22.7.13

#IB - Stronger: Capítulo 3

P.O.V. Justin Bieber

Naquela noite, cheguei um pouco mais cedo no hospital. Pude ainda jantar com Pattie no refeitório. Dessa vez, coloquei um pijama e adormeci novamente observando aquela janela branca e sua cortina a tampando.
...

-Vem Justin, acorde. - disse mamãe tentando me acordar.

-Ah, só mais cinco minutinhos. - revidei me virando de costas para ela.

-Não! A moça quer limpar o quarto, vamos comer alguma coisa.

-Está certo, está certo.- disse me rendendo e levantando. Coloquei uma roupa e um casaco bem quente e desci acompanhado de minha mãe. Chegando no andar térreo avistei o café 'Big Pettit', cujo nome não expressava bem sua aparência, pois era um pequeno restaurante. Nele era servido não só café da manhã, como também o almoço e o jantar. Lembrei-me da garota. Fiquei um pouco decepcionado ao não vê-la ali naquele dia, e Pattie logo percebeu.

-Perdeu alguma coisa? -perguntou irônica.

-Não, por quê?

-Nada, mas é o que parece quando se olha para todos os lados a fim de encontrar alguém.

-Ah, está bom mãe. -disse fazendo cara de deboche. Nós comemos, eu uma maçã e um café preto, e ela um misto quente. Disse que já precisava ir, pois não queria me atrasar para as aulas, mas mamãe, é claro, ficou conversando comigo e eu perdi o horário.
...
                    
-Senhor Bieber, pode explicar seu atraso?- disse o professor enquanto eu abria a porta delicadamente.

-Bem, primeiramente, desculpe, e segundo, estava com minha mãe no hospital. Ela está grávida e o bebê tem risco de nascer pre...-fui interrompido.


-Tudo bem, já basta. Pode se sentar.

A aula foi muito interessante, mas nada além do que eu já tivera aprendido. Mesmo atrasado na matéria de cálculo avançado dada pelo professor Veríssimo, a matéria do professor Simch chegara à minha mente antes mesmo de ele aprende-la.

P.O.V. Katherine  Windson

-Olá amores da minha vida! Como foi a fisioterapia? -disse Lídia assim que cheguei em casa com meu pai. O dia fora super cansativo, e eu já estava recuperando os movimentos de meus dedos.

-Ótimo, amor- papai disse beijando Lídia- Kath está recuperando os movimentos dos dedos!

-Mas que ótima notícia, filha!- disse mamãe sorridente para mim. -Sabe, sei que não queria, mas acho que já estava na hora de comprar uma cadeira para você... -papai a interrompeu.

-Ajudei sua mãe a comprar esta especial para você.- disse me mostrando uma cadeira cuja única coisa que a deixara especial era o fato de ser eletrônica. Daquelas manuseadas por uma marcha, que você pode controlar a velocidade e tudo mais. O resto era normal. Uma cadeira de rodas feia feita para pessoas defeituosas.

-Não acredito que fizeram isso. -Disse com raiva para eles.

-Desculpe filha, mas já estava na hora. -Falou Lídia com uma cara de pena para mim. Por mais que quisesse demonstrar a raiva que estava sentindo, não queria gerar brigas.

-Tudo bem. -Disse fingindo um sorriso. Eu não estava gostando nada da idéia de ter minha própria cadeira, mas talvez isso pudesse me ajudar no meu processo de insubordinação perante à eles. Eu poderia sair sozinha e fazer qualquer outra coisa que me desse vontade, coisas que não fazia a muito tempo devido a minha dependência aos meus pais. 

Era tarde da noite, nós já havíamos jantado e estávamos assistindo TV como uma família normal, embora não fossemos. Hora que outra percebia os olhares de meus pais para checar se estava tudo bem. Esta preocupação deles me irritava. Assistíamos a um filme romântico, em que o homem apaixonava-se por uma mulher e eles ficavam 10 anos separados, e quando se reencontraram, casaram-se e tiveram três filhos. Que ridículo, odeio programas utópicos, estes que fazem-nos acreditar que coisas impossíveis possam acontecer. Um homem se apaixonar por você, vocês ficam dez anos separados e não se relacionam com ninguém nesse período. Ah, poupe-me.

