10.11.13

#IB - Stronger: Capítulo 6

 
P.O.V. Katherine Windson

Já havia passado uma semana desde o dia em que saímos. Desde então, Justin não havia me ligado nem me procurado. Eu realmente tinha pensado que aquele encontro tivera sido bom, tanto pra mim quanto pra ele, mas é de se perceber que agradou só a mim. Ele era uma pessoa tão querida e simpática... Já era de se esperar de uma pessoa assim que saísse com alguém por pena.


Eu estava sentada em frente a minha casa, observando algumas pessoas passarem. Crianças pulando de lá para cá, adolescentes conversando, namorando... Eu usava um suéter vermelho que ganhará de dia das crianças há muito tempo. Ele me lembrava de coisas boas, era daquelas roupas que não consegue jogar fora.

-Kath, não acha melhor entrar, daqui a pouco você pega um resfriado aí parada... -mamãe gritou de dentro da casa. Acho que ela não percebeu suas palavras. Seria possível que eu fizesse alguma coisa além de ficar parada observando as pessoas? Engraçado falar isso.

-Me dê mais alguns minutos mãe, preciso de mais um tempo. - ela já devia ter percebido no tom depressivo que falei com ela a minha tristeza. A verdade é que eu estava com muitas saudades de Justin, de me sentir como estava me sentindo aquele dia. Seu cheiro, seu sorriso, seu olhar... Tudo me fazia sentir melhor, mais viva, mais feliz.

Durante esse intervalo de tempo desde nosso encontro até o período atual, já perdi a conta de quantas vezes cogitei ligar para ele, afinal, eu tinha seu número. Mas meu medo era de ser idiota. Eu não o conhecia direito, não sabia se a impressão que tivera dele era de como ele realmente era. Será que ele era assim como eu pensava? Talvez não, senão já teria me telefonado. Ou talvez fosse só não tivesse sentido o mesmo que eu senti.

Já estava escurecendo, as pessoas já estavam entrando em suas respectivas casas, o sol já havia dado lugar a lua e as estrelas há algum tempo, e de hora a outra eu me pegava observando aquele céu de inverno. A temperatura havia caído muito e eu estaria mentindo se dissesse que não estava morta de frio. Certamente meu suéter de anos não dava conta naquele frio congelante. Naquela altura já não sabia se o frio era real ou se já passará para um frio espiritual. A falta que ele me fazia era muito grande.

Como algo tão forte poderia estar acontecendo comigo? Eu mal o conhecia e ele já me fazia tanta falta. Não sabia se sentia mais falta dele ou do sentimento que ele trazia consigo. Tanta energia...

-Katherine, entre agora! Está muito frio! -pulei em cima do crisântemo de tão alto que foi o grito da mamãe. Quase recuperei meus movimentos com esse susto. Melhor do que um mês de fisioterapia só os gritos de mamãe. - anda tão quieta ultimamente... Sabe, sou sua mãe, mas também sou sua amiga. Estou aqui se quiser conversar.

-Eu sei mãe. Obrigada, mas realmente não precisa. Antes de conversar eu preciso entender o que está acontecendo, entender os meus pensamentos.

-Tudo bem, você é quem decide! Vamos jantar, venha. - ela havia fritado um linguado para comermos com uma salada. Eu amava peixes e outros frutos marinhos, mas não os saboreava da mesma forma desde o acidente. A comida tinha um gosto diferente... A última vez que comi de forma a saborear o alimento foi com ele, e não tem como esquecer. Tudo estava perfeito ao seu lado.

-Querida, sei bem o que está acontecendo, mas não há o que fazer. Se se sentiria melhor, ligue para ele! Melhor do que o pensamento de como seria, é fazer. Ligue! -disse papai de forma a me ajudar. Eu concordava em partes com ele, mas mais do que tudo eu sobrepunha meu orgulho.

-Eu não sei pai, não quero fazer papel de idiota... Porque ligar para alguém que não ligou para mim?

-Ligue e saberá. Se for pra ser será, mas não se pode ficar parado esperando que as coisas aconteçam sozinhas, aja!

-Tudo bem, mas não é muito tarde? Já passa das oito...

-Mas é claro que não, filha! Você realmente pensa que é tarde? Em que mundo você vive? -falou rindo. Papai sempre foi irônico e conseguia me fazer rir nas piores horas.

Peguei o telefone de casa e disquei seu número. Eu já havia decorado de tantas vezes que o disquei, redisquei e redisquei, e desistia no último momento. Mas agora era para valer! Contei um, dois e apertei. Se esperasse o 3 eu me pegaria pensando e acabaria desistindo...

