda é amiga do time todo.
- É que eu não gosto de olhar por esses lados. Pra mim, isso é só diversão. Bater uma bolinha, ganhar do meu namorado e ainda ouvir o senhor me elogiando toda hora. – minhas bochechas coraram, me fazendo fechar os olhos.
- Aw amor, o que foi? – Justin se aproximou, apertando minhas bochechas que ardiam de vergonha.
- Hm, nada demais. – disse, espalmando minhas mãos em seu peitoral – Sabe qual era a notícia?
- Qual?
- Além de jogar, vou ter que me disfarçar de líder de torcida para conseguir enganar a todos.
- Hã? – ele me olhou, boquiaberto – Você? Dançando de minissaia e cantando o nosso grito de guerra num jogo interescolar? Chaz! Me belisca cara. Não pode ser real.

Ri dele e soquei seu braço, pensando na malícia dele a me ver de minissaia e fazendo aqueles passos. Nem me lembre dessa parte. Ele disse um “ai!” e os rapazes riram. George mandou-os voltar para a quadra, dessa vez comigo no time. Fiquei no time do Biebs e joguei por dois tempos, ganhando de 33x19.

Não era para eu ter jogado os dois tempos, já que iria “treinar” ser líder de torcida depois desse, mas enrolei e fiquei ali. Já previa os sermões que ele daria, porém não fez nada. Só me mandou ficar com a Queen, e os rapazes foram para os vestiários.

Era literalmente constrangedora essa situação. A nerd no meio das “narizes empinados”, tendo que ser uma delas obrigatoriamente.   

Andei até a mulher, com o corpo tenso e sem saber o que esperava. Ela sorriu para mim e sorri de volta, sem ânimo.

- Elas não gostam de mim. – disse, antes que ela chamasse as meninas.
- Relaxe Angela, gostam sim. Meninas! – gritou ela, tomando a atenção delas e todas vieram até onde nós estávamos. – Vamos ensinar a Angela a coreografia, tudo bem?

Mordi meu lábio, tentando conter meu nervosismo. Acabou que eu aprendi – mais ou menos – a coreografia e decorei o grito de guerra, mas não deixou de ser desconfortável. Ficaria apenas levantando e abaixando os pompons, cantando e seguindo algumas meninas. Confesso que parecia ser muito mais difícil.

Queen pediu para que eu treinasse em casa a coreografia, para que na sexta estivesse pronta. Terminados os ensaios e os treinos, partimos para o Junior’s Diner, e os caras ficaram me enchendo por eu ter que ser uma líder.

- Isso não é legal, cara.
- Claro que é, Angel – disse Chris, depois de se acomodar no banco ao dar uma piscadela à garçonete –, e eles vão levar um susto ao ver você na quadra, jogando.
- Eu sei que vão, vai ser divertido, mas eu não gosto desses pulinhos toscos, tá? Não sou a Selena, muito menos a Carol.

Eles riram de mim e fizeram seus pedidos rotineiros. Comemos, rimos do Chaz apelidando o cheeseburger de Tess e o milk shake do Christian de Valerie, pagamos e Justin me deixou em casa após passarmos na sua para pelo menos dar um beijo na minha sogrinha. Fomos a pé mesmo, de mãos dadas.

- Só de te imaginar de minissaia fico...
- Eu sei que eu vestida de líder de torcida é um dos seus fetiches, mas guarde isso para você. – disse, rindo.
- Mas eu não te disse isso! – Justin fez careta e ri dele, percebendo que havia lido os pensamentos dele.
- Desculpa, é que faz tempo que li isso.
- Mesmo assim. – ele fez bico. – Sério, eu ainda vou dar um jeito de ler seus pensamentos e te torturar com eles, só para você ver como é bom.

Ri de Justin e dei um tapa em seu ombro.

- E você é um rancoroso. Essa foi sem querer, você sabe que as intencionais eu deixo mais na cara.
- Tipo quando tenta me seduzir e lê meus pensamentos?
- Exatamente.  – disse, com uma voz sexy e pisquei para ele.
- Não provoca baby, você sabe que...
- Shh – disse, colocando meu dedo em seus lábios, erguendo uma sobrancelha a ele e molhei meus lábios, fitando seus olhos cor de mel.

Não demorou muito até ele me agarrar pela cintura no meio da calçada. Deixei-o me beijar por uns segundos e me libertei de seus braços, ficando à sua frente e o chamando com os dedos. Fomos o resto do caminho correndo, me despistando dele e chegando em casa primeiro. Fechei a porta num modo de fazê-lo demorar mais e subi às escadas correndo e já no topo, ele surgiu na porta, me comendo com os olhos. Ri pelo nariz e entrei no quarto, entrando no banheiro logo em seguida e estava prestes a trancar a porta quando ele entrou e, num passe de mágica, estava prensada na parede gelada, sentindo seu hálito quente e sua respiração descompassada pela corrida.

