30.7.13

#IB - Runaway Love: Capítulo 1

Hm, queria parabenizar a todos, do dia 18/07 ao dia 31/07, em especial para a Fernanda Fiuza. Parabéns amiga *u* 

Desculpem a demora, mas eu tava precisando aproveitar as minhas férias shuahs.

Avisos importantes no final *-*
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“Como eu vim parar aqui?”

Mode Tori on*

O cheiro forte da heroína e a fumaça dos cigarros improvisados se alastravam pela casa de Caitlin. Seus pais haviam viajado hoje de tarde e começamos a festança no mesmo dia. Ensaio da banda mais roda da seringa. A roda da seringa continha quatro pessoas dividindo heroína: Maggie, Caitlin, Christian, e eu. 


26.7.13

Somebody To Love- Capítulo 1- Olhares suspeitos...

#Mode Anne On#

-Anne! - Courtney gritou em meu ouvido- Qual é?! Acorda! - Court começou a bater em minha cabeça com o travesseiro.
-O que foi Court? Deixe-me! - gritei com ela ainda deitada na cama.
-Acabaram as férias! Acorda! Ainda bem que decidi vir mais cedo. Imaginei que você esqueceria. Já são sete e dez, em Atlanta, onde você tem que estudar!

Ai, meu Deus! Eu esqueci. Que porra!

Levantei da cama. Corri para o banheiro e tomei uma ducha rápida, escovei os dentes e me troquei.


#IB - Runaway Love: Sinopse e Personagens

Tori Johnson é uma jovem de dezessete anos, cobiçada por muitos rapazes por ser a vocalista “gostosa” de sua banda, Dark Angels, que com Caitlin e Maggie, suas melhores amigas, entram em confusões desastrosas em meio a drogas e muito álcool. Filhinha de papai, Tori vai perceber o quanto a vida é difícil após perder quem mais ama e que ela nunca deu valor. Mora em Los Angeles, Califórnia, após viver até seus catorze anos no Canadá sendo vizinha de Caitlin.

Tori é conhecida pelos rapazes de L.A. como Sexy Angel, em todos os seus shows em bares e casas de amigos, até cartazes levam. O porquê desse apelido é pela sua sensualidade expressada através de suas roupas e modo de se portar. Além de curtir um bom rock e gostar de muitas coisas que garotas não gostam, atraindo vários rapazes.

Cantando o melhor do Hard Rock e Heavy Metal, essas três garotas foram conquistando o sucesso por toda Los Angeles, e como toda banda de rock, acabaram entrando em confusões com a polícia devido às drogas consumidas por elas e seus seguidores e também pelo álcool. Uma polêmica entanto só para três garotas.

Após serem afastadas por dois meses de Los Angeles para fazerem trabalho comunitário, voltaram para sua cidade natal, Stratford. Mas ela não imaginava se deparar com um amor de infância que sempre fugiu de assumir e com a morte de um parente ao chegar lá.

Uma trama cheia de tensões, brigas, sexo, álcool e drogas e, de certa forma, romances, que deixará você curioso até a última palavra. 


Tori Johnson 



Justin Bieber



Caitlin Beadles



Maggie Jones



Christian Beadles



Chaz Somers



Ryan Butler

Obs.: No decorrer da história serão apresentados outros personagens, porém estes são os mais importantes. 
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Hey Geliebers *-* 


Bem, espero que gostem da sinopse de Runaway Love, vou fazer essa IB com muito carinho e audácia

Ah, e eu vi que vocês gostaram da Carol! Awn, de verdade, ela não é um amor? hsuiahs Eu adorei a IB dela, e pelo visto vocês também *o*

Posto o primeiro capítulo com mais de 30 comentários <3

Beijos, da Gih.

25.7.13

Somebody To Love- Personagens secundários(Bônus).

Observações:
  1. Esta postagem pode ser atualizada.
  2. Alguns personagens daqui, apenas apareceram bem depois, em capítulos mais distantes.
  3. Não me perguntem quem é quem, tipo: "Essa Beatrice é irmã da Courtney?". Sem perguntas deste tipo.
  4. Isso foi um bônus até eu terminar o capítulo.
  5. Peguei a primeira foto da Selena que vi no We heart it, não escolhi, pois sou selehater e não queria vasculhar as fotos dela.
  6. Sem comentários sobre eu ser selehater, não vou misturar as coisas aqui no blog com isso além da Selena ser um pouco vilã, mas não é nada demais, afinal, LA também tem isso.
Gillian Brown


Max Miller.


Nina Jackson

Tom Sparks


Madison Wilson

Logan Mattews.

Beatrice Brown.

Finn Brown.

Mike Clarke.

Selena Gomez.

Elizabeth Johnson.(Lizzie)

Senhor Miles.


Alfredo Flores & Scooter Braun.

Caleb Smith.

Última vez atualizado:
  1. 25/07/13.
  2. 26/07/13
  3. 03/08/13
  4. 22/08/13
  5. 10/09/13
  6. 31/09/13

24.7.13

Somebody To Love- Personagens.