Deu o primeiro toque, o segundo, meu coração estava acelerado como nunca! Não saia dos meus pensamentos o quão idiota eu estava sendo, então desliguei. Desliguei e chorei. Queria muito ter a coragem de ligar para ele. Meus pais ficaram me olhando com dó, mas cerca de alguns segundos depois o telefone tocou e era ele. Fiquei com o coração acelerado, mas o atendi.

-Alô?

-Oi, tenho uma ligação perdida desse número... Quem fala?

-Oi, Justin, é a Kath...

-Desculpe senhorita, aqui quem fala é Jeremy, pai de Justin... Me dê um minuto, já passo para ele. - fiquei nervosa nesse momento. Então finalmente agora seria ele, era pra valer. Eu não havia pensado no que ia falar, tinha medo do assunto acabar e ...

-Kath?? Oi, como você está? - atendeu Justin todo entusiasmado. Fiquei muito feliz ao ouvir sua voz, ainda mais com tanta intensidade. Abri um sorriso imediatamente, meus pais sorriram pra mim e subiram as escadas a fim de me deixar mais confortável.

-Oi, Justin. Eu estou bem, e você?

-Também estou... Estou com saudades! Desculpe não te ligar depois daquele dia... Eu estive muito ocupado. Minha mãe pediu para que eu comprasse tantas coisas para Jacob, eu tive que estudar muito, mas pode ter certeza que você não saiu dos meus pensamentos. Você conseguiu em pouco tempo se tornar especial Kath, não sei como, mas conseguiu. Queria me desculpar principalmente por não ter te levado ao aniversário que te prometi. Me senti muito mal Kath, é horrível termos começado assim, mas prometo te recompensar. Acredita que furei no aniversário também? Pois é, que vergonha, mas está tudo uma correria. -Abri um sorriso de orelha a orelha ao ouvir aquilo. Então eu era pra ele o que ele era pra mim. Fiquei um tempo sem falar nada refletindo suas palavras. - Kath, está aí? Desculpe se exagerei...

-Estou - falei rindo. -estava pensando no que você acabou de dizer, Justin. Acontece que eu sinto exatamente o que você está sentindo, mas como você não me ligou, pensei que não se importava...

-Muito pelo contrário. -ele falou serio. - mas então, acabaram minhas provas, mas preciso comprar algumas roupas para Jacob amanhã... Será que você não quer ir junto? Podíamos ir para o shopping e você me ajudava a encontrar umas roupinhas legais...

-Claro, seria ótimo, mas amanhã tenho fisio... Podia ser depois né?

-Claro! Combinado então. Te pego aí?

-Pode ser, até lá! Beijo.

-Beijo, tchau.

Desliguei e olhei sorrindo para a parede. Ele sentiu minha falta, eu gosto muito dele, um sentimento diferente, nunca havia vivido nada parecido com aquilo. Um friozinho inexplicável na barriga ao ouvir a voz dele, um pensamento de segundo em segundo em como ele está, o que ele está fazendo... Preciso conhecê-lo melhor, preciso... Dele.

-É, a Kath está realmente apaixonada. -disse mamãe fazendo-me acordar de meus pensamentos.
-Nossa mão, não acha muito cedo para chamar de paixão?

-Não filha, comigo e seu pai foi bem assim. Nos conhecemos, conversamos, e o amor surgiu. Assim, de uma hora pra outra, sem aviso, sem nada, ele apenas surgiu.

-Eu gosto dele.

-Nossa, serio? - disse mamãe em um tom mais irônico do que o normal. Nós começamos a sorrir e a rir juntas. Pode ser que seja paixão. Eu só quero conhecê-lo. Tenho medo do que eu sinto. É algo novo para mim. Apesar de ter gostado muito de meu antigo namorado, o que eu sinto agora é algo completamente diferente. Agora eu preciso dele.

P.O.V. Justin Bieber

Kath tinha me ligado e não teria palavras para descrever quando ouvi sua voz. Há dias que pensava nela, mas não sobrava o tempo para ligar ou fazer algo. Perdemos o aniversário, perdemos tudo. Ela devia estar pensando que a abandonei, algo muito impossível de acontecer. Ela tem algo que me faz pensar nela de tempo em tempo. Algo que me faz querer estar sempre em sua companhia, mesmo que tenhamos nos conhecido e convivido em um curtíssimo período.

Estava em casa deitado. Minha avó, Diana, estava comigo. Ela fazia o almoço, o cheiro estava me deixando com água na boca, mal podia esperar para comer. Queria muito que Kath estivesse aqui, seria maravilhoso minha vó conhecê-la.