- Não deveria ter me provocado, Angel.

Sua voz soou rouca e grave, me arrepiando sem demora. Ele segurava firme em minha cintura, unindo cada vez mais nossos corpos, como se quisesse fundi-los num só. Tocava em seu peitoral com as mãos espalmadas e olhei em seus olhos, que transbordavam desejo.

- Sério? – perguntei, mordendo seu lábio e o puxando para frente sem deixar de olhar em seus olhos – E o que vai fazer comigo?

Justin sorriu malicioso e molhou seus lábios, tocando os meus lentamente e levei minhas mãos à sua nuca, puxando de leve seus cabelos e ele aprofundou o beijo em resposta. As roupas nos incomodavam, o calor aumentava e quando notei, já estávamos dentro do chuveiro e despidos. A água gelada me fez gemer ao entrar em contato com meu corpo e o abracei, tentando encontrar calor naquele pedaço de mau caminho. Ele, em contrapartida, levou sua boca até meu pescoço e me beijava ali, mordia sem medo de deixar marcas.

Minhas mãos percorreram seus ombros, fincando minhas unhas ali e ele mordeu seus lábios, o que me fez sorrir satisfeita. Justin não deixava transparecer que estava completamente excitado e minhas mãos dedilharam suas costas, apertando sua bunda e ele mordeu meu pescoço em resposta. Logo, suas mãos foram parar em minhas coxas, as apertando e dei um beijo na curva de seu pescoço, mordendo seu lóbulo e Justin me impulsionou para cima, me encaixando em sua cintura e uni nossas bocas.

Beijávamos-nos desesperados um pelo outro, até que ele me soltou de repente e saiu todo molhado do box e andou até sua calça, tirando de lá sua carteira e sorri ao vê-lo colocando o preservativo, apressado e com as mãos trêmulas. Ri da angústia dele e nem percebi que ele já havia voltado e me chocou contra a parede, me invadindo logo depois. Ambos gememos e enlacei minhas pernas em sua cintura enquanto ele movimentava seu quadril e me segurava pela cintura.

Ele deitou sua cabeça em meu ombro, de olhos fechados e respirando ofegante. Só conseguia morder meus lábios ao conter gemidos, e amoleci completamente ao chegar ao meu ápice, sendo seguida por ele. Justin me colocou no chão e me abraçou, beijando minha testa. 

- Te amo, meu anjo. – sussurrou, olhando nos meus olhos e sorrindo em seguida.
- Também te amo, muito.

Justin se livrou do preservativo e tomou banho comigo. Tendo terminado, nos secamos e nos trocamos e ele decidiu voltar para casa ao lembrar que deixou os caras lá, o esperando. Prometeu que iria bater em cada um deles se tivessem falado de mim usando minissaia e ri dele, o vendo dobrar a esquina. Voltei para o meu quarto e me deitei, sorrindo avoada. Não esperava que o dia fosse terminar assim, de verdade.

Mas não deixou de ser especial.

***

Hey Geliebers! 


Para nossa alegria, estou de férias! Vou ter mais tempo para escrever (espero), isso se minha mãe ajudar. Espero que tenham gostado, e desculpe a demora. Estava em semana de provas (tive prova todos os dias '-') e tive que ralar. Um mês inteirinho só para vocês hehe. Quero ver me aguentarem. *-*

Quanto mais rápido vocês comentarem, mais rápido eu posto, então podem comentar que o dedo não cai, você não vai pegar nenhuma doença, então joga a preguiça no ventilador e deixem essa escritora carente feliz, por favor. 

Ah, e esse é o penúltimo capítulo da 1º temporada (choremos) ): O próximo e final será alucinante, vocês não perdem por esperar! E Runaway Love e Believe in Everything já estão no jeito para vocês, babies.

As meninas que passaram para a 2º fase do concurso de nova escritora (Carolina del Pino, Gabriela Sanchez e Fernanda Fuiza) devem me passar até o capítulo 5 de suas IBs para mim até o dia 10 de julho. Só reforcei aqui, porque já postei isso no grupo do Facebook e deixei o link lá embaixo para as que não participam ainda. 

Só continuo com mais de 40 comentários! *-*
Meu twitter, Facebook e Instagram (não morram assustadas com as minhas fotos, sou feia mesmo hsahuahi). 