Anne Clarke

Anne é uma garota tímida, ela sempre se sentiu atraída por musica, mais especificamente, por rock, heavy metal, hard rock e outros. Anne conhece muitas pessoas porém a única amiga verdadeira é Courtney, elas se conhecem desde crianças e foi sua amiga que lhe mostrou a música. Ao terminar a escola Anne estava em dúvida se faria faculdade ou não, mas com a morte de seus pais em um avião que caiu, ela descobre uma cláusula do testamento. A cláusula é que todo o dinheiro do grande empresário que era seu pai só seria  entregue em suas mãos quando ela completasse sua faculdade, até lá o dinheiro seria controlado pelo contador, que apenas pagaria as contas de luz, água, energia e dinheiro para compra do mês, Anne que pagaria suas roupas e outras coisas. Por isso Anne trabalha meio período servindo mesas no pizza hut. Em seus plenos vinte anos Anne teve apenas um amor de verdade, ele partiu seu coração e por isso ela nunca mais acredita que o amor possa existir.



Justin Drew Bieber



Bieber acaba de completar seus vinte anos e ele decide que mesmo amando a música, ele quer fazer algo diferente, não apenas as mesmas coisas como shows, CDs e apresentações. Ele quer uma coisa diferente no mesmo ramo. Ele decide entrar e dar aulas de danças e de notas altas na faculdade de música famosa, pois este semestre inteiro seria sobre ritmos como pop, dance e musicas do seu tipo.

Courtney Brown

Courtney é bem mais patricinha do que sua melhor amiga. Ela é filha do reitor da faculdade de música que incentivou a amiga a entrar. Anne e Court são amigas faz muito tempo, porém cada uma adquiriu um estilo diferente no processo de crescimento e isso não impede elas de ser amigas.

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Hey Girls.

Aqui está entegue os três personagens que eu penso que vão fazer uma presença maior.

Posto o primeiro capítulo com 10 comentários aqui.

E agora uma frase da diva Blair/Leighton.

 (Quem disse que dinheiro não compra felicidade não sabia onde comprar)

Blue Jeans - Capítulo 49

Parabéns para as aniversariantes, especialmente para Georgea Campos.
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#Mode Alice On#

Acordei em uma cama de hospital. E a história se repete. Eu tomava soro, porém era uma bolsa de soro enorme e a agulha também parecia maior.

22.7.13

#IB - Stronger: Capítulo 3

P.O.V. Justin Bieber

Naquela noite, cheguei um pouco mais cedo no hospital. Pude ainda jantar com Pattie no refeitório. Dessa vez, coloquei um pijama e adormeci novamente observando aquela janela branca e sua cortina a tampando.
...

-Vem Justin, acorde. - disse mamãe tentando me acordar.

-Ah, só mais cinco minutinhos. - revidei me virando de costas para ela.

-Não! A moça quer limpar o quarto, vamos comer alguma coisa.

-Está certo, está certo.- disse me rendendo e levantando. Coloquei uma roupa e um casaco bem quente e desci acompanhado de minha mãe. Chegando no andar térreo avistei o café 'Big Pettit', cujo nome não expressava bem sua aparência, pois era um pequeno restaurante. Nele era servido não só café da manhã, como também o almoço e o jantar. Lembrei-me da garota. Fiquei um pouco decepcionado ao não vê-la ali naquele dia, e Pattie logo percebeu.

-Perdeu alguma coisa? -perguntou irônica.

-Não, por quê?

-Nada, mas é o que parece quando se olha para todos os lados a fim de encontrar alguém.

-Ah, está bom mãe. -disse fazendo cara de deboche. Nós comemos, eu uma maçã e um café preto, e ela um misto quente. Disse que já precisava ir, pois não queria me atrasar para as aulas, mas mamãe, é claro, ficou conversando comigo e eu perdi o horário.
...
                    
-Senhor Bieber, pode explicar seu atraso?- disse o professor enquanto eu abria a porta delicadamente.

-Bem, primeiramente, desculpe, e segundo, estava com minha mãe no hospital. Ela está grávida e o bebê tem risco de nascer pre...-fui interrompido.


-Tudo bem, já basta. Pode se sentar.

A aula foi muito interessante, mas nada além do que eu já tivera aprendido. Mesmo atrasado na matéria de cálculo avançado dada pelo professor Veríssimo, a matéria do professor Simch chegara à minha mente antes mesmo de ele aprende-la.

P.O.V. Katherine  Windson

-Olá amores da minha vida! Como foi a fisioterapia? -disse Lídia assim que cheguei em casa com meu pai. O dia fora super cansativo, e eu já estava recuperando os movimentos de meus dedos.

-Ótimo, amor- papai disse beijando Lídia- Kath está recuperando os movimentos dos dedos!

-Mas que ótima notícia, filha!- disse mamãe sorridente para mim. -Sabe, sei que não queria, mas acho que já estava na hora de comprar uma cadeira para você... -papai a interrompeu.

-Ajudei sua mãe a comprar esta especial para você.- disse me mostrando uma cadeira cuja única coisa que a deixara especial era o fato de ser eletrônica. Daquelas manuseadas por uma marcha, que você pode controlar a velocidade e tudo mais. O resto era normal. Uma cadeira de rodas feia feita para pessoas defeituosas.

-Não acredito que fizeram isso. -Disse com raiva para eles.

-Desculpe filha, mas já estava na hora. -Falou Lídia com uma cara de pena para mim. Por mais que quisesse demonstrar a raiva que estava sentindo, não queria gerar brigas.

-Tudo bem. -Disse fingindo um sorriso. Eu não estava gostando nada da idéia de ter minha própria cadeira, mas talvez isso pudesse me ajudar no meu processo de insubordinação perante à eles. Eu poderia sair sozinha e fazer qualquer outra coisa que me desse vontade, coisas que não fazia a muito tempo devido a minha dependência aos meus pais. 