-No que está pensando? Está com a cabeça nas nuvens! -disse vovó da porta da cozinha. Ela cerrava os olhos e me jogava um sorriso malicioso. Sorri para ela e falei que estava feliz. - garota? Hm, Justin, Justin...

-Eu não sei explicar o que é, só preciso dela comigo.

- Sei como é, meu querido neto. Eu com minha sabia experiência em pouco posso te ajudar. Eu e seu avô trilhamos uma linda história juntos. É isso que é o amor:
Fácil de acontecer, difícil é descrever. Amar é sentir sem querer, é querer sem perceber. Fugaz ou duradouro, não importa o tempo, o que vale é o sentimento. Que o eterno seja pra sempre, mesmo que seja breve. Sobre o amor é tudo que não sei, daquilo que já sei.

-Nossa, você decorou isso?

-A vida me fez decorar.

- Certo. -falei rindo.- Mas não acho que eu a ame. Recém a conheci. Eu só a quero comigo.

-'fácil de acontecer', meu neto. Ele acontece repentinamente, você não percebe e nem vai perceber. Agora venha, vamos comer enquanto você me fala como ela é.

Estávamos sentados à mesa. Vovó cozinhara um prato de macarrão, exatamente o que eu gosto. Comida de vó é a melhor comida do mundo, não importa quem seja, todas cozinham bem.

-Agora me conte. Qual o nome dela?

-Katherine... Ela, ela é linda. - vovó começou a rir

-Onde se conheceram?

-No hospital. -vovó fez cara de surpresa.

-No hospital? Como no hospital? Ela é médica?

-Não, ela sofreu um acidente. Queimaduras... Ela não caminha, ela faz fisioterapia lá.

-Hum... Ela serve para você? Você sabe... Ela possui uma deficiência... Precisa de cuidados...

-Eu sei, ela serve muito pra mim, ela é perfeita do jeito que é. Meu medo é que eu não sirva pra ela.

-Serve sim meu amor, você também é  perfeito do jeito que é. Não falo isso porque sou sua avó, falo de verdade.

-Obrigado vovó.

-Quando vou conhecê-la?

-Amanhã vou comprar algumas roupas para Jacob com ela... Depois você podia preparar uma janta para nós, o que acha?

-Perfeito, espero vocês aqui as 8 horas?

-Claro, vai ser ótimo!

Terminamos de comer, ajudei vovó com a louça e fui para o quarto descansar um pouco. Mais tarde iria para o hospital ver a minha mãe e dormir por lá, assim já via Kath no hospital.

Depois de dormir a tarde inteira tomei um banho, arrumei uma mochila, me despedi da minha vó e fui pro hospital. Eram 8 horas da noite e eu não tinha comido nada desde o almoço. Passei no McDonald’s e peguei um lanche para mim e para a minha mãe. Chegando no hospital, nós comemos juntos e já falei da Kath para ela. Ela estava muito feliz por mim.

Adormeci lá e lá acordei. 7 da manhã. Desci correndo para o café esperando que Kath estivesse lá. Ela não estava. Liguei para ela.

-Alô?

-Oi, Kath. É o Justin. Não vai comer no hospital hoje?

-Oi Justin. Já estou comendo aqui em casa mesmo, porque, você está aí?

-Ah, sim estou. -falei rindo. - bom tudo bem. Vou ficar aqui até você chegar. Beijo.

-Ok- falou rindo- beijo, tchau.

Comprei uma torrada e um suco de laranja e subi para o quarto de Pattie. Ela ainda estava dormindo. Comi olhando a vista da janela. Eu ainda não tinha percebido, mas era bonita. Dava para ver toda a cidade praticamente, já que a cidade era somente de casas e prédios não muito altos. Terminei o lanche e decidi ler um pouco de Game of Thrones. Me perdi no horário, até que minha mãe tirou minha atenção do livro dizendo que já eram 11 horas. Ela desceu para comer e eu fui procurar a Kath.

Fui para a fisioterapia e ela estava lá. Ela estava sorrindo em um aparelho em que ela devia fazer força para deslocar parte dele da frente para trás, em sequência. Bati na porta, que era de vidro, e dei um sorriso. Ela sorriu para mim. Fiz um gesto com a boca de 'posso entrar' e ela balançou a cabeça fazendo sinal de não. Fiquei envergonhado, mas decidi sentar em uma cadeiras do corredor e esperar por ela.