Grupo do Facebook < entrem lá, todas são adicionadas *o* 

Para um fim de post, um gif sexy do JB para vocês! hehe


Se ele fizesse isso comigo, eu agarrava ele ali mesmo hasiash

Amo vocês, meninas!  
Beijinhos, da Gih!   

Selinho lol



Regras:

- Repassar a tag para 5 Blogs.
- Repassar com o selinho (Imagem).
- Colocar o link de quem criou e quem passou.
- Assim que receber a tag terá que repassá-la no prazo de uma semana.
- Avisar o blog que tem um tag para eles!
- Tem que criar 5 perguntas nos quais os blogs escolhidos terão que responder.


**********

Quem criou:  http://www.ann-explosion.blogspot.com.br/
Quem repassou: http://jelenaforeversgjb.blogspot.com.br


Perguntas:


-Um medo?

Duda: Não conseguir comprar os ingressos pra BT :(

Gih: Não conseguir escrever um livro :/

-Uma música?

Duda: Que eu estou ouvindo agora é The way- Ariana Grande, mas do Justin, eu amo Love me like you do.

Gih: Under the Water, do The Pretty Reckless.

-Qual seu hobbie?

Duda: Não tenho um definido, mas eu gosto de ler e jogar Just Dance 4.

Gih: Escrever! hehe <3 

-Qual foi a melhor fanfic que já leu?

Duda: Vish! Eu li poucas fanfics completas(que não estão em andamento), porém eu amei The fame, uma fic que foi apagada no Nyah. Eu adoro fanfics/contos curtas(os) de natal, como, One last Gift e Sete Dias Com um Bieber.

Gih: Foram muitas fanfics, mas as que eu mais gosto e acho perfeitas são Biology e Hanging by a Moment.

Blogs para repassar:


Perguntas:

- Qual seu sonho? 
- Sonha com um príncipe/princesa encantando(a)? 
- Já leu quantos livros? 
- Gosta de escrever? 
- É fã de quem? 

Obrigada pelo selinho *-* 

26.6.13

#IB - Blue Jeans- Capítulo 45.

Aqui em cima vai ser meio que um dicionário para as palavras coloquiais e estrangeiras, ok? Ela estão em negrito.

TicTac: Presilha.
Xuxinha: Elásticos de cabelo.
Gloss: Brilho labial.
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#Mode Scooter On#

Justin ainda estava no carro comigo, o trajeto era longo, ele ainda estava me falando coisas nada a ver, por causa do efeito do álcool, quando tocou, no rádio, uma musica triste sobre amor e com o ritmo triste. Nunca vi isso acontecer com Justin, por esta causa, mas, há uma primeira vez para tudo. Ele colocou as mãos sobre sua face e começou a chorar.

-Por que Scooter? O que eu fiz de errado? Ali não gosta de mim? - ele disse ainda chorando igual uma criança.
-Bieber, eu não sei te dar conselhos. Não sou bom nisso, mas uma coisa eu sei. Alice te ama, ela deve estar precisando, tente entender o lado dela... Sabe...? - disse olhando para o trânsito, que tinha parado.
-Você acha que eu sei de algo nesse momento Scoot? Eu estou bêbado, cara. Nunca mais vou beber, não te aconselho, não Scooter.

Bêbado não é bêbado sem essa conversa de que bebida é ruim, não pode beber. Bufei, não pelo o que Justin falou e sim pelo trânsito parado, Justin bêbado e Pattie em casa preocupada.

-Justin, eu tenho muito mais experiência em bebidas do que você, por isso acho que sei como me cuidar.

Troquei a estação de rádio, estava tão entediado! De repente começou a tocar Nothing Like us, justo do bêbado orgulhoso que está no banco traseiro de meu carro. Justin começou a cantar no começo, mas depois voltou a chorar.

-Nunca vai ter nada igual eu e Alice Scooter! Nunca! Onde está o telefone? Eu preciso ligar para ela e implorar!
-Não, Justin! Você está bêbado. Ligue amanhã de manhã.
-Mas ela vai chegar em Nova York e eu preciso que ela fique! - ele choramingou igual uma criança mimada.

Justin começou a vasculhar de baixo dos bancos, até que o esperado dele aconteceu.

-Scooter socorro! Minha cabeça ta presa, caralho! Eu vou morrer! Vão ter que cortar minha cabeça para e sair daqui e depois... - eu o interrompi.
-Justin! Quieto! - ordenei come se ele fosse um cachorro- Para de se mexer, eu vou aí atrás te ajudar.

Bêbados são um saco, viu?

Tirei o cinto de segurança e fui lá para trás. Virei um pouco a cabeça de Justin e puxei. Bieber saiu de lá facilmente e começou a me abraçar.

Revirei os olhos e voltei para o meu assento, depois o trânsito colaborou um pouco e fomos em direção à casa.