Era tarde da noite, nós já havíamos jantado e estávamos assistindo TV como uma família normal, embora não fossemos. Hora que outra percebia os olhares de meus pais para checar se estava tudo bem. Esta preocupação deles me irritava. Assistíamos a um filme romântico, em que o homem apaixonava-se por uma mulher e eles ficavam 10 anos separados, e quando se reencontraram, casaram-se e tiveram três filhos. Que ridículo, odeio programas utópicos, estes que fazem-nos acreditar que coisas impossíveis possam acontecer. Um homem se apaixonar por você, vocês ficam dez anos separados e não se relacionam com ninguém nesse período. Ah, poupe-me.

-Como está Joseph, Kath? -perguntou mamãe interrompendo meus pensamentos. Joseph foi meu namorado, mas já havíamos terminado dois meses antes do acidente. Eu o amei muito, e confiei nele para perder minha virgindade, porém, não estava mais dando certo.

-Como quer que eu saiba, mãe? Não o vejo há tanto tempo!

-Ah sim, Kath agora está em outra- disse papai fazendo com que eu o lançasse uma feição de desentendida. –O garoto do hospital... -falou fazendo movimentos com a mão para que eu me lembrasse.

-Nossa, pai! Não sei nem o nome dele.

-Quem? -disse mamãe não entendendo nada.

-Ninguém mãe, ninguém.

-Deixa, Lídia. Na próxima você leva Kath ao hospital e o conhece. Já é a segunda vez que ele a fuzila. -disse rindo.

-Sério isso, Kath? Pode me explicar?

-Não! -disse já irritada ligando a cadeira de rodas e me dirigindo ao quintal. A noite estava estrelada e estava muito frio. Apesar de tudo, ao longe eu avistava as gigantes montanhas cobertas de neve no pico, eu amava aquilo. Era lindo. Pensei no garoto, em qual devia ser o seu nome e no porquê dele me fuzilar daquele jeito. Voltei para dentro de casa depois de alguns minutos e pedi para que eles me levassem para meu quarto. Apesar da cadeira com a qual eu conseguia me locomover, eu não estava apta a subir escadas, por isso ainda dependia deles para isso.

-Leve-me lá para cima, por favor.

-Claro, amor - disse mamãe rindo de mim. Certamente pois lembrou do motivo de eu ter me dirigido tão rapidamente para o lado de fora da casa. 
 ... 

Eram três da manhã e eu acordara sem motivos visíveis. Com a perna e a mão esquerdas, dei um impulso e me sentei na minha cadeira. Dirigi-me ao banheiro e fiquei observando meu reflexo no espelho. Eu estava muito magra. Tentei tirar minha blusa, mas o máximo que consegui foi a levantar ao ponto de conseguir ver minha barriga. Minhas costelas estavam à mostra e mais pareciam a cordilheira dos Andes. Eu realmente estava magricela. Meu rosto pálido e olheiras relativamente fundas, me deixavam com o ar de mais doente ainda, porém eu estava amando o fato de estar magra daquele jeito. Talvez o fato de ter sido gordinha a vida inteira me fizesse achar que aquele seria o padrão de beleza adequado.

No dia seguinte mamãe me deu banho e eu a ajudei a escolher uma roupa para mim. Ela mesma me levou para a universidade, papai teria de trabalhar. Ele era dono de uma padaria chamada 'The sweets' muito movimentada perto de casa. Não era sempre que precisava ir lá, mas aparentemente estavam vendendo mais do que obtendo lucro, ou seja, algum de seus funcionários o estava roubando.
 ...

-Oi Kath, parece que alguém aceitou comprar uma cadeira de rodas? -Disse Ma ao ver que eu não precisaria de sua ajuda dessa vez.

-Pois é. É uma forma de eu parar com esta subordinação, e tal.

-Eu te entendo... Ah, amiga, nem sabe quem me chamou para sair. -disse ela toda animada.

-Quem? -respondi sem ânimo.

-Lucas! Ah, ele é um cara perfeito, aqueles olhos me seduzem toda vez que me fuzila, os cabelos que mais parecem de um anjo, ele é tão querido! -falou sorrindo e gesticulando com as mãos.

-Ah, que legal. - falei mais sem ânimo ainda- Se não se importa, vou ali fora tomar um ar. -disse já saindo.

-Tudo bem. -ouvi quando já estava de costas. Não sei os motivos que me levaram a ser tão grossa com ela, ela não merecia. Estava apenas animada com seu novo encontro. É que parece que ela está esfregando na minha cara... Ninguém gosta de mim, ninguém quer namorar uma aleijadinha...

Já fora do campus, avistei uns garotos jogando conversa fora com copos de cerveja e fumando alguns baseados. Aproximei-me deles, e quando estava perto o bastante eles perceberam. -Hey gata! Como vai?

-Bem. Será que pode me arrumar um? -disse apontando para o baseado em sua mão. Isso era uma coisa que saía completamente de minha ética, e certamente, antes do acidente eu nunca conversaria com garotos como aqueles, mas senti que precisava daquilo.

-O que? Isto? -Falou apontando para o cigarro em sua mão.

-É. Se não puderem me arrumar um, podem pelo menos me dizer onde o conseguiram?

-Ei, calma aí garota. Pode ficar com esse aqui. Eu não quero mais... -disse sorrindo me entregando o que ele estava fumando.

-Obrigada. -Peguei-o com a mão esquerda e coloquei em minha boca, afinal, para andar precisava manejar a cadeira com a única mão que eu conseguia mexer. 