Não demorou nem 20 minutos e ela abriu a porta. Ela estava na cadeira, digo, crisântemo. Abracei-a bem forte e dei um beijo em sua bochecha. Ela corou, deu par perceber. Ficamos nos olhando, até que o pai dela me cumprimentou.

-Como está, Kath?

-Tudo ótimo. E você?

-Também. Você vai almoçar no hospital? Podíamos almoçar juntos e daqui iríamos para o shopping fazer as compras e depois minha vó disse que prepararia uma janta. -ela olhou para o pai dela.

-Acho que vou ficar com ele, ok pai? Ele me deixa em casa depois da janta... Eu te ligo.

-Tudo bem. Até mais então. Tchau Justin, se cuidem.

-Você disse que eu te deixo em casa? A ta né, jura que vou gastar meu tempo te levando em casa. -falei sendo irônico e ela riu.

-Agora já falei que você me leva. A culpa e toda sua. Se não fizesse tanta questão da minha companhia não precisaria me levar pra casa.

-Tem razão. Eu quero mesmo ficar com você. -ela sorriu.

-Eu também. -respondeu. -você realmente quer comer no hospital? A comida daqui é horrorosa.

-Eu disse pra minha mãe que eu comeria com ela, então aguenta. -disse rindo.

-Tudo bem, adoro a sua mãe. Pattie, né?

-Isso. Falando nela, ela já se sentou. Vamos lá! – fomos até a mesa em que minha mãe estava sentada.

-Ei, Kath! Tudo bem, querida? Vamos comer todos juntos?

-É -Kath respondeu sorridente- eu estou bem sim, e você?

-Tudo ótimo! Jacob está quase chegando! Vocês vão comprar algumas roupas para ele hoje, certo?

-Isso. -respondi. - quero comer, vou lá me servir. - me levantei e fui pegar minha comida. Deixei o prato na mesa e tive que interromper a conversa das duas. - Kath, quer ajuda para se servir ou está tudo bem?

-Não precisa Justin, um braço funciona. -falou rindo. Ela foi se servir e minha mãe foi atrás. Fiquei as observando. Elas conversavam como se fossem amigas há tempos, que engraçado. Falavam das comidas. Mamãe viu um polvo, se agarrou em um dos tentáculos e contou alguma piada para Kath. Elas riam sem parar.

Elas voltaram à mesa e se sentaram. Comemos todos juntos conversando. Foi um almoço maravilhoso, embora no hospital. Kath era maravilhosa. Eu adorava ela. O jeito dela... Tudo.

...
Oi gente!! Primeiramente MIL desculpas por demorar tanto para postar... Pra quem não sabe, eu fui fazer o enem e depois disso eu fui na BT.
Bom, novamente, me desculpem! Nunca mais vou demorar tanto tempo para postar, mas vocês também devem desculpas... Não comentaram nada no capítulo 5... Bom, tudo bem. Aí está o 6!! O que acham??
 
Comentem! Só continuo com 15 comentários. Beijos, Carol. 




16 comentários:

  1. Anônimo17:47

    Continua ta muito bom, de verdade ;D

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  2. Isadora23:17

    Continua, esta de mais...

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  3. Que peerfeito! Coontinua logo prin! Beijo

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  4. Nossa agora que fui ver que vc postou!!Finalmente Carol!! Ja tava pensando que ano que vem continuaria a ler!!kk mas ok vc postou,e um ótimo capitulo!!Posta logo Por favooor!!

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  5. Anônimo02:26

    continuaaaaaaa

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  6. gente lê a minha IB http://imaginebelieberjustins.blogspot.com.br/

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  7. Anônimo22:38

    continua, mds cara, eu não sou uito de gostar de fics, nem ib, mas me apaixonei pela sua .
    continua pfff

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  8. Anônimo23:39

    continua perfect *-*

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  9. Anônimo01:33

    continuaaaa anjoo .
    ameii a sua fic tipo muitoo perfeita .
    anciosa para o proximo capitulo .
    você escreve muito bem mesmo .
    beijos beijos
    xoxo Bia :) :)

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  10. peerfeitooo...continua pff *---* ai mds ta muito linda <3

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  11. Anônimo19:20

    lindooo , perfeito continua ... please <3

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  12. Anônimo19:21

    continua ta lindooo :)

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  13. Anônimo19:22

    lindooooooo... continua <3 perfeitoooo

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  14. Anônimo19:24

    lindaaaaaaaa melhor IB# continuaaaa não aguento mais sem postar :)

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  15. Anônimo20:58

    Perfeito!!! Continua ��

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