#Mode Justin On#

Acordei com uma dor de cabeça imensa! Isso deve ser a sensação de ressaca.

Desci para a cozinha, ainda de pijama e descalço. Chegando lá vi minha mãe comendo uma torrada com manteiga.

Me sentei em uma cadeira e fui pegar algumas torradas, quando minha mãe agarra minha mão.

-Justin, sente naquele lugar no canto da mesa, tem um xarope de boldo que anestesia a ressaca, que você deve estar sentindo. - ela falou seca e soltou minha mão.

Me levantei e fui até aquela cadeira, assim que me sentei senti o cheiro esquisito e fiz uma cara feia. Minha mãe riu de mim.

-Cortesia minha, não é? Agora engula, não vai ser pior do que a dor de cabeça. - minha mãe disse ainda rindo.

Tampei o nariz e desci goela a baixo o xarope. Aquilo era horrível! Peguei o suco, derramei no copo e rapidamente o coloquei na boca para tirar aquele gosto nojento de minha boca.

-O que você colocou no xarope além do necessário, Dona Pattie?
-Hum... Acho que foi gema de ovo para dar muita força para você, querido. Agora aprenda que ficar bêbado resulta em xarope de boldo. - ela disse calma e depois deu um sorriso.

-Tudo bem, você está me assustando. Vou subir...

#Mode Alice On#

Depois de um tempo vi que não conseguia dormir para passar o tempo perto de Sophie.
Por sorte eu comprei um livro antes de embarcar que Gabi lia e ficava me falando que era lindo, mas nunca fui muito chegada.
Abri o livro ainda no plástico da banquinha do aeroporto, onde o comprei. Comecei a ler e como não tinha nada melhor, fiquei lendo até o avião pousar no chão de Oklahoma.
Quando decolei, eram 4 horas da tarde e vinte minutos, cheguei em Oklahoma às 7 horas e 35 minutos. É... Eu li mais do que imaginava.
Assim que saí do avião liguei meu celular. Saíram 5 notificações do Kik. Eram de Gabi, fazia um tempo que não conversava com ela.

Abri as mensagens e vi que não eram boas.

Gabi: uma coisa aconteceu com Josh. Você precisa saber.

Respondi imediatamente:

Ali: o que Gabi? Ele se acidentou ou machucou?

Ela não me respondeu, então guardei o celular na bolsa. Meu próximo vôo era às nove horas da noite, achei que iria ter mais tempo de olhar a cidade, mas não iria conseguir chegar ao aeroporto a tempo, então fui olhar as lojas do aeroporto.

Antes de sair da casa de meus pais peguei todo o dinheiro que eles tinham guardado para comprar um apartamento para mim e tudo mais. Não sabia exatamente o total, porém era bastante dinheiro.

Nas lojinhas comprei alguns casacos a mais, pois lá em Nova York faz frio. Não tinha tantas coisas para fazer, apenas comer, mas eu não estava com fome, tinha comido no avião. 

Fui para o check-in e depois me sentei em um banco, esperando a hora do embarque. 

Não tinha absolutamente nada para fazer então procurei a carta de Justin. Eu li pela segunda vez e lágrimas começaram a rolar involuntariamente. Queria que ele estivesse aqui comigo... Mas ele não me deixaria seguir meu objetivo. Só de pensar em meu objetivo de ir à Nova York, sequei minhas lágrimas com as costas de minhas mãos e guardei a carta.

-Vôo 38273 com destino à Nova York embarque na pista 2.

Chamaram meu vôo. Entrei no avião e me sentei em meu assento com o livro em minhas mãos. Logo após, Sophie se sentou e disse revirando os olhos:

-Sabe, está chato ficar te encontrando!
-Eu estou na mesma, pois se acha que eu gosto de estar perto de você, se enganou muito. Vai ser mais fácil se você fingir que não me conhece. - disse abrindo o livro para me desconectar do mundo e principalmente de Sophie.

Acabei o livro e estou no meio do vôo do lado da Sophie! Ela estava quieta ouvindo música, quando ela começa a cantarolar.

-Cause all I need is a beauty and a beat who could make my life complete...
-Você deve gostar das musicas do meu namorado...
-É esquisito falar isso para você, mas, eu sou belieber e eu te odeio. Você não merece o Justin! Eu estaria em casa com ele ao invés de em um avião para Nova York. Aposto que vai ficar com um monte de pessoas e mentir para ele.

Uma lágrima rolou contra minha vontade e a sequei antes mesmo de ela cair de meu rosto.

-Coitadinha! Se arrependeu agora, jumenta?