Eu sugava aquele negócio e assoprava com o outro lado da boca inúmeras vezes. Aquilo era bom! Estava me sentindo muito bem, mais feliz. Era como se eu estivesse bêbada: você sabe o que está acontecendo e sabe o quão ridícula está, mas não se importa. Havia muitas pessoas me olhando como se eu estivesse fazendo a coisa errada, mas eles não sabiam meus motivos. Espera, eu não tenho. Já estava no final e já podia sentir meus lábios queimando. Cuspi o cigarro em algum canto e voltei para a universidade. 

-Voltei. -disse sorrindo com cara de abobada para Marize. Comecei a rir loucamente.

-Certo, tudo bem com você? - perguntou ela rindo de mim.

-Tudo ótimo! Melhor impossível. -falei super feliz.

-Fico feliz por você estar feliz, Kath. - ela estava um pouco longe de mim, deduzo, afinal, o cheiro de maconha estava forte, e ela não o sentira.

Não prestei o mínimo de atenção nas aulas e no final, pedi para ir ao banheiro. Sabia que as aulas estavam acabando e queria buscar um pouco mais daquilo que eu fumei horas atrás. 

Saí da faculdade e procurei por aqueles garotos. Eles continuavam no mesmo lugar, conversando como retardados. Já estavam bem chapados, e eu me aproximei. -Podem me arrumar mais daquilo? -disse fazendo com que todos olhassem para mim.

-Epa, parece que alguém apreciou um baseadinho! Claro que podemos. -falou rindo me abraçando com sua mão direita.-Venha, vamos conseguir mais alguns para você. -Fui seguindo ele até chegarmos a uma loja de conveniências.-Fala Dave! -disse o garoto para um cara barbudo de óculos ‘fundo de garrafa’ que aparentava estar muito chapado também. Ele estava sentado olhando para sua mini televisão do lado do balcão com uma convicção que eu juro que parecia que ele estava entendendo o programa sobre relações de reprodução em insetos.

-Hã? Quem está aí? - falou se virando de costas para nós. É, realmente o cara estava chapado.

-Aqui, cara! - disse o garoto, virando o velho de frente para nós. -queríamos alguns baseados.

-Bruce! Meu grande amigo. Como vai Leona? –Foi então que me dei conta de que não sabia o nome desse garoto. Estava tão concentrada em conseguir os baseados que acabei pulando a parte das apresentações.

-Ela está bem, Dave. Agora, pode por favor nos arrumar alguns cigarros? 

-Mandou o beijo que eu pedi?

-Mandei, Dave! Agora ouça, quero alguns baseados.

-Certo. É para você ou para a mocinha? - disse olhando para mim com malícia. Ah, que nojo, me entregue os baseados e me deixe ir embora! 

-Para mim! Por favor, estou com pressa. -disse Bruce.

-Certo... Aqui está. -disse entregando um pacote para ele. O garoto olhou para mim como se perguntasse se eu poderia pagar. Revirei olhos e procurei os cinco dólares que eu tivera guardado no bolso de minha calça há alguns dias e o entreguei. Ele deu para Dave e fomos embora.

-Obrigada. -disse pegando o pacote de sua mão e me virando para sair.

-Espera! Pode me dar seu número, ou sei lá. Qual seu nome?

-Sou Kath, com licença! -disse já impaciente.

-Hey, Kath. Sou Bruce. Deixe alguns comigo, afinal, eu te ajudei a comprar e... -o interrompi com um pequeno grito.

 Tentei abrir o pacote, mas estava difícil fazê-lo com uma mão, então o rasguei todo. Havia dez enroladinhos de maconha, entreguei dois para ele e sai. De longe, ouvi-o agradecendo.

-Valeu, Kath. Você é muito generosa. -revirei os olhos. Não entendi se ele estava sendo irônico ou não. Aumentei a velocidade da cadeira ao perceber que mamãe já estava me esperando do lado de fora. Ela estava chorando. Poxa vida, não percebi o tempo que demorei. Escondi os baseados em minha calcinha e cutuquei-a. Ela estava de costas.

-Mãe, estou aqui! O que aconteceu? –Falei fingindo não entender.

-Ah, Kath! Onde você estava? -Disse me abraçando. - E que cheiro é esse?

-Desculpe, conheci umas garotas e estava conversando com elas. Elas não são muito legais, são daquele tipo de patricinhas fúteis... Empanturraram-me de perfume e tal... -falei tentando fingir

-Hum -Murmurou um pouco desconfiada enxugando alguma de suas lágrimas. - vamos para casa!
......

Oi, gente! Obrigada aos que comentaram, eu sempre os leio e estou feliz que estejam gostando! 

 Aí está o capítulo 3, o que acharam? Se acalmem, pois está chegando a tão esperada hora em que Justin e Kath irão se conhecer! hahahaha

Más notícias... Vou viajar amanhã de manhã e arrumei um tempo de passar aqui e postar esse cápítulo. Vai ser difícil eu entrar enquanto estiver viajando, mas prometo tentar! 

Criei um FC novo hoje, e todas sabemos como é dificil no começo. Me sigam nele, sabem que eu sigo todas de volta!

Comentem o que acham, só continuo com 20 comentários.

Beijos, Carol.

Nova IB da Duda. Probleminhas.

Mesninas do Biebs, tenho um problema!