-Como está Joseph, Kath? -perguntou mamãe interrompendo meus pensamentos. Joseph foi meu namorado, mas já havíamos terminado dois meses antes do acidente. Eu o amei muito, e confiei nele para perder minha virgindade, porém, não estava mais dando certo.

-Como quer que eu saiba, mãe? Não o vejo há tanto tempo!

-Ah sim, Kath agora está em outra- disse papai fazendo com que eu o lançasse uma feição de desentendida. –O garoto do hospital... -falou fazendo movimentos com a mão para que eu me lembrasse.

-Nossa, pai! Não sei nem o nome dele.

-Quem? -disse mamãe não entendendo nada.

-Ninguém mãe, ninguém.

-Deixa, Lídia. Na próxima você leva Kath ao hospital e o conhece. Já é a segunda vez que ele a fuzila. -disse rindo.

-Sério isso, Kath? Pode me explicar?

-Não! -disse já irritada ligando a cadeira de rodas e me dirigindo ao quintal. A noite estava estrelada e estava muito frio. Apesar de tudo, ao longe eu avistava as gigantes montanhas cobertas de neve no pico, eu amava aquilo. Era lindo. Pensei no garoto, em qual devia ser o seu nome e no porquê dele me fuzilar daquele jeito. Voltei para dentro de casa depois de alguns minutos e pedi para que eles me levassem para meu quarto. Apesar da cadeira com a qual eu conseguia me locomover, eu não estava apta a subir escadas, por isso ainda dependia deles para isso.

-Leve-me lá para cima, por favor.

-Claro, amor - disse mamãe rindo de mim. Certamente pois lembrou do motivo de eu ter me dirigido tão rapidamente para o lado de fora da casa. 
 ... 

Eram três da manhã e eu acordara sem motivos visíveis. Com a perna e a mão esquerdas, dei um impulso e me sentei na minha cadeira. Dirigi-me ao banheiro e fiquei observando meu reflexo no espelho. Eu estava muito magra. Tentei tirar minha blusa, mas o máximo que consegui foi a levantar ao ponto de conseguir ver minha barriga. Minhas costelas estavam à mostra e mais pareciam a cordilheira dos Andes. Eu realmente estava magricela. Meu rosto pálido e olheiras relativamente fundas, me deixavam com o ar de mais doente ainda, porém eu estava amando o fato de estar magra daquele jeito. Talvez o fato de ter sido gordinha a vida inteira me fizesse achar que aquele seria o padrão de beleza adequado.

No dia seguinte mamãe me deu banho e eu a ajudei a escolher uma roupa para mim. Ela mesma me levou para a universidade, papai teria de trabalhar. Ele era dono de uma padaria chamada 'The sweets' muito movimentada perto de casa. Não era sempre que precisava ir lá, mas aparentemente estavam vendendo mais do que obtendo lucro, ou seja, algum de seus funcionários o estava roubando.
 ...

-Oi Kath, parece que alguém aceitou comprar uma cadeira de rodas? -Disse Ma ao ver que eu não precisaria de sua ajuda dessa vez.

-Pois é. É uma forma de eu parar com esta subordinação, e tal.

-Eu te entendo... Ah, amiga, nem sabe quem me chamou para sair. -disse ela toda animada.

-Quem? -respondi sem ânimo.

-Lucas! Ah, ele é um cara perfeito, aqueles olhos me seduzem toda vez que me fuzila, os cabelos que mais parecem de um anjo, ele é tão querido! -falou sorrindo e gesticulando com as mãos.

-Ah, que legal. - falei mais sem ânimo ainda- Se não se importa, vou ali fora tomar um ar. -disse já saindo.

-Tudo bem. -ouvi quando já estava de costas. Não sei os motivos que me levaram a ser tão grossa com ela, ela não merecia. Estava apenas animada com seu novo encontro. É que parece que ela está esfregando na minha cara... Ninguém gosta de mim, ninguém quer namorar uma aleijadinha...

Já fora do campus, avistei uns garotos jogando conversa fora com copos de cerveja e fumando alguns baseados. Aproximei-me deles, e quando estava perto o bastante eles perceberam. -Hey gata! Como vai?

-Bem. Será que pode me arrumar um? -disse apontando para o baseado em sua mão. Isso era uma coisa que saía completamente de minha ética, e certamente, antes do acidente eu nunca conversaria com garotos como aqueles, mas senti que precisava daquilo.