Eu fique com tanta raiva que sentia meu sangue ebulir e eu me descabelar por dentro, quando não aguentei e tive que dar uns bons tapas naquela vadia.

Dei um tapa na cara de Sophie e ela pôs a mão no lugar atingido.

-Você vai... - a interrompi.
-Estou cansada de você, vadia! - dei outro tapa antes de ela reagir.

Quando caiu a ficha de que eu a bati duas vezes sem ela revidar ela ficou doida. Sophie soltou seu cinto de segurança e pulou em cima de mim me arranhando. A aeromoça viu na hora e separou Sophie de mim.

-Senhorita! Eu acho deveria vir comigo e tomar um calmante. - a aeromoça falou levantando Sophie.
-Não preciso de nada! Foi ela que me atacou! Olhe essas marcas no meu rosto! - ela apontou para sua bochecha.
-Isso foi só para me defender dos ataques dela! Não fiz nada antes, merda.
-Se você não vier vamos ter que fazer um pouso forçado e te deixar.

Sophie resmungou e foi de nariz empinado até a cabine da tripulação. Sorri feliz sabendo que não iria ter que sentar perto daquela metida.


Depois disso dormi tranquila sem a preocupação de uma foto feia minha caísse na Internet.

(...)

Nova York... Uma cidade grande, onde tenho que procurar um homem, um determinado homem.

Saí do aeroporto e fui para um hotel de confiança. Já tinha passado uma semana em Nova York, por isso conhecia lugares turísticos. Iria ficar no hotel até achar um apart hotel.

Eram uma da manhã de Nova York. Fiz a entrada do hotel e subi para meu quarto, teria que descansar, amanhã seria um grande dia. Em Calabasas deve ser por volta de umas dez horas da noite, o que será que Justin está fazendo? Tomara que não esteja trancado em um quarto, triste

Adormeci no instante em que deitei na cama.

(...)

Acordei com o despertador que coloquei em meu celular.

Me levantei e me arrastei para o banheiro. Olhei-me no espelho e vi olheiras enormes em meu rosto, meu cabelo super bagunçado e estava com uma cara horrível. Bem, eu não dormia o suficiente desde que descobri sobre meus pais e tudo mais.

Fiz minha higiene e passei um creme em meu corpo, saí de tolha e fui até o quarto. Antes de me arrumar liguei para Jack, na esperança de saber mais sobre Marccus Brock.

-Jack, aqui é Faith, queria saber o que você soube a mais sobre o Marccus Brock.
-Por favor, são 5:33 da manhã, o que quer com essas informações a essa hora?
-Aqui são 8 horas e quem faz as perguntas sou eu, pois eu que pago. Tem como me passar as informações?
-Faith, não me fale que foi atrás dele... - ele disse preocupado.
-Me diga! Eu aumento mais duzentos para não ficar se metendo em minha vida! - disse irritada.
-Tudo bem, fechado. Bem... Tenho o endereço dele, trabalho e algumas informações pessoais.
-Fale tudo começando pelo endereço. - ordenei com um papel e caneta na mão.
-Fica na Park Ave, região do Upper East Side, perto do central Park.
-Tudo bem, eu o encontro em uma casa, escritório, apartamento...?
-Apartamento, chama-se Uptown. Só falo para ter cuidado, pois ele, além de traficar bebês, é um grande gerente de tráfico de drogas.
-Sei me cuidar.
-Vocês é uma pessoa pública, as pessoas te conhecem.
-Então dou um jeito.
-Tudo bem, faça de seu jeito. As últimas informações são que não se sabe se ele pode ter outras identidades e várias pessoas que entram em seu apartamento mencionam o sebrenome de seu pai, então, para entrar fale que você tem ordens do senhor Raison.
-Anotei tudo, tchau Jack. - ele desligou assim que dei tchau.

Bem, para Marccus ele não me reconhecer, tive uma ideia.

Coloquei uma roupa(será revelada depois) e prendi meus cabelos com um TicTac, peguei algumas xuxinhas e coloquei na bolsa. Apenas passei um gloss sabor morango.

Desci de meu apto e fui em direção á avenida. Levantei a mão em um sinal, para chamar um táxi. Um parou em minha frente, entrei e falei com o taxista.

-Você sabe em que shopping posso encontrar uma loja de perucas boa?
-Sim, taxista sabe de tudo, moça. É no shopping Liberty.
-Então dirija até lá.

O taxista assentiu e avançou pela estrada.

-Pode me dar umas coordenadas até a loja? - disse durante o trajeto, ainda dentro do táxi.
-Claro, conheço a cidade como minha mão. Na entrada vai ter muitas lojas de materiais, depois de sapatos, passe as lojas de sapatos e vai ver uma loja da Calvin Klein, depois dela vai ter a loja de perucas, o nome é Rose.
-Muito obrigada.
-De nada. Chegamos.