Eu tenho duas IBs em mente e preciso que escolham uma. Vou falar a sinopse, depois vocês votam e NADA DE PLÁGIO, isso é crime, viu?

Atenção: As IBs vão conter o mesmo nome, o mesmo nome da personagem principal e sua personalidade, por isso não se confundam se estiver igual.

As duas IBs se chamam Somebody To Love, mas não por causa da musica do Justin e sim pela música da Leighton Meester. 

IB número 1:





Anne é uma garota tímida e vamos dizer... Rockeira. Quem diria que uma menina que ama rock iria para uma faculdade de música? Anne tem que ser formada em algo, qualquer coisa. Isto é o que diz a cláusula do testamento de seu pai.

E quem diria que na faculdade onde Anne estuda, seria a faculdade onde o cantor canadense Justin Bieber iria trabalhar?

Pior ainda.

Quem diria que eles iriam se apaixonar mesmo Anne não acreditando no amor?


Há alguém que ainda acredita no amor?
Eu sei que você está por aí
Tem que ter alguém
Eu procuro em torno do mundo
Mas eu não consigo encontrar

Alguém pra amar

IB número 2:

#Mode Anne On#

Super poderes. O que muitos interpretam quando pensam em Super poderes?

Dons que te ajudam a salvar o mundo. Dons que deixam sua vida mais fácil.

E se eu te disser que eles são dons para criar caos? Coisas viciantes como drogas, que consomem cada gota de humanidade e do seu ser, quando não se é aprendido a controlá-los?

Eu sempre soube que algum dia esse fardo cairia sobre mim e algum dia eu teria que ir para o ICP, Internato de Controle de Poderes. Esse lugar é onde você tem aulas do bom uso e controle de poderes. Entramos lá assim que os poderes aparecem e as salas são divididas por idade, não por série ou produtividade.

Isso não devia acontecer comigo! Eu queria ser cantora de Rock como Taylor, Amy e outras. Nunca planejei me casar ou ter namorado, porque eu não acredito que tenha alguém que acredite no amor. Mas é como disseram. O destino não somos nós quem escolhemos.


Há alguém que ainda acredita no amor?
Eu sei que você está por aí
Tem que ter alguém
Eu procuro em torno do mundo
Mas eu não consigo encontrar
Alguém pra amar
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Essa menina do canto é a Anne. Eu achei ela na minha terceira série favorita: 90210. Seu nome verdadeiro é Jessica Stroup e na série ela é a Silver.

Votem!

1- Para IB da faculdade.
2- Para IB dos poderes.

Kisses. E mais um Gif da minha Silver e agora, minha Anne.


20.7.13

#IB - Stronger: Capítulo 2


P.O.V Justin Bieber

-Vamos mãe, o doutor disse ‘até as 14 horas’. –Gritei do andar de baixo de casa. Iria levar mamãe para o hospital e dali irei para a faculdade. Faz dias que não assisto às aulas e lutei muito para entrar em Harvard. Não posso simplesmente parar de ir, além do mais, no final do ano temos a nossa formatura. Serei oficialmente um arquiteto!

-Ah, me ajude com esta mochila! Ela pesa, e eu estou grávida. –Saí correndo ao vê-la descer as escadas com aquela mochila. Será que ela não se da conta dos riscos que corre?

-Nossa mãe, o que você leva aqui dentro? Tijolos? –Disse rindo. Realmente, aquilo pesava muito. Não estaria mentindo se dissesse que parecia ter 15 quilos ali dentro.

-Roupas! Vou para o hospital, mas não posso perder a pose!- Abri a porta do carro para que ela entrasse e a ajudei a posicionar o cinto. Aquela barriga já estava enorme!

-O que é isso? Engoliu uma melancia, foi? –Falei rindo. Piadinha sem graça e infantil a minha, mas não pude resistir.

-Cale-se! Parece até uma criança.
...

-Boa tarde, senhora Bieber! –Disse o médico sorridente ao ver mamãe.

-Ah, desculpe, mas me chamo Patrícia Mallete, e não se esqueça, Pattie para você!- Falou 
rindo. Bom, poucos sabem, mas herdei Bieber do meu pai. Mantemos uma boa relação, embora ele more longe. Ele casou-se novamente e tem mais dois filhos. São meus irmãos, Jazmyn e Jaxon. Os amo muito! Eles são minhas preciosidades. Jaz está com oito anos, uma garota linda, e Jax é um ‘garanhão’ de 7 anos de idade.

-Uhm, certo, senhora Mallete... –Mamãe o interrompeu bruscamente.

-Por favor, me chame de Pattie! Senhora soa muito velho. –Uma das coisas que mamãe menos gosta é de envelhecer.

-Certo, Pattie. –Ressaltou a palavra ‘Pattie’.- Bom, deixe-me acompanha-los até o quarto que você ficará!- Ele nos conduziu até o quarto e entregou à mamãe uma muda de roupas verdes que mais pareciam um avental.

-O que é isso?

-As roupas que você deverá usar. Não pensou que usaria roupas normais para ficar em um hospital, ou pensou?

-Lógico que não!- Pattie disse envergonhada tentando tampar a mochila que ela trazia. Ela vestiu as roupas e então nos despedimos. Segui meu caminho para Harvard. Devo me preparar para as próximas provas.

P.O.V. Katherine Windson 

Dia chato, aula chata, pessoas chatas. Era só o que eu pensava. No intervalo Marize me empurrou até o refeitório. Eu não queria comer. Não sentia vontade de engolir nada. Acho que é um efeito colateral da minha doença: A depressão.