-O que? Isto? -Falou apontando para o cigarro em sua mão.

-É. Se não puderem me arrumar um, podem pelo menos me dizer onde o conseguiram?

-Ei, calma aí garota. Pode ficar com esse aqui. Eu não quero mais... -disse sorrindo me entregando o que ele estava fumando.

-Obrigada. -Peguei-o com a mão esquerda e coloquei em minha boca, afinal, para andar precisava manejar a cadeira com a única mão que eu conseguia mexer. 

Eu sugava aquele negócio e assoprava com o outro lado da boca inúmeras vezes. Aquilo era bom! Estava me sentindo muito bem, mais feliz. Era como se eu estivesse bêbada: você sabe o que está acontecendo e sabe o quão ridícula está, mas não se importa. Havia muitas pessoas me olhando como se eu estivesse fazendo a coisa errada, mas eles não sabiam meus motivos. Espera, eu não tenho. Já estava no final e já podia sentir meus lábios queimando. Cuspi o cigarro em algum canto e voltei para a universidade. 

-Voltei. -disse sorrindo com cara de abobada para Marize. Comecei a rir loucamente.

-Certo, tudo bem com você? - perguntou ela rindo de mim.

-Tudo ótimo! Melhor impossível. -falei super feliz.

-Fico feliz por você estar feliz, Kath. - ela estava um pouco longe de mim, deduzo, afinal, o cheiro de maconha estava forte, e ela não o sentira.

Não prestei o mínimo de atenção nas aulas e no final, pedi para ir ao banheiro. Sabia que as aulas estavam acabando e queria buscar um pouco mais daquilo que eu fumei horas atrás. 

Saí da faculdade e procurei por aqueles garotos. Eles continuavam no mesmo lugar, conversando como retardados. Já estavam bem chapados, e eu me aproximei. -Podem me arrumar mais daquilo? -disse fazendo com que todos olhassem para mim.

-Epa, parece que alguém apreciou um baseadinho! Claro que podemos. -falou rindo me abraçando com sua mão direita.-Venha, vamos conseguir mais alguns para você. -Fui seguindo ele até chegarmos a uma loja de conveniências.-Fala Dave! -disse o garoto para um cara barbudo de óculos ‘fundo de garrafa’ que aparentava estar muito chapado também. Ele estava sentado olhando para sua mini televisão do lado do balcão com uma convicção que eu juro que parecia que ele estava entendendo o programa sobre relações de reprodução em insetos.

-Hã? Quem está aí? - falou se virando de costas para nós. É, realmente o cara estava chapado.

-Aqui, cara! - disse o garoto, virando o velho de frente para nós. -queríamos alguns baseados.

-Bruce! Meu grande amigo. Como vai Leona? –Foi então que me dei conta de que não sabia o nome desse garoto. Estava tão concentrada em conseguir os baseados que acabei pulando a parte das apresentações.

-Ela está bem, Dave. Agora, pode por favor nos arrumar alguns cigarros? 

-Mandou o beijo que eu pedi?

-Mandei, Dave! Agora ouça, quero alguns baseados.

-Certo. É para você ou para a mocinha? - disse olhando para mim com malícia. Ah, que nojo, me entregue os baseados e me deixe ir embora! 

-Para mim! Por favor, estou com pressa. -disse Bruce.

-Certo... Aqui está. -disse entregando um pacote para ele. O garoto olhou para mim como se perguntasse se eu poderia pagar. Revirei olhos e procurei os cinco dólares que eu tivera guardado no bolso de minha calça há alguns dias e o entreguei. Ele deu para Dave e fomos embora.

-Obrigada. -disse pegando o pacote de sua mão e me virando para sair.

-Espera! Pode me dar seu número, ou sei lá. Qual seu nome?

-Sou Kath, com licença! -disse já impaciente.

-Hey, Kath. Sou Bruce. Deixe alguns comigo, afinal, eu te ajudei a comprar e... -o interrompi com um pequeno grito.

 Tentei abrir o pacote, mas estava difícil fazê-lo com uma mão, então o rasguei todo. Havia dez enroladinhos de maconha, entreguei dois para ele e sai. De longe, ouvi-o agradecendo.