Paguei o táxi e fui em direção ao endereço que o taxista me disse. Cheguei à loja, ela era bem chique, tinha muitas vendedoras.

-Bom dia senhorita, o que procura? - uma vendedora alta me atendeu.
-Não quero ser reconhecida. Tem alguma sugestão?

A vendedora me olhou de cima para baixo. Teve uma ideia.

-Já assistiu o preço do amanhã? Com Amanda Seyfried? - neguei com a cabeça- Bem, sua roupa é muito parecida com a dela, que tal uma peruca ruiva igual ela usava?(roupa inclusa)
-Me parece bom... Vamos fazer o teste.

Acabei levando a peruca ruiva, mesmo. A moça me indicou um salão onde minha maquiagem irá me deixar diferente.
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Hey! Eu voltei e me desculpo pela demora. Não tenho capítulos prontos, a Gi Flório, quando me aceitou, disse-me sua ideia, então tive que entrar no contexto mudando algumas coisas.

Esse filme aí(O preço do amanhã) é MUITO perfeito e achei a peruca ideal, então, coloquei. 

As informações do prédio são verídicas, menos o nome, olhem meu esforço! SQN *-*.

Bem, eu continuo com 15 comentários, pois é meu começo. Eu fique contente com os 22 comentários, vocês me deram apoio e eu amei, obrigada. Estou de férias, por isso será mais rápido da próxima vez, eu prometo.

Divulgando u.u:

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Duda 

17.6.13

#IB - Blue Jeans: Capítulo 44.

Eram muitas informações pra um dia só, eu ainda não tinha digerido a chance de encontrar uma pista de minha verdadeira mãe quando Scooter apareceu com essa história de Victoria's Secrets. No momento que entrei na casa de Justin minha cabeça bolava um plano de como ir pra Nova York sem revelar o verdadeiro motivo, por sorte, já tinha pensado em tudo quando fui pega de surpresa.

-Ir pra Nova York ? - Justin e Scooter disseram em coro - Fazer o que lá ? - perguntou Justin se levantando do sofá


-Decidi passar um tempo na casa de uma amiga, fazer um curso também...


-Como é que é Alice ? Você estava planejando tudo isso sem falar comigo? Ia me avisar quando ? - Justin cuspia as palavras andando de um lado pro outro na sala, Scooter assistia à cena intacto - Você ia me deixar ? Depois de tudo que passamos??


Mentir pra Justin foi pior do que parece, vê-lo sofrer daquele jeito me quebrava por dentro. E o pior de tudo é que eu sou a causa de todo esse sofrimento. Não é fácil amar alguém ao ponto de doer, e não facilita nada quando voce é obrigada a machucar essa pessoa.


Tenho certeza que se dissesse a verdade Justin nunca me deixaria cometer essa loucura, mas eu preciso, não aguento mais esperar pela verdade, pela justiça...


-Justinn...por favor, será só por um tempo, eu prometo - nada que eu dizia fazia Justin parar de gritar ou manter suas mãos longes de seu cabelo já bagunçado -


Não queria deixar Justin magoado comigo ou brigar com ele, porém tinha que saber mais, descobrir. Minha mente me dizia que não ficaria em paz até descobrir coisas sobre minha mãe, meu passado.

-Alice! Não acredito que vá me deixar! Eu te apoiei, sempre quis estar ao se lado, te ajudar da melhor forma possível e você troca isso por uma droga de curso?! Ou por uma viagem em Nova York! - Justin gritou comigo atrapalhando meu raciocínio.

-Justin eu te amo! Mas eu preciso ir para Nova York, isso será de grande importância para mim e se você me ama e me apoia do jeito que falou, por favor confie em mim!

-Ali, você não entende! Seu passado pode ser uma parte sua, mas você agora tem sua vida! Você se tornou Alice Raison. Faith pode estar ai com você  e sempre vai estar, aceite sua vida como ela está. Mesmo que seu pai e sua mãe erraram, você pode perdoa-los e voltar a viver sua vida, não precisa de viagens para esquecer!

Meu coração estava quebrado com minha decisão.

-Me desculpe, Justin. - disse e instantaneamente subi para o quarto de hóspedes em que me encontrava e comecei a arrumar minhas malas o mais rápido possível, porém cada vez ficava mais difícil arrumar as malas e conter minhas lágrimas, quando uma hora, desabei.

Assim que parei de chorar, fui ver horários de vôos. O próximo que tinha, pararia em Oklahoma e depois embarcava em um vôo para Nova York, lá é muito longe. São 2.800 milhas, que seriam 4.500 quilômetros. Escolhi aquele vôo mesmo já que era daqui 2 horas. 