-Vamos, coma Kath, você precisa se alimentar. –Disse Ma enquanto eu pressionava meus lábios e fazia pequenos movimentos de um lado para o outro com minha cabeça.

-Não! Não me faça comer, por favor, eu imploro! Já basta ter de comer quando chegar em casa. –Retruquei manhosa.

-Kath, você está muito magra. Por favor, não estrague sua vida!

-Já estraguei.
...

Depois de mais duas aulas sobre fotografia e de produção textual, Marize me levou até a porta da universidade. Esperavamos meu pai chegar em silêncio. Eu não queria conversar com ninguém, meus pensamentos estavam longe. Via pessoas correndo, conversando, namorando. Aquilo me deprimia ainda mais. Não tenho inveja nem nada, só acho horrível o jeito com que eles esfregam em minha cara que não sou normal, que sou uma aberração. Tenho sorte de ser inverno e de poder tampar minhas queimaduras com uma vasta camada de roupas. Tenho certeza de que se eu não estivesse com estes casacos, mais pessoas me enxergariam como aberração.

Ouvi a buzina do Vectra preto de meu pai. Ele desceu e foi correndo ao nosso encontro.

-Como vai, Marize?

-Bem. E o senhor, tio Andrew. –Ma tinha esta mania de se dirigir ao meu pai. Algo que ela adquiriu desde que nos conhecemos.

-Muito bem também. Bom, vamos nessa Kath?

-Aham. – Disse sem ânimo. Não gosto de demonstrar a tristeza que sinto, pois odeio quando sentem pena de mim. Mas não pude fazer nada, eu não tinha ânimo para nada.

-Certo. A partir de agora pode deixar comigo Marize. – Papai disse pegando a cadeira de rodas.- Mande lembranças à seus pais.

Ele me levou até o carro. Fui apenas olhando para as pessoas. Crianças me encarando com repulsa, todos os meus colegas me cumprimentando e dizendo  que ‘me viam amanhã’. Tudo isso acontece quando você está com algo com que deve conviver. As pessoas, por mais que te odeiem, sentem-se na obrigação de ser simpáticos e demonstrar que se importam com você. Eu odeio isso!

Andrew me pegou no colo e todos que estavam observando viravam a cara para que eu pensasse que não se importavam. Para que eu pensasse que eles achavam que eu era normal, mas eu já fui normal e sei como é ser um deles, os que observam.
Fomos para casa ao som de Guns’ N Roses. Papai cantava em uma voz loucamente horrível. Ele era apaixonado por essa banda.

-‘Don’t you Cry, tonight. I still Love you babe’- Não resisti e comecei a cantar junto à ele. ‘Don’t you cry, tonight’. –Éramos completamente estranhos. Cantávamos, não só a letra, como os solos de guitarra, bateria, toda a melodia. Ficava pensando nas pessoas que estavam fora do carro naquele momento. O que pensam sobre nós? Fazendo caras e bocas para cantar uma música.

-Chegamos.- Andrew disse estacionando o carro em frente a casa. Mamãe veio correndo me pegar no colo. Como já disse, não tenho minha própria cadeira, por isso dependo deles para tudo.
...

-Hum, esta lasanha está maravilhosa! –Exclamei mentindo. Apesar de estar boa, não estava apreciando nada sentar à mesa e comer como gente normal. Não sou normal.

-Obrigada filha. Sua avó deu uma passadinha hoje à tarde para me ajudar. Ela mandou um beijo!

-Mande outro.- Eles me olharam com condolência. Pareciam que sentiam meu desespero, minha tristeza. E eu poderia sentir a deles, afinal tem uma filha defeituosa. –Não me olhem assim.- disse deixando escapar uma lágrima.- Não suporto estes olhares! Vocês não entendem. Eu não me mexo, tenho que fingir gostar de comer uma coisa, sendo que não quero comer nada, e ainda tenho de suportar estes olhares? Parem.- Me exaltei. Debrucei-me com o braço esquerdo na mesa e fiz impulso para que eu levantasse. Tentei caminhar e acabei caindo no primeiro passo. Deitei-me no chão e pus-me a chorar. Mamãe e papai se levantaram rapidamente e me pegaram no colo.

-Acalme-se filha, tudo ficará bem. É só uma fase.- Lídia, minha mãe, disse com voz chorosa, pois o trancava na garganta.

-Me desculpem, sou uma aberração, uma louca. Às vezes me descontrolo, e... Bem, me desculpem. –Disse enxugando as lágrimas com a mão esquerda.

P.O.V Justin Bieber

-Fala, Chaz. –Disse atendendo ao telefone durante a troca de períodos da faculdade. Chaz é meu grande amigo de infância, e embora tenhamos seguido caminhos diferentes, continuamos a nos falar.

-Fala bro. Como vai a faculdade?

-Tudo ótimo, e ai?

-Tranquilo também. Bom, como sabe, é aniversário da Raíssa, e estou ligando para te convidar. É nesse sábado no salão central da ‘Libélula’. –Raíssa era a noiva de Chaz, e bem, ‘Libélula’ era um renomado centro de eventos da cidade.

-Claro cara, achou que eu esqueceria? –Menti.- Estarei lá!

-Falou JB, te espero lá então! Abraço. -Eu, obviamente havia me esquecido do aniversário de Raíssa, afinal não sou bom em lembrar datas. Voltei para a aula e no final dei uma passada na biblioteca para estudar com meus colegas.