-Valeu, Kath. Você é muito generosa. -revirei os olhos. Não entendi se ele estava sendo irônico ou não. Aumentei a velocidade da cadeira ao perceber que mamãe já estava me esperando do lado de fora. Ela estava chorando. Poxa vida, não percebi o tempo que demorei. Escondi os baseados em minha calcinha e cutuquei-a. Ela estava de costas.

-Mãe, estou aqui! O que aconteceu? –Falei fingindo não entender.

-Ah, Kath! Onde você estava? -Disse me abraçando. - E que cheiro é esse?

-Desculpe, conheci umas garotas e estava conversando com elas. Elas não são muito legais, são daquele tipo de patricinhas fúteis... Empanturraram-me de perfume e tal... -falei tentando fingir

-Hum -Murmurou um pouco desconfiada enxugando alguma de suas lágrimas. - vamos para casa!
......

Oi, gente! Obrigada aos que comentaram, eu sempre os leio e estou feliz que estejam gostando! 

 Aí está o capítulo 3, o que acharam? Se acalmem, pois está chegando a tão esperada hora em que Justin e Kath irão se conhecer! hahahaha

Más notícias... Vou viajar amanhã de manhã e arrumei um tempo de passar aqui e postar esse cápítulo. Vai ser difícil eu entrar enquanto estiver viajando, mas prometo tentar! 

Criei um FC novo hoje, e todas sabemos como é dificil no começo. Me sigam nele, sabem que eu sigo todas de volta!

Comentem o que acham, só continuo com 20 comentários.

Beijos, Carol.

21 comentários:

  1. Amei tá ótimo continua porfavor

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Primeira a comentar uhuuuu
      bjs

      Excluir
  2. Vei a Kath tá virando uma viciada em drogas e isso não vai mudar o fato de ela estar se recuperando de um acidente e se drogar só vai fazer ela se sentir alegre, pq o resto vai ser só tristeza e vicio. Mas cara ela fica se depreciando também e fica falando que vai ficar assim para sempre ai também não ajuda a si mesma e depois não quer ficar depressiva ainda :-|. Continua logo Carol e a gente te entende, Bjs

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Anônimo13:24

      Faço das suas palavras as minhas.

      Excluir
  3. adorei o cap continua logo pf <3

    ResponderExcluir
  4. continua, nossa q louco rsrs estou amando!

    ResponderExcluir
  5. Anônimo12:12

    Continuaa -babi

    ResponderExcluir
  6. nao nao nao drogas nao isso nao vai adiantar em nada ahhhhhh me irritei
    enfim ta perfeito parabens voce escreve perfeitamente eu to amando <3 continua

    ResponderExcluir
  7. Anônimo15:05

    nossa ela vai usar droga que chato

    ResponderExcluir
  8. Anônimo15:36

    acho que ela deve recuperar os movimentos logo, sério

    ResponderExcluir
  9. Divulga meu imagine, por favor? http://kidrauhl-loveofbelieber.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  10. Anônimo19:30

    espero que eles se conheçam logo!

    ResponderExcluir
  11. Anônimo00:07

    perfeito, continua <3 - @always1march

    ResponderExcluir
  12. Leitora novaa continuaaaa bem diferente sua ib ahhah continuaaaaaaaaaaaaaaaaa perfeita

    ResponderExcluir
  13. Oi amore!Desculpa ser curta aqui mas é que eu tô saindo e passei aqui rapidinho pra ler sua IB e ela está perfeita!
    Continua viu?Beijos!

    ResponderExcluir
  14. amei essa ib socorro. eu acompanho o blog desde 2011 e morro de preguiça de comentar, só avisando que vc escreve muito bem e que vou acompanhar sua ib, beijos! @fuckercanadian

    ResponderExcluir
  15. Ai Carol pq tinha q colocar maconha no meio??Nao gosto disso!!!Por Favor tomara q a historia recompense aii e nao fique desse jeito!!Tomara q vc consiga postar na sua viagem :) Se divirta bastante!!

    ResponderExcluir
  16. Anônimo18:38

    Pfvr continua. Tá ótimo!!!

    ResponderExcluir
  17. continua rapidooo .. ta otima

    ResponderExcluir
  18. Continua logo, to viciada , TE AMOOOO.

    ResponderExcluir