Depois de comprar a passagem fui tomar banho.

Queria ir rápido para chegar no aeroporto antes, não embarcar com pressa e sem o risco de perder o avião.

Saí do banho e coloquei uma roupa confortável para enfrentar aquelas imensas horas dentro daquele avião.




Já tinha arrumado minhas malas e fui para baixo me despedir do pessoal.

Quando cheguei à sala notei que só havia Scooter. Cheguei perto dele que se assustou e depois eu disse:

-Justin não vem se despedir de mim? - disse olhando em volta procurando meu namorado.
-Ele disse que ia sair um pouco...

-Como esse menino me preocupa! Ele já tem 19 anos! - disse Pattie entrando na sala. Eu sorri para ela e ela me devolveu o sorriso- Justin deixou uma carta para você, querida. Está em cima da mesa. - ela apontou para uma mesa de mármore.

 Fui até o balcão e peguei a carta, que estava de baixo de um vaso de flores.

Comecei  ler.

Ali (esse é seu nome e sempre irei te chamar), quero que nesta viagem lembre de mim para não fazer nenhuma besteira em relação ao seu passado.

Sabe, fiquei pensando coisas horríveis sobre você me deixar, porém decidi apagar isso da memória e apenas te falar que sentirei sua falta e espero que você sinta a minha. Deixo uma foto para  lembrar de mim e talvez fazer você voltar.




(finjam que é o Justin e a Alice, porque imaginação é tudo rsrs)

Bateu um aperto tão grande em meu coração que parecia que estavam torcendo-o bem forte.

Dobrei o papel e coloquei em minha bolsa.


-Ainda está tudo bem, A... Faith? - consegui perceber que Pattie iria dizer Alice, mas se corrigiu e disse meu verdadeiro nome.

-Sim, Pattie. - fui até ela e a abracei- Obrigada por me receber tão bem e por tudo. Principalmente por ter feito o Justin.
-Espere aí.

Ela foi até a cozinha e voltou com um pote, cujo tinha uma comida que não consegui decifrar.


-Tome. Leve para viajem, Nova York é longe daqui, muito longe. São dois muffins.


Pattie me entregou o pote e me abraçou. Scooter chamou um táxi para mim e me ajudou a colocar as malas dentro. Eu o abracei forte. Entrei no táxi e dei as coordenadas até o aeroporto.


(...)


-Vôo 9238 com destino à Oklahoma embarque na pista 4.


Este é o meu. Pequei minha bagagem de mão e fui até a pista 4, onde entrei no avião e me acomodei em uma poltrona, porém o problema foi a pessoa que sentou ao meu lado.


Sophie. Justo essa demônia. Ainda não estávamos bem uma com a outra.


-Você aqui em Brasileirinha? Achei que no Brasil vocês ainda pegavam ferrovias, eles podem cobrir o orçamento do avião? - ela perguntou com arrogância - Aposto que você morria de medo da "coisa voadora". A coisa voadora que eu vou pegar depois vai ser para Nova York.


Merda! Ela vai ficar no mesmo avião que eu por muitas horas de vôo!


-Na verdade eu não sabia que animais podiam entrar em aviões aqui, mas tive a prova de que uma vaca embarcou e se sentou ao meu lado.


Sophie não sabia o que responder então se sentou quieta.


-Passageiros, coloquem seus cintos, o avião irá decolar em poucos minutos.


Coloquei meu cinto e depois de uns 2 minutos o avião começou a, finalmente, se mover.


Agora não tem volta, eu peguei um expresso para Nova York, longe de meu namorado e sua família acolhedora que me faziam sentir em casa. 


Só espero que Justin me perdoe.


#Mode Justin On#


-Me desculpe, Justin. - esta foi a frase que quebrou meu coração quando foi dita.


Um pedido de desculpa na maioria das vezes é uma coisa boa, quer dizer que uma pessoa se importa com você e não vai te chatear mais. Nesse caso foi bem diferente, ela quis dizer que vai, mesmo que eu não queira e que ela não se preocupa com minha opinião.


Subi para meu quarto e fiquei pensando muitas coisas ruins à respeito de Alice. No final nada disso adiantou, eu acabei me lembrando de como feliz eu era com ela, como ela me olhava, beija, resumindo tudo, tudo nela era perfeito para mim, todos seus detalhes.


Me senti triste, muito triste.


Troquei meu short por uma calça e coloquei óculos escuros. desci para sala e Scooter estava lá assistindo um filme.


-Vai sair Justin? - ele disse ainda olhando para o filme.