Saindo de lá, fui direto ao hospital ver como estava minha mãe. -Olá senhora... –Fiz cara de desentendido para que ela dissesse seu nome.

-Caren! Em que posso ajudá-lo?

-Vim ver a minha mãe, precisava dar uma passada para conversar com ela.

-Desculpe senhor, o horário de visitas já terminou e...- Foi interrompida por uma voz masculina vindo de trás de mim.

-Justin Bieber! Sua mãe está à sua espera. –Era o médico.

-Obrigado senhor. –Me dirigi ao quarto onde minha mãe se encontrava e entrei sem bater.

-Mãe, como vai?

-Oi filho, estou bem. Como foi a faculdade?

-Boa, no final dei uma passadinha na biblioteca e estudei com os caras. Bem, vim perguntar 
se quer que eu durma aqui. Eu posso passar lá em casa, pegar uma muda de roupas, arrumar uma cama aqui no sofá –Disse apontando para o sofá ao lado da cama de repouso da mamãe.- e fico com você.

-Ah, eu adoraria filho! Muito obrigada.

-Okay, estarei aqui em uma hora!- Voltei para a casa no meu Land Rover prata e organizei minhas roupas e uma pequena mochila, bem menor que a que Pattie levara na mesma manhã. Liguei o chuveiro e me despi. Tomei um banho quente, me sequei e coloquei uma roupa para me direcionar ao hospital. Uma jaqueta bem quente, pois a noite estava congelante. Inverno no Canadá é sempre assim.

...

-Voltei! –Disse ao entrar no quarto onde se encontrava mamãe. Eu tivera prometido que chegaria em uma hora, porém estava atrasado. –Desculpe a demora, demorei para achar meu casaco...

-Claro, como sempre não é princesa? –Minha mãe me apelidara assim, pois eu realmente demoro muito para me arrumar. Mas eu odeio este apelido, é muito gay.

-Para mãe, por favor, não sou mais criança para você me chamar assim! Olha só, eu não comi nada o dia inteiro, preciso ir ao restaurante do hospital, sabe onde é?

-Descendo as escadas, vire a direita e então será imposivel não o encontrar.

-Obrigado, volto logo. –Desci e logo encontrei o restaurante. Pedi um pastel de carne com uma coca cola. Sentei-me e fiquei observando o movimento. Acho que a parte térrea do hospital devia ser a geriatria, pois só o que conseguia ver eram idosos. Idosos para lá, idosos para cá... Uns com bengala, outros andadores, tinham até aqueles que precisavam da cadeira de rodas. Foi então que me lembrei daquela garota que eu encontrei no dia anterior. Onde será que ela está? Talvez já esteja morta.


Acabando o meu lanche, subi ao aposento de mamãe. Ela já havia pego no sono, então, sem fazer muito barulho, tirei meu casaco, arrumei o sofá e me deitei. Dormi assim mesmo, com a roupa que cheguei aqui, estava com muita preguiça para colocar um pijama. Observava a pequena janela do quarto, com uma cortina branca. A lua iluminava todo o lugar, mostrando até as peculiaridades. Foi assim que eu peguei no sono.

...

-Com licença, senhor Bieber. Precisamos limpar o quarto, sinto muito em acordar você. –Disse uma mulher morena de olhos verdes que aparentava ter 50 anos. Já um pouco enrugada, devido a idade, ela dava pequenos tapas em minhas costas para que eu acordasse.

-Claro, desculpe o incomodo. Sabe me dizer que horas são?

-São oito e meia. –Disse com um sorriso extremamente branco. Em sua perfeita dentição 
refletia o sol que já nascia.

-Obrigada, e onde está a minha mãe?

-Senhora Pattie? Bem, ela acordou há alguns minutos e desceu para tomar o café. –Agradeci com a cabeça e desci para procurar minha mãe. Logo a vi sentada no café do hospital com aquela blusa verde enorme que a entregaram no dia anterior. Ela sorriu ao me ver e arrastou a cadeira ao seu lado para que eu sentasse junto a ela.

-Obrigado, mãe. Como passou a noite?

-Bem, e você? Foi confortável dormir com a roupa que veio para o hospital?

-Não, nem um pouco confortável, mas por você faço tudo. –Rimos e eu peguei uma fruta com um café preto. Estávamos comendo e tranquilamente em silêncio. Hora que outra ela observava algumas pessoas que estavam atrás de mim. Eu não os via, não sabia o que era, mas admito que a curiosidade estava me matando. 

-Filho, aquela não era a moça que você observava há alguns dias? –virei-me a fim de conseguir vê-la. Era ela, nossa como era linda. O que será que ela tem, qual sua doença? Pobre garota.

-Sim, e daí? –Disse um pouco envergonhado.

-Hum, e porque não vai falar com ela? –Falou rindo com um olhar meio travesso em sua face.

-E porque eu faria isso? –A questionei superior.

-Meu amor, você só me apresentou uma mulher na vida, e isso foi ao seus quinze anos. Caitlin era uma ótima menina, e ainda não entendi seus motivos em terminar com ela. Não acha que está na hora de arrumar alguém para você? –A encarei meio enraivado. Eu posso achar minhas próprias namoradas, não preciso da ajuda de minha mãe, que coisa de criança.

-Mãe, eu não apresentei ninguém, pois ainda não conheci alguém que merecesse conhecer minha família, e eu posso muito bem me relacionar com as pessoas sem a sua ajuda, mãe. –Falei me levantando para ir para o quarto. Nisto, olhei para a garota novamente. Parei por instantes sem perceber. Ela estava linda, com um casaco azul turquesa e um cachecol listrado preto e branco. Usava a cadeira de rodas do hospital, afinal, o que ela tem? Se usa a cadeira daqui, talvez não precise sempre dela, talvez não tenha nada. Subi as escadas e fui para o banheiro escovar os dentes. Logo ouvi um barulho de porta se abrindo. Era mamãe.

-Desculpe filho, só queria que me apresentasse algumas garotas. Prometo não me intrometer em sua vida pessoal novamente.

-Tudo bem, foi eu que me exaltei. Preciso ir. Prometo que volto mais cedo hoje. –Disse dando um beijo estalado e sua bochecha.

P.O.V Katherine Windson

Na manhã seguinte era dia de fisioterapia, dia de Paul e também dia de chegar mais cedo. Hoje, meu querido fisioterapeuta recomendou que eu chegasse mais cedo para adiantarmos alguns exames. Precisava ver o andamento de tudo.

-Kath, hora de acordar. –Disse mamãe abrindo a perciana rosa da minha janela. Logo o sol invadiu e eu fechei meus olhos fortemente fazendo ruídos estranhos como se dissesse que queria continuar dormindo. –Vamos, acorde. Você precisa de um banho e logo seu pai te levará para o hospital. Ela me levantou e fez com que eu a agarrasse com meu braço esquerdo. Fui pulando agarrada ao seu pescoço até o banheiro. Sentei em minha cadeira já posicionada embaixo do chuveiro e Lídia me despiu. Eu me sentia um pouco desconfortável ao ficar nua em sua frente. Embora fosse a minha mãe, quando saudável,  eu não permitia que ela me visse sem roupa. Agora, ela me da banho e me veste. Logo ela ajustou o chuveiro para que a água ficasse quente e me deu um banho. Para que eu não me desequilibrasse, minha cadeira era especial. Tinha apoio para braços, cabeça, tudo! Era a coisa mais feia do mundo. Uma parte do hospital em minha casa.

...

-‘All we need is just a little patiance, “tununu..” patience’ –papai cantarolava ao me levar para o hospital. Estacionou o carro e os médicos já me esperavam com a cadeira. Bem, eles já estão evoluindo. Já sabem que não tenho minha cadeira.

-Obrigado por esperarem aqui. –ouvia papai falar de fora do carro. Logo ele abriu a porta e me pegou no colo. Eu não iria me torturar, não tentaria entrar nela sozinha. Fomos direto para o café comer alguma coisa. Papai ‘estacionou’ minha cadeira e sentou-se.

-Um capputino com um brownie, por favor. –Disse, fazendo meu pedido.

-Um suco de laranja e um misto quente. –Era a vez do papai. Ficamos apenas nos encarando, vez que outra sorriamos um para o outro, mas só. Logo avistei o mesmo homem que vira a alguns dias. Aquele que me encarava com repulsa. Ele sentou-se com uma mulher grávida, por sinal, muito bonita. Bem, eles deveriam ser um casal e logo ele seria um pai. É, realmente minha vida está de cabeça para baixo. Ao ver eles conversando e ela o encarando maliciosa senti um pequeno aperto no coração. Não entendi o porquê deste sentimento, será que não percebo que sou uma aberração para a sociedade? Que provavelmente nunca terei um filho? 

Papai viu que eu os encarava. -Por que este olhar?

-Nada, falei sorrindo para ele. –Logo o garoto se virou para mim e antes que eu pudesse sorrir ele se virou novamente. Em poucos segundos, ele levantou-se bruscamente, deu alguns passos e me fuzilou como no outro dia com aqueles olhos castanhos. Aquilo era tão estranho. Sei que sou doente, e tal, mas não precisa me encarar desse jeito! Que horror. Desviei o olhar e logo ele seguiu seu caminho escada acima.

-Nossa, o que foi isso? Conhece aquele garoto? –Andrew me perguntou com um sorriso estampado no rosto.

-Não, e porque o sorriso?

-Nada. –Falou meio malandro dando pequenas risadinhas para mim. –Aquele não era o garoto que te encarou há alguns dias?

-Era, e isto está ficando cada vez mais estranho...

-Aqui. Misto quente com um suco de laranja... –Disse o garçom a fim de que completássemos sua frase.

-Para mim. –Papai disse a ele.

-Certo, e aqui está seu brownie e capuccino.

-Obrigada. –Agradeci, sem ânimo. Lógico, senti uma onda de repulsa me tomar naquela hora. Ver meu pai devorando aquele misto quente, meu brownie e caputtino me encarando... Eu não queria come-los, não entendo o que está acontecendo comigo.

-O que houve? –Andrew disse deixando escapar um pouco de comida da boca. –Algum problema com sua comida? Porque está com essa cara de nojo?

-N-nada, está tudo certo. –Disse fingindo um sorriso e dando uma pequena mordida naquela bomba de chocolate. Depois de muito esforço, consegui acabar meu lanche. Subimos de elevador, devido à cadeira, e fomos fazer os exames.

......

Oii, gente. Primeiramente, gostaria de agradecer muito aos que comentaram! Li todos e estou muito feliz que estejam gostando. 

Bom, aqui está o segundo capítulo... O que acham? Qualquer coisa que não tenham gostado, que queiram melhorar, me falem! 

Vou pedir 20 comentários dessa vez. Até o próximo capítulo! 

Beijos, Carol.