-Sim. Por que? Não pode mais? - disse procurando as chaves.
-Cara, sua namorada vai embora e você vai sair? - ele olhou em meus olhos.
-Tem um pouco de razão, mas eu não iria aguentar ver ela sair sem eu estar de acordo. Isso vai me fazer imaginar coisas... Que não que quero imaginar!
-Tudo bem.

Pensei um pouco e fui até as gavetas da sala e peguei um papel e caneta.


Tive a ideia de escrever uma carta, porém só consegui escrever pouco, por isso tive uma ideia de deixar ela culpada e voltar para mim, uma foto. Tínhamos fotos em todos os cômodos, remexi um pouco as gavetas de cada mesa e armário, quando achei uma em uma mesa de mármore uma foto. Coloquei ela com um grampo, dobrei o papel e coloquei debaixo de um vaso de flores para não voar.


-O que você colocou de baixo de me vaso de flores, menino? - minha mãe disse meio desconfiada.

-Uma carta para Ali. Vou sair, mãe. -dei um beijo em minha mãe que fez um estalo.

Por incrível que pareça ela não falou nada, isso é um bom sinal.


Peguei minhas chaves e fui em direção ao meu carro, liguei e acelerei.


Não sabia exatamente o lugar que queria ir, mas escolhi um barzinho meio afastado da cidade onde eu passava só para comer uns aperitivos e conversar. O lugar parecia até um pouco sombrio mesmo estando de dia.


Sentei em um banquinho giratório preto e pedi ao garçom:


-Uma dose de vodca.


Ele assentiu com a cabeça, pegou a garrafa, derramou o líquido lentamente em um copinho e colocou  a dose na minha frente.


Engoli rapidamente a vodca, que desceu raspando minha garganta.


-Vai querer mais? - o garçom me ofeceu com a garrafa ainda destampada.

-Vou comprar logo a garrafa. Outra coisa, pode trazer limões?

Ele assentiu e vi que ficaria aqui por muito tempo.


#Mode Scooter On#


Eu sei que Justin é responsável e maior de idade, mas, onde diabos ele está?! Ele saiu às duas da tarde e agora são nove e quarenta!


-Scooter, estou preocupada com o Justin... Ele te ligou ou avisou onde iria? - Pattie me perguntou aflita.

-Sinto muito, mas não sei Pattie.
-Estou com medo, vai que ele faz alguma besteira? Ele está magoado. Isso pode prejudicá- lo.
-Eu vou procurar Justin, tudo bem?
-Ta bom...

Já sei por onde começar. O Justin sempre deixa a localização dele ativa no celular, é só localizar o celular, isso é fácil.


Quando consegui localizar Justin, fui até meu carro e dirigi rezando para que ele não tenha causado tumulto.


Cheguei a um barzinho preto com portas cinzas e uma plaquinha marrom informando o nome do lugar.


Entrei pela porta e vi que o não era tão cheio, por isso consegui achar Justin facilmente. Ele estava tomando muita bebida. Cheguei perto dele e ele me cumprimentou.


-Scoot, é um legzer (glice em inglês) te ver. - ele disse e percebi que ele estava muito bêbado, apenas pelo jeito que ele falou.

-Justin, sua boca fede a álcool, vamos embora!
-Não Scooter, eu não deixo as pessoas, mas as pessoas me deixam e o álcool não me deixa e eu amo o álcool, uhul! - ele falou abraçado a uma garrafa de vodca.
-Justin, você deixou Alice arrasada porque não foi se despedir dela, já foi castigo o bastante, agora vamos. - puxei ele pelo braço e ele caiu no chão.
-Obrigado por não me deixar quebrar a perna, Jesus! O senhor tem swag! - ele falou enquanto se levantava.
-Volta comigo... Pela Ali.

Justin sentou de novo no banco emburrado.


-Scooter eu nem lembrava dela. Ô garçom me traz uma rodada! Ops, esqueci que a Ali foi para Nova York.


Isso só pode ser efeito da bebida! Ele sóbrio nunca falaria isso de Ali. Achei um jeito de levar ele para casa.


-Meu Deus! Está quase no horário que sua mãe falou que iria queimar seus supras se você não voltasse.

-Todos? - ele perguntou com os olhos arregalados - Até o roxo?
-O roxo seria o primeiro.
-Ai meu bieberzão! Eu tenho que voltar!

Ele correu para me carro e eu dirigi rapidamente de volta para casa.

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Esse foi meu primeiro capítulo.

Bem, acho que perceberam que metade está em times e outra em arial, isso quer dizer que a parte em times é da Gi Flório. 


Espero que tenham gostado. Eu, particularmente, gostei do final, do supras. 


-